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Economia

Ensine seu filho a lidar com dinheiro desde pequeno


Imagem: Jaruwan Jaiyangyuen/iStock

Todos sabemos a importância da educação financeira para crianças, mas muitos pais tem dúvidas de como começar. As crianças começam a ter noção de quantidade a partir dos 4 anos de idade e nessa mesma fase já começam a entender a lógica dos números sem fazer a mera repetição de contagem. Aos 5 anos, na educação infantil, começa o ensino das primeiras operações matemáticas, mas a noção matemática de espaço, quantidade, direção, valor e importância das coisas pode ser desenvolvida bem antes disso.

Ou seja, já na primeira infância, quando o cérebro dos pequenos absorve tudo em termos de conhecimento e aprendizagem, os pais devem ensinar os valores morais, éticos e junto com isso, o valor que as coisas possuem. Ao ensinar para um bebê de apenas 2 anos a cuidar do seu brinquedo ao invés de jogá-lo no chão e deixá-lo se quebrar e, ao controlar ou criar regras sobre a quantidade de presentes que ele ganha, você está ensinando o valor das coisas. Ao ensinar para uma criança de 3 anos sobre a quantidade de comida que se coloca no prato e como é importante comer tudo e não desperdiçar o alimento, você está ensinando o valor dos alimentos e a relação com saúde. Com esses dois simples exemplos podemos observar os primeiros passos da educação financeira das crianças. Já pensou nisso?

Então como ir adiante e estimular a cultura financeira no seu filho a partir de 5 anos? Ajude-o a fazer descobertas em forma de brincadeira.

No mercado, mostre que as coisas possuem um preço, mostre a quantidade de números que cada produto tem, uns terão mais números, explique que esses são os produtos mais caros e os com menos números, são o mais baratos. Aproveite a feira para explicar sobre as quantidades, pesos e medidas. Explique a relação de caro e barato visualizando as quantidades. E assim, por diante. Mostre a ele que os cardápios dos restaurantes possuem preços, os brinquedos, roupas e sapatos nas lojas também. Vale até levá-lo na papelaria para ele entender que até o material escolar tem um valor. Aquela bronca quando ele chega em casa com o livro – que custou uma fortuna – todo rasgado, não tem o mesmo efeito.

Como é a partir de 5 anos que as crianças começam a desenvolver a noção de soma, essa é uma boa idade para dar o primeiro cofrinho de presente. Nesse primeiro momento a ideia não é ensinar o valor do dinheiro, mas isso será absorvido de forma indireta quando ele começar a entender quantas moedinhas são necessárias acumular para comprar o brinquedo que ele tanto quer. Nesse momento ele estará aprendendo a noção de guardar as moedinhas, de poupar.

Muitos brinquedos remetem a essa noção de compra e venda. Escolha um modelo bem bacana de caixa registradora com função de calculadora, com visor que mostre os números e gaveta para armazenar as notinhas e moedinhas de plástico. Monte um mercadinho com comidinhas de plástico, ou uma lojinha com os carrinhos ou bonecas e deixe os pequenos serem os vendedores. Eles devem determinar o preço de cada produto, receber o pagamento e dar o troco. Usar notinhas miniatura de brinquedo, que imitam as notas reais, são uma forma de apresentar as moedas. É fácil associar os valores de cada nota (números) às cores e aos animais estampados nelas.

Quando se sentir preparado, perceber que a criança já distingue as notas, então poderá começar a introduzir dinheiro de verdade e até estabelecer um valor de mesada ou semanada (dando um valor por semana). Ao final do mês leve seu pequeno para gastar o dinheiro que conseguiu juntar. Ou aproveite para deixa-lo realizar pequenos desejos que custem pouco, como comprar um chocolate na saída na escola ou tomar um picolé na pracinha.

O importante é não usar o dinheiro como moeda de troca por obediência ou como prêmio pela execução de uma tarefa, ainda na infância quando estão absorvendo os valores morais. Afinal, determinadas coisas como respeito, boa educação, gentiliza, noção de cumprir deveres e obrigações não podem ser compradas e nem ao menos podem ser precificadas. A relação com a mesada e a noção de economizar para adquirir um bem, deve evoluir conforme a criança vai amadurecendo e chegando na adolescência. Quando se tornar adulto, terá maiores chances de ter suas finanças bem equilibradas.

 

por Samasse Leal

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