Boa notícia! para a saúde

Do câncer à enxaqueca e à artrite, alguns avanços animadores no diagnóstico e nos tratamentos.
 
Imagine um exame de sangue que preveja se você poderá ter um enfarte nos próximos cinco anos.

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NOVOS EXAMES REVELAM MAIS CEDO O CÂNCER DE PULMÃO

 

O DIAGNÓSTICO PRECOCE é uma das melhores maneiras de vencer o câncer, e há boas notícias nessa linha. Dois novos exames identificam a doença no pulmão a tempo de aumentar a eficácia do tratamento e dão aos pacientes mais possibilidade de cura.

 

No primeiro deles, desenvolvido por Vadim Backman, professor de Engenharia Biomédica da Northwestern University, no estado americano de Illinois, amostras celulares tiradas do interior da bochecha são examinadas num microscópio especializado. Esse microscópio percebe mudanças celulares específicas e indica se há um câncer de pulmão em desenvolvimento.

 

O segundo é um simples exame de hálito! O ar expirado contém milhares de compostos orgânicos voláteis (COVs) que variam em padrão e composição. Descobriu-se um subconjunto de quatro COVs no hálito de pacientes com câncer de pulmão.

 

A empresa Owlstone Medical, de Cambridge, na Inglaterra, desenvolveu um sensor de microchip capaz de medir os COVs do hálito. Essa tecnologia já existe. Billy Boyle, presidente e um dos fundadores da Owl-stone Medical, afirma que seu aparelho é menor e mais barato.

 

“Esperamos que a análise do hálito nos permita diagnosticar os pacientes com câncer de pulmão primário ou recorrente muito antes de surgirem os sintomas, quando temos mais opções de tratamento e mais probabilidade de cura”, diz a Dra. Erin M. Schumer, cirurgiã cardiotorácica cuja pesquisa sobre essa técnica foi publicada no início de 2016.

 

EXAME DO CHEIRO PARA CÂNCER DE PRÓSTATA

 

UM EXAME OLFATIVO promete ser uma ferramenta imediata para o diagnóstico preciso do câncer de próstata. Com ele se salvariam milhares de vidas, e milhares de homens não teriam de sofrer investigações invasivas. O exame está na fase avançada de estudos clínicos e espera-se que esteja disponível no fim de 2017.

 

“Se passar pelos estudos clínicos, esse exame vai revolucionar o diagnóstico”, diz o Dr. Raj Persad, urologista especializado do Southmead Hospital, na Inglaterra. “Mesmo com biópsias detalhadas, em alguns casos corremos o risco de não perceber o câncer de próstata.”

 

Em 2012, mais de 1,1 milhão de casos de câncer de próstata foram registrados no mundo inteiro, de acordo com o Fundo Internacional de Pesquisa Mundial do Câncer.

 

QUAL O RISCO DE ENFARTE?

 

IMAGINE O DIA em que um exame de sangue possa prever se há probabilidade de enfarte nos cinco anos seguintes, permitindo medidas para evitá-lo?

 

Pois outro exame de sangue simples, desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Coração e Pulmão do Imperial College, em Londres, promete fazer exatamente isso.

 

Se os estudos clínicos forem bem-sucedidos, em vez de usar idade, sexo, nível de colesterol, pressão arterial e histórico clínico para avaliar o risco de problemas cardíacos, o novo exame vai procurar anticorpos protetores que já existem no organismo. Esses anticorpos produzidos pelo sistema imunológico, chamados imunoglobulina G ou IgG, protegem o corpo de enfartes mesmo quando o colesterol e a pressão são elevados.

 

No estudo, os participantes com valor mais alto de IgG tiveram risco 58% menor de desenvolver doença cardiocoronariana ou sofrer um enfarte.

 

INOVAÇÃO NO TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

 

“ESPANTOSO!”, “inovador”, “com potencial de virar o jogo”: eis como os  especialistas em câncer de mama estão descrevendo o resultado de um estudo recente.

 

Pesquisadores da entidade Cancer Research UK deram a mulheres com câncer de mama agressivo uma combinação de dois medicamentos: Herceptin (trastuzumabe) e Tyverb (lapatinibe). Depois de 11 dias de tratamento com a mistura, o tumor diminuiu drasticamente em 17% das mulheres. Ainda mais impressionante foi o sumiço total dos tumores de outros 11% das mulheres que receberam as duas substâncias.

 

No estudo, os pesquisadores queriam verificar como o tratamento combinado afetaria os tumores entre o diagnóstico e a cirurgia; o resultado foi “fantástico”. Os dois medicamentos são comuns no tratamento do câncer de mama, e a terapia combinada pode ser receitada em breve.

 

AJUDA NÃO INVASIVA PARA OS PARCIALMENTE CEGOS

 

ATÉ HOJE, a perda de visão decorrente de glaucoma ou de lesões do nervo óptico era considerada irreversível. Mas o resultado de um estudo clínico alemão, publicado em junho de 2016, demonstrou melhora significativa da visão em pacientes parcialmente cegos depois de dez dias de estimulação transorbital não invasiva com corrente alternada. Nesse procedimento, aplica-se uma corrente elétrica alternada à área do cérebro que processa a visão.

 

“O tratamento com corrente alternada é um meio seguro e eficaz de restaurar parcialmente a visão depois de lesões do nervo óptico”, comentou Bernhard A. Sabel, Ph.D. e principal pesquisador da Universidade Otto von Guericke, de Magdeburg, na
Alemanha.

 

Outra boa notícia para quem não enxerga bem: uma câmera miniaturizada especial, montada nos óculos, melhora muito a capacidade de ler.

 

De acordo com pesquisadores do UC Davis Health System, da Califórnia, o aparelho reconhece os textos e os lê para o usuário por meio de um fone. Também é possível programá-lo para reconhecer rostos, dinheiro e mantimentos.

