Lilica
Decidi pela castração da, agora, “Lilica”, e da troca de seus pertences por outros de cor-de-rosa. Comprei colares de pérolas de várias cores para acentuar sua feminilidade, mas principalmente para que todos se acostumassem com sua nova condição de fêmea.
Por Meire Lane AraújoDepois de dois anos morando sozinha em meu novo apartamento, senti a necessidade da companhia de um bichinho de estimação. Afinal, durante toda a minha vida morando com meus pais, sempre tivemos a companhia desses animais.
Lembrei de uma amiga que criava gatos e cachorros e avisei a ela que, assim que ela tivesse um filhote de gato disponível para adoção, eu seria a primeira candidata! Assim foi feito. Ela me ligou alguns dias depois confirmando que sua gatinha Latifa, uma persa preta linda, estava prenha de um gatinho vira-lata. Latifa teve três filhotes. Eu escolhi um macho branquinho com o focinho preto, que foi para meu apartamento um mês depois.
Durante esse tempo, comprei a caminha, a ração, o leite, os vasilhames para a comida e os brinquedos. Tudo lindamente azul e branco. Espalhei para a família e os amigos que logo teria um gatinho de estimação, e que ele se chamaria Horácio.
Horácio finalmente chegou à minha casa. Era um gatinho com olhos enormes e amarelos, muito brincalhão, que logo memorizou “as regras da casa”. Um doce! Naqueles dois meses de convivência, ficamos muito amigos e recebemos muitas visitas.
Morria de medo de levá-lo ao veterinário, com pena de vê-lo tomando as vacinas, mas além dos cuidados necessários, precisava descobrir por que o Horácio chupava a pata! Ele o fazia de forma compulsiva, como se fosse uma compensação pela retirada prematura de sua mãe.
Então, assim que o gatinho completou três meses, levei-o ao veterinário. E logo após os cuidados iniciais ele perguntou-me: “Como se chama mesmo o seu gato?” Respondi: “Horácio”. E ele: “Mas é uma fêmea!”. Depois das gargalhadas e do susto inicial, sobrou a zombaria dos amigos e dos parentes.
Decidi pela castração da, agora, “Lilica”, e da troca de seus pertences por outros de cor-de-rosa. Comprei colares de pérolas de várias cores para acentuar sua feminilidade, mas principalmente para que todos se acostumassem com sua nova condição de fêmea.
Lilica é uma gatinha muito companheira e carinhosa, que adora quando o apartamento está cheio de amigos, porque assim pode passear entre diversas pernas. E apesar de já ter pouco mais de um ano, contraria as projeções do veterinário e continua chupando a patinha, principalmente à noite, antes de dormir.
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1 Comentários |
| doroty em 05 Maio 2011 ,18:20 Muita fofa essa historia. |
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