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O poder das mães na luta contra o terrorismo


Imagem: Ibrakovic/iStock

As mães estão na linha de frente contra o terrorismo. É o que diz Edit Schlaffer, que trabalha para ajudar mulheres do mundo inteiro a identificar e abordar sinais de extremismo nos filhos.

Luton, Inglaterra, maio de 2016

“Eu não conseguia acreditar que meu filho tinha ido para a Síria. Não sabia como lidar com isso. Estava com raiva por dentro, raiva dos que fizeram lavagem cerebral nele.” Khadijah Kamara, de 37 anos, fala a um grupo de 40 mães sobre Ibrahim, de 19, o mais velho de seus quatro filhos adolescentes, que foi lutar ao lado dos extremistas da Síria. Foi morto num ataque aéreo em setembro de 2014.

As mães, a maioria vinda de Bangladesh, Paquistão e Somália, estão iniciando as dez semanas de treinamento gratuito num centro comunitário da cidade inglesa de Luton, perto de Londres. A sala costuma ser usada para exercícios físicos, mas a aula de hoje é muito mais séria.

É uma cena impactante. Khadijah, de Serra Leoa, a cabeça e o pescoço cobertos por um hijab, olha por cima de um mar de lenços, saris e shalwar kameez coloridos.

Ela fala às mulheres sobre seu “menino amoroso e respeitador”, que queria se tornar engenheiro, mas foi recrutado pela jihad. “Meu filho morreu, e até hoje não consigo explicar”, diz ela.

As mães escutam com atenção. Há lágrimas quando Khadijah diz que descobriu, com outro combatente jihadista, que Ibrahim tentara entrar em contato com ela na Síria pouco antes de morrer.

 

Edit tem visto como os recrutadores terroristas corrompem a juventude alienada e desempregada da Europa.

 

Sentada ao lado de Khadijah está a socióloga austríaca Edit Schlaffer, que foi de Viena até lá para encontrar as mães. Edit é a criadora desse programa inovador chamado MotherSchools (“escolas de mães”). Seu propósito é simples e ambicioso: equipar as mães para que aumentem a resiliência dos filhos contra o recrutamento de extremistas e intervenham quando reconhecerem sinais de radicalização.

Parte de uma iniciativa global, o curso é realizado em Luton por boas razões. A cidade foi frequentemente ligada ao terrorismo e apelidada de “viveiro do extremismo islâmico” pelos meios de comunicação do Reino Unido.

(…)

 

Por Tim Bouquet

 

Leia, na íntegra, esta e outras matérias na revista Seleções de fevereiro.

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