70 anos de muitas emoções

 Seleções. Uma ideia que ganhou o mundo. 
 
Há 70 anos no Brasil, Seleções é a revista mais antiga em circulação por aqui. Neste mês de aniversário, saiba como tudo começou e veja a retrospectiva de histórias emocionantes publicadas na revista mais lida no mundo durante essas sete décadas.

 

No início eram o Homem e as palavras. Décadas depois, eles continuam o centro de tudo.

 

Enquanto se recuperava d ferimentos de guerra guerra, um jovem chamado DeWitt Wallace teve a ideia de reunir e condensar os artigos mais interessantes das publicações que lia em uma única revista, com o intuito de ajudar o leitor a “digerir” as notícias mais relevantes.

 

Assim nascia a Reader’s Digest. O que Wallace não imaginava era que a revista atravessaria décadas e cruzaria fronteiras. Hoje, além das 50 edições publicadas em 20 idiomas, entre elas a brasileira, a revista Seleções está presente na internet, nos tablets, enfim, onde quer que você esteja.

 

Mais que informar, nossos artigos buscam a causa e o significado de acontecimentos e têm o ser humano sempre como personagem principal.

 

Uma viagem no tempo 

 

Década de 1940

 

A Segunda Guerra foi o tema da tradicional Seção de Livros de maio de 1944. A condensação do livro Atrás da muralha de aço, do correspondente sueco Arvid Fredborg, baseado em Berlim, foi o primeiro texto sobre a Alemanha nazista que chegou aos Estados Unidos após a retirada da imprensa americana em dezembro de 1941.

 

No Brasil, a efervescência de São Paulo, “a terra da abastança”, com construções a todo vapor – fábricas, edifícios comerciais e arranha-céus –, foi destaque na edição de outubro de 1947. 

 

Década de 1950 

 

O apartheid – regime de segregação racial imposto pela minoria branca que restringia os direitos de quatro quintos da população – foi descrito em uma reportagem comovente na edição de abril de 1956.

 

Em janeiro de 1957, a matéria “Que está acontecendo ao tempo” apontou o aumento do dióxido de carbono produzido na atmosfera desde a Revolução Industrial do século 19 como uma das causas da mudança climática. 

Nessa década, Seleções também publicou um texto exclusivo do poeta Carlos Drummond de Andrade, na edição de outubro de 1953. 

 

Década de 1960

 

A edição de julho de 1965 mostrou como o naturalista brasileiro Augusto Ruschi, tornou-se referência mundial ao conseguir reproduzir beija-flores em cativeiro. Ecologista visionário, Ruschi dedicou sua vida à pesquisa científica de várias espécies brasileiras e defendeu a criação de reservas naturais para preservar geneticamente espécimes ameaçados de extinção.

 

Dois anos depois, a edição de dezembro de 1967 contou como o movimento hippie, embalado pelo lema “Paz e Amor”, buscava um mundo alternativo à sociedade capitalista. A recusa do consumismo, as questões ambientais e a emancipação sexual também estavam em pauta.

 

E como não falar da ida do homem à Lua em 20 de julho de 1969? A edição de outubro daquele ano trouxe o contexto histórico da aterrissagem da espaçonave Apolo 11 na superfície lunar.

 

Década de 1970 

 

A edição de janeiro de 1977, no artigo “Terror no trem 734”, narrou a complicada relação entre reféns, criminosos e autoridades, durante os 13 longos dias do sequestro de 37 passageiros do trem 734, na Holanda, em dezembro de 1975. 

 

Dois anos depois, a revista trazia um artigo bem-humorado sobre o divergência entre a mulher “moderna” das campanhas publicitárias – linda e alegre, no escritório ou à frente do fogão  – e a dura realidade daquelas que optaram por trabalhar fora de casa. A sobrecarga de funções – trabalho, filhos, marido e afazeres domésticos – deixava a mulher “moderna” extenuada.

 

Década de 1980

 

A edição de dezembro de 1985 abordou a imensa expectativa mundial pela passagem do cometa Halley. Visível a olho nu somente a cada 75 ou 76 anos, o cometa atravessaria a órbita da terra em novembro do ano seguinte.

 

A situação da aids no Brasil e o temor da doença no continente africano foram tema de um dos artigos da edição de julho de 1987. Identificada no início como uma doença sem tratamento ou cura, a aids se espalhou pelo mundo. Da descoberta do vírus em 1983 até o elaboração da primeira droga, o AZT, foram quatro anos de perdas.

 

O duelo entre o piloto brasileiro Ayrton Senna e seu companheiro de equipe na McLaren, o francês Alain Prost, foi destaque na edição de maio de 1989. No fim daquele ano, Senna levou a melhor: conquistou seu primeiro título mundial, com oito vitórias entre as 16 provas que disputou.

 

Década de 1990 

 

No ano de sua quarta e última visita ao Brasil, o Papa João Paulo II foi tema da Seção de Livros, em março de 1997. A obra Sua Santidade: João Paulo II e a história oculta do nosso tempo, dos jornalistas Carl Bernstein e Marco Politi, narra os últimos anos da Guerra Fria e a influência de João Paulo II no desmantelamento do comunismo na Europa Oriental.

 

Em julho de 1999, a reportagem “Como comprar seu telefone celular” trouxe dicas sobre operadoras, planos e características técnicas do novo objeto de desejo do brasileiro. Lançado no início da década, o celular rapidamente caiu no gosto de profissionais das mais diversas áreas.

 

Década de 2000 

 

“Coragem inesquecível”, na edição de dezembro de 2001, reuniu as intensas experiências dos “heróis de setembro” em Nova York: homens e mulheres comuns que se superaram e salvaram vidas, em meio ao caos deixado pelo atentado de 11 de setembro.

  

O sucesso mundial do escritor brasileiro Paulo Coelho foi um dos temas abordados em “A mente do mago”, na edição de junho de 2002.  Na entrevista, o autor renegou o posto de mestre: “Quando escrevo meus livros estou querendo entender quem sou. O livro é a expressão da minha alma”.  

 

2010-2012

 

A edição de maio de 2011 trouxe a reportagem “A sabedoria da felicidade” com uma entrevista exclusiva com o curandeiro indonésio Ketut Liyer, personagem no best-seller Comer, rezar, amar, da americana Elizabeth Gilbert. O dom atribuído ao xamã – ler o destino na palma das mãos – atrai levas de forasteiros à sua porta. 

 

O artigo “Vozes do Japão”, na edição de setembro do mesmo ano, reuniu relatos pessoais e narrativas dramáticas publicadas na imprensa japonesa durante o tsunami que engoliu parte do Japão em março de 2011. A atitude dos japoneses diante da tragédia revelou virtudes incomuns em momentos de desespero.  

 

Em março desse ano, o artigo “A busca do voo 447” narrou as sofisticadas operações da investigação submarina que localizou o Airbus 447. A queda do avião, desaparecido desde 2009, vitimou os 216 passageiros a bordo do voo Rio-Paris. 

 

Continue para ler as matérias na íntegra.

 

 

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