Vítima sobrevivente da Gripe Suína
Julio César Ruiz Ocampo travava a luta mais difícil da sua vida. Era um domingo do fim de abril, e Julio César, 30 anos, instrutor de boxe que passara a maior parte da vida no ringue, mal tinha energia suficiente para se levantar da cama. Respirar era quase impossível. Estava muito congestionado, o peito doía e a tosse era terrível. “Parecia que a minha cabeça ia explodir”, recorda ele. “Era como se eu tivesse terminado uma luta de 12 assaltos. Mas, pelo menos, depois das lutas a gente se recupera. Nesse caso, eu não estava melhorando.”
No dia seguinte, Julio César consultou um médico perto de casa, no bairro Agricola Oriental, na Cidade do México. O profissional lhe receitou remédios para baixar a febre, um xarope para a tosse e mandou-o de volta para casa. Mas, como no dia seguinte os sintomas não melhoraram, ele foi a outro médico, que lhe deu uma olhada e disse de imediato: “Vá agora mesmo para o hospital!”
Enrique Ruiz Pacheco, pai de Julio César, saiu de casa em Cuernavaca, no Estado de Morelos, 90 quilômetros ao sul da Cidade do México, e correu à capital para ajudar o filho, que estava pálido e exausto, com tosse, febre e hipertensão arterial. Enrique levou o filho ao Hospital Geral Dr. Manuel Gea Gonzalez. Lá, Julio César participou de uma cena de pesadelo.
À sua volta, vítimas desesperadas da gripe suína eram tratadas pela frenética equipe do hospital. Muitas se encontravam em estado gravíssimo e recebiam tratamento de emergência, com tubos inseridos na garganta ou no nariz para ajudá-las a respirar. Alguns doentes estavam bem na frente de Julio César. “Foi horrível”, recorda ele. “Achei que também ia morrer.”
Imediatamente, o pessoal médico pôs Julio César no soro e no oxigênio. Colheram amostras de sangue e fizeram radiografias do pulmão.
Depois, disseram-lhe que não só estava com pneumonia como o exame revelara a presença do vírus AH1N1, popularmente chamado de Gripe Suína. Como ele já ouvira falar de um vírus desconhecido que assolava o México, bastou a ideia de ter sido contaminado para enchê-lo de pavor.
Julio César precisou passar dois dias no hospital, e nesse período teve uma melhora lenta, mas progressiva. O mais difícil foi separar-se da mulher e dos três filhos, Henry César, 12 anos, Kevin Alan, 10, e Kenia Sugey, 2.
Antes de receber alta, os médicos lhe receitaram remédios e explicaram as providências que deveria tomar: ficar longe da família nos três dias seguintes, utilizar máscara cirúrgica o tempo todo e separar louça e talheres exclusivamente para uso próprio. Na quinta-feira, 30 de abril, Julio César saiu do hospital rumo ao sol brilhante da tarde. Estava acompanhado pela mulher e pelo pai. Finalmente voltaria para casa.
No lar modesto, a mãe e a tia davam os últimos retoques numa refeição festiva de bife grelhado e salpicão.
Quando Julio César entrou pela porta da frente, toda a família explodiu em aplausos e gritos de alegria.
O filho Kevin Alan correu até ele e, soluçando, abraçou o pai com força pela cintura. “Não chore”, disse Julio César para consolar o menino, abraçando-o também.
Em seguida deu um abraço na mulher, Beatriz Adriana, e pegou a filha no colo. Ao ver o marido com a menina, Beatriz não conseguiu conter o choro. Seu maior temor fora que Julio não voltasse do hospital, que jamais tornasse a abraçar os filhos.
Mas Julio César estava em casa outra vez, junto dos entes queridos, e festejou com eles até tarde da noite. Sobrevivera à luta mais difícil da sua vida.
Entrevista a Camilo Smith
Profissionais e heróis da Gripe Suína
A enfermeira
Em certo dia do fim de abril, Lucía Romero*, enfermeira do Hospital de Doenças Contagiosas do Centro Médico Nacional La Raza, estava a caminho do trabalho com a cabeça cheia de dúvidas. Havia apenas dois ou três dias, os meios de comunicação tinham noticiado um surto de “gripe suína” no México, e não se sabia quase nada sobre essa doença contagiosa.
