A mãe daquela gatinha, ainda prenha, entrou escondida na carroceria de um caminhão carregado. Lá, ela teve seis filhotes e desceu. Quando o caminhoneiro chegou, não percebeu o que havia acontecido em sua ausência e seguiu viagem para São Paulo.
 
Depois de três dias, ao descarregar as mercadorias, o motorista encontrou os gatinhos recém-nascidos, miando e desnutridos. Como eles conseguiram ficar os primeiros dias de vida sem mamar?! Foi um milagre não terem morrido.
 
Sem saber o que fazer com os bichinhos, o caminhoneiro pediu ajuda aos passantes para encontrar alguém que quisesse ficar com aqueles filhotes. Disseram-lhe para procurar por uma tal senhora que cuidava de animais abandonados. Para a sua sorte – e nossa também –, ela aceitou ficar com os seis gatinhos. Por mais de um mês ela deu mamadeira a todos eles.
 
Certa vez, ao ir à clínica veterinária, minha mulher, Rosamaria, conheceu aquela senhora. Depois de ouvir a história dos filhotes, se ofereceu para ficar com o filhote pretinho, por ele ser o mais feio. Assim, conseguiria evitar que fosse o último a ser escolhido para adoção – o que poderia acontecer.
 
Dessa forma, aquela gatinha pretinha, pernambucana, “cabra da peste”, foi morar lá em casa! Murilo, meu filho, deu a ela o nome de Paçoquinha. Ela e a nossa outra gatinha, a Chiquinha, não se deram muito bem no início, mas depois acabaram se entendendo!

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