Há exatos 20 anos a cidade do Rio de Janeiro foi palco da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. Já naquela época, homens do mundo todo se preocupavam com uma conciliação indispensável à nossa sobrevivência e deram um forte impulso à Carta da Terra, documento que defende vários princípios, entre eles o que diz que “a paz, o desenvolvimento e a proteção do meio ambiente são interdependentes e inseparáveis”.
 
A partir da década de 1990, surgiram diversas reuniões – de cúpula, com a participação de chefes de Estado e autoridades no assunto –, talvez pelas “necessidades” cada vez maiores ou mesmo pela demora na efetivação das medidas estabelecidas na conferência. Atualmente as parcerias globais querem garantir a cooperação entre indivíduos/Estado/setores-chave da sociedade, para proteger a integridade da natureza, mas também para atender à economia.
 
Por isso, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável é organizada agora, com o propósito de celebrar a Rio-92 e contribuir para o planejamento das próximas décadas com ações que não degradem os recursos naturais, além de renovar o compromisso político com o famoso ecodesenvolvimento. E eu pergunto a você, caro leitor: Será que temos colhido bons frutos nessas décadas de mobilização? Que frutos são esses?
 
Então, se você tem ideias que podem contribuir para uma visão positiva do amanhã, já pensou em comparecer à Rio+20? Neste mês, entre os dias 13 e 22, a Cidade Maravilhosa vai promover um diálogo global com líderes de vários cantos do mundo e, para isso, conta com a presença dos cidadãos brasileiros.
 
E ainda que nem todos os países participem do evento (sobretudo aqueles que mais deveriam...), novas ações que precisam ser implementadas são estabelecidas nessas reuniões. Sempre há espaço para debater os temas necessários – principalmente hoje, que tudo pode ser “verde”: economia, energia, produtos, tecnologia, casas, carros... É por isso que acredito ser essencial que essas conferências sejam realizadas.
 
Assim, independentemente de fazer parte do governo ou de algum grupo de voluntários, participe: compareça à Rio+20 e diga que futuro você quer! Essa é a resposta para a campanha lançada no ano passado “O futuro que queremos”. Com ela, gente de toda parte pôde enviar contribuições, dizer como seria a vida se pudessem moldá-la, falar sobre seus sonhos, aspirações, ideias e como fazer um mundo melhor. Os vídeos, fotografias, cartas, gravações e desenhos enviados e reunidos agora são a voz de todas as pessoas mostrando aos líderes o mundo que queremos criar.
 
Mas lembre‑se: além dos dois temas centrais da conferência – estrutura do desenvolvimento sustentável e economia verde –, o Brasil elegeu alguns eixos nos quais podemos atuar mesmo sem comparecer ao evento: erradicação da pobreza e da fome, educação básica para todos, igualdade entre sexos, garantia de saúde para as gestantes, combate à aids e à malária, entre
outros. Que tal encarar o desafio? Bom trabalho!        

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