Presentes ecológicos
Sabemos que dizer "gosto de você" emociona mais do que outro presente.
Por Mariusa Colombo
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Novamente dezembro, mês em que todos (indistintamente, espero) param... para pensar, repensar, planejar... Enfim, mês que traz ares de mudança, renovação, renascimento. Novas conquistas, com otimismo, são projetadas. O que será que nosso planeta espera de nós?
Este ano passou rápido, tão rápido... Mesmo assim, conseguimos conversar sobre um monte de assuntos (alguns continuam na “ponta do pincel”, como se diz).
Espero que desde a edição de janeiro você e eu tenhamos tido condições de auxiliar ainda mais nosso planeta, de multiplicar todas as boas práticas que aprendemos. Eu sei, foi preciso muita paciência (você deve estar pensando).
Retomar as matérias do ano é uma prática de que gosto muito. O ato de relembrar mantém no pensamento o que precisa ser lembrando sempre...
Partimos de minha primeira experiência em reuniões de condomínio, quando os moradores sequer liam as instruções dos contêineres.
Quase um ano depois, a tampa dos contêineres identifica que tipo de resíduo deve ser colocado “lá dentro” e o entorno não fica tão “bagunçado”!
Em março, soubemos que o homem “catástrofe” ainda existe: aquele que desafia as forças da natureza e se impõe.
O resultado foi um deslizamento sem precedentes, deixando dezenas de pessoas desabrigadas...
Em abril, foram os danos ambientais. Sim, animais silvestres transportados em porta-malas de carro... Até quando veremos isso?
Finalmente chegou a vez do [novo] Código Florestal. Pelo que sei, não houve evolução desde maio...
No meio do ano presenteamos várias pessoas queridas (as mães – as de todos e a natureza –, os namorados, os amigos) com propostas bem “sustentáveis”, aproveitando o couro de forma bem original.
Em agosto, tentamos nos mover pelas BRs deste Brasil. A 116, posso afirmar, continua um caos. A questão da mobilidade (ou falta dela) permanece problemática em vários pontos do país...
Setembro trouxe contêineres novinhos em folha, adquiridos por prefeituras como forma de auxiliar o morador em suas atividades diárias de descarte. Pena que alguns tenham sido queimados e outros continuem servindo de morada aos menos favorecidos. A propósito, você lembrou de checar se seu bairro dispõe de algum tipo de coletor comunitário?
Na edição de outubro, pudemos refletir um pouco sobre a qualidade das frutas e legumes... Vale a pena optar por alimentos ecológicos, sem agrotóxicos, não acha?
De um pouco de civismo tivemos conhecimento em novembro. Boas ações das prefeituras devem estar sempre na vitrina! E por falar em vitrina, dezembro é, por excelência, o mês em que as vitrinas chamam muito a atenção. Seja pela originalidade ou pelos bonitos presentes. O Natal se aproxima, em breve estaremos enfeitando árvores, comprando presentes, planejando a ceia... É mês de muita alegria e festa. Que tal continuar dando um sentido ecológico a esse mês? Brasil afora, muitos agem assim.
Ações como evitar presentes “forçados” podem ser úteis e bem mais econômicas. (Se você não sabe com o que presentear, pergunte!) Recicle e faça em casa, assim você presenteia igualmente o planeta...
Sobretudo, presenteie com afeto (sentimentos são difíceis de demonstrar; coisas são fáceis de comprar). Sabemos que dizer “gosto de você” emociona mais do que outro presente. Escrever bilhetes com os dizeres “presenteio com duas horas do meu tempo” ou “faça-me saber o que queres” funciona até para amigos e colegas. Use as famosas listas. Escreva o que quer e distribua aos amigos e parentes. Por fim, evite papéis metalizados e decorações do tipo “usa e joga fora”: prefira embalagens de papel ou caixas de cartolina (já vi sugerirem inclusive sacos de tecido ou fronhas de travesseiro, bem originais). Continuo a propor a criatividade, colocar em prática o que sabemos sobre as práticas ambientais. Mãos à obra e boas festas!
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