 

EXAMES DE SANGUE DIAGNOSTICAM ALZHEIMER

 

COMO NO CÂNCER, o diagnóstico precoce da doença de Alzheimer pode ser tremendamente benéfico para o paciente. Dois exames de sangue, desenvolvidos separadamente a um oceano de distância, podem perceber com grau altíssimo de exatidão se uma pessoa com perda cognitiva leve está nos primeiros estágios da doença ou de outro tipo de demência.

 

Pesquisadores da Universidade Rowan de New Jersey, nos EUA, e das universidades de Ruhr Bochum e Gottingen, na Alemanha, desenvolveram os exames. No mundo inteiro, mais de 47 milhões de pessoas sofrem de demência e, para a maioria delas, a causa é a doença de Alzheimer.

 

Esse é um grande avanço, com muitos possíveis benefícios para quem tem Alzheimer. O exame permitiria aos especialistas retardar o avanço da doença com ajustes no estilo de vida, nos medicamentos e no tratamento médico. O exame alemão já passou pelo estudo clínico.

 

RECUPERAÇÃO ESPANTOSA MUITO DEPOIS DO AVC

 

UMA VÍTIMA de acidente vascular cerebral (AVC) de 71 anos, presa a uma cadeira de rodas, voltou a andar.

 

Um grupo de cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, na Califórnia, relatou que 7 de 18 pacientes vítimas de AVC que concordaram em passar por uma terapia experimental com injeções de células-tronco na parte lesionada do cérebro obtiveram resultados verdadeiramente “espantosos”.

 

Gary Steinberg, principal autor do estudo e diretor de neurocirurgia de Stanford, disse que, embora sejam cautelosos para não “vender exageradamente” o resultado de um estudo tão pequeno, sua equipe ficou “espantada” ao ver que a capacidade física de 7 dos 18 pacientes melhorou bastante depois do tratamento.

 

“A recuperação não foi apenas mínima, como quem tivesse o polegar paralisado e conseguisse movê-lo. Foi muito mais do que isso”, afirmou ele, que realizou pessoalmente a maior parte das cirurgias.

 

O mais incrível é que a terapia funcionou em pacientes cujos AVCs tinham acontecido entre seis meses e três anos antes. Em essência, a nova terapia transforma o cérebro adulto em cérebro de bebê, para que possa se reconstruir – coisa que até então ninguém considerava possível.

 

Os cientistas acreditam que a terapia também possa funcionar em lesões cerebrais traumáticas e doenças neurodegenerativas como a de Alzheimer, a de Parkinson e a de Lou Gehrig.

 

Nicholas Boulis, neurocirurgião e pesquisador da Emory University, no estado americano da Geórgia, disse: “Há razões para entusiasmo com base na magnitude da reação dos pacientes.”

 

VACINA PARA COMBATER BACTÉRIAS HOSPITALARES

 

HOJE TEMOS MAIS MEDO de adoecer quando estamos no hospital do que antes de sermos internados – e não é piada. Os germes continuam a prosperar nos hospitais, e a Clostridium difficile é uma das mais comuns e perigosas, principalmente para idosos. Mas em breve poderemos nos imunizar com uma vacina.

 

Os cientistas do Instituto Max Planck, de Potsdam, e da Universidade Livre de Berlim desenvolveram uma substância que provoca uma reação imunológica contra a C. difficile intestinal. Essa possível vacina prepara o sistema imunológico para reconhecer o patógeno e produzir anticorpos para destruí-lo. A descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento de vacinas e medicamentos baratos e eficazes contra essa bactéria. Outras empresas, como a Pfizer e a Sanofi Pasteur, também estão pesquisando vacinas.

 

A LUZ PODE REDUZIR A DOR DA ENXAQUECA

 

LUZ VERDE para quem sofre de enxaqueca: um estudo da Universidade Harvard descobriu que luz verde de baixa intensidade pode ajudar a reduzir a dor.

 

Sabe-se há algum tempo que a luz pode provocar ou intensificar a dor da enxaqueca; luz branca, azul, vermelha e âmbar aumentam a dor. Mas, com a descoberta de que a luz verde a reduz, a equipe espera que óculos escuros especialmente desenvolvidos para filtrar todos os comprimentos de onda menos o verde ajudem quem tem o problema.

 

“Ficamos surpresos ao ver que a luz azul não era mais dolorosa do que a branca, a âmbar e a vermelha”, diz Rami Burstein, Ph.D. e professor de Anestesia em Harvard. Mais surpreendente ainda foi a constatação de que luz verde de baixa intensidade diminuiu o sofrimento dos voluntários.

 

ESTÍMULOS ELÉTRICOS REDUZEM A DOR DA ARTRITE

 

ESTUDOS CLÍNICOS que aplicaram corrente elétrica ao nervo vago, que vai do tronco cerebral ao abdome, demonstraram que estimular esse nervo diminuiu de forma significativa a dor e o inchaço de pacientes com artrite reumatoide.

 

Essa doença inflamatória afeta cerca de 3 milhões de pessoas na Europa continental. O achado foi anunciado em julho de 2016 por pesquisadores holandeses e americanos.

 

“O resultado embasa a continuação do desenvolvimento da medicina bioeletrônica, que visa sobretudo melhorar a vida de quem sofre de doenças inflamatórias crônicas e dá aos profissionais de saúde novas alternativas de tratamento potencialmente mais seguras a um custo total muito mais baixo”, diz Anthony Arnold, diretor executivo da empresa SetPoint Medical.

 

Embora concentrado na artrite reumatoide, o resultado do estudo pode ter consequências para pacientes com outras doenças inflamatórias, como as de Crohn, Parkinson e Alzheimer.

 

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