Negão
Negão é meu companheiro e sempre está ao nosso lado. Esta é apenas parte da nossa história com esse gato cheio de vontades, mas que nos dá grandes alegrias!
Por Adriana da Rocha Viana 
Numa noite de fria, eu e minha filha voltávamos de um culto da igreja que frequentávamos, em Florianópolis (SC). Era um pouco tarde e a rua estava deserta, quando vimos um cachorro avançar na direção de um gato preto, nervoso e medroso. Conseguimos espantar o cão, e o gatinho se escondeu embaixo de um fusca. Nós o chamamos, ele atendeu, e minha filha o pegou no colo. Seguimos andando. A certa altura ela disse que tinha vontade de levá-lo para casa. Eu concordei e, desde aquele dia, o bichinho passou a fazer parte de nossa família.
Ficamos cerca de uma semana tentando escolher um nome para ele, mas ele se recusava a atender por qualquer um deles. Até que um dia, procurando por ele, debruçada na janela do meu quarto, o chamei por todos os nomes que tínhamos colocado: Feli, Mib, Black e nada. Comecei a chamar, então de Negão. Quando dei por mim, ele estava ao meu lado na janela, com as duas patas da frente apoiadas no peitoril. Perguntei: "Você é o Negão?", e ele começou a miar. Então, este ficou sendo o seu nome, escolhido por ele mesmo.
Negão é temperamental e não permitia carinhos. Eu fui muitas vezes arranhada por ele quando tentava fazer carinho. Além disso, ele dorme onde quer e não gosta de ser acordado antes do tempo de seu sono terminar!
Negão já nos deu grandes sustos: se infectou com caramujo africano e precisou ficar internado por cinco dias; andava brigando tanto pelas madrugadas, que tivemos de mandar castrá-lo. Uma vez, mudei de casa, no mesmo bairro, e ele sumiu por três dias. Só apareceu quando quis e como o dono do pedaço!
Agora ele está com 7 anos e sua cor está mudando para um tom meio ruivo. Seu comportamento estava cada vez mais genioso, mas com o nascimento de minha neta Ester, ele mudou muito. Já aceita melhor os afagos. E até ela já sabe que ele gosta de ser o centro das atenções!
Ele também se apega às pessoas que o alimentam. Até hoje, ronda os pés de uma amiga que lhe deu comida quando eu fiz uma viagem ao Rio de Janeiro! E basta meu filho mais velho colocar os pés em casa para ele andar atrás dele, pedindo comida. Chega ao ponto de ele esperar meu filho sair do banho do lado da porta do banheiro, para miar e andar até o local onde ficam seus pratinhos de comida.
Negão é meu companheiro e sempre está ao nosso lado. Esta é apenas parte da nossa história com esse gato cheio de vontades, mas que nos dá grandes alegrias!
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