Lucía e a equipe de enfermagem do hospital tinham trabalhado em diversas epidemias. Durante mais de 50 anos, esse hospital, localizado na zona norte da Cidade do México, recebera pacientes com doenças altamente contagiosas, como hepatite C, febre tifoide, lepra, tuberculose e raiva, bem como portadores do HIV.
“Quando ouvi a notícia, entrei em contato com as colegas para saber o que estava acontecendo”, diz ela. Na verdade, o hospital já tinha vários pacientes com a doença misteriosa. E, realmente, ela se lembrava de um homem internado havia duas semanas apresentando sintomas parecidos com os da “gripe suína”.
“Era jovem, sem nenhuma outra doença complicadora, e chegou sozinho ao hospital com problemas respiratórios. Ele piorou em poucas horas, e morreu em dois ou três dias, sem que os médicos encontrassem uma causa convincente”, conta Lucía. Ela chegou ao hospital pouco antes das oito e meia da noite, hora do início do seu turno. Depois de cumprimentar os colegas e vestir o uniforme, examinou a lista de tarefas, alterada a cada duas semanas: Lucía era responsável pelos primeiros dos 18 leitos da sua área, localizada numa enfermaria de isolamento para pacientes com doenças contagiosas ou que estivessem com o sistema imunológico enfraquecido e precisassem se recuperar em ambiente asséptico.
“Eu tive de cuidar dos leitos ocupados por três pacientes de gripe.” Lucía sentiu um arrepio, mas controlou-se: agora precisava vestir avental esterilizado, luvas, óculos de proteção e uma máscara cirúrgica de alta resistência, descartada após 40 horas de uso.
Caminhou com determinação até a enfermaria de isolamento, abriu a porta e viu três mulheres nos leitos: a mais velha tinha 45 anos, a mais nova, 28. Começou uma conversa cordial com duas delas, que confessaram sua ansiedade. A terceira, a mais nova, ficou calada.
“A moça trabalhava na equipe de limpeza do hospital e estava muito zangada porque fora contaminada no local de trabalho”, diz Lucía. “Tentei conversar com ela para que se sentisse melhor, porém ela não respondeu.”
Lucía saiu da enfermaria e tirou as roupas de proteção. As instruções eram claras: a cada paciente, trocar de guarda-pó, para não transmitir o vírus, agora chamado de influenza AH1N1.
O surgimento da doença provocou horas de caos na maioria dos hospitais da Cidade do México. O Hospital de Doenças Contagiosas não foi exceção. De acordo com Lucía, naquele dia dez pacientes contaminados foram internados e levados para uma área que não estava sob os seus cuidados, e ela deu um suspiro de alívio. “Embora meu trabalho seja cuidar dos doentes, eu também estava apavorada, ainda mais porque não tínhamos ideia de até que ponto o vírus era letal”, diz ela.
As autoridades hospitalares decidiram reunir a equipe. “Eles nos passaram as informações básicas num auditório quase lotado, o que não era comum”, observa ela.
Os pacientes do Hospital de Doenças Contagiosas deveriam ser encaminhados por outras instituições, mas, por causa dos temores que cercavam a doença, as pessoas passaram a ir para lá por iniciativa própria. “Tentávamos explicar que havia procedimentos a seguir, mas ninguém queria escutar.” Depois de quase 12 horas de trabalho intenso, Lucía terminou o turno. Antes de sair das instalações, tomou um banho e trocou de roupa. “O hospital tem chuveiros para a equipe tomar banho e evitar contaminação. Embora em geral nem todo mundo tome banho e troque de roupa, naqueles dias ficou difícil encontrar um chuveiro vago.”
No dia seguinte, Lucía foi visitar a família; a mãe estava preocupadíssima. “Pediu que eu não fosse trabalhar”, diz ela. “E uma das minhas irmãs, que mora em outra cidade, me pediu que não comparecesse à reunião de família que ela organizara.” Anoiteceu e, com isso, chegou a hora de voltar ao hospital, onde a situação continuava crítica. “Chegava cada vez mais gente, e o sistema começou a falhar. Os que buscavam atenção gritavam conosco, perguntando como era possível não estarmos preparados... Mas quem poderia prever algo assim?”, pergunta ela, nervosa. Várias noites depois, no meio da crise, as autoridades hospitalares percorreram o hospital para distribuir medicamentos preventivos entre os que corriam riscos. “Anunciaram que só quem tivera contato com pacientes contaminados receberia os remédios, o que provocou uma onda de reclamações: porque todos argumentavam que haviam sido expostos à doença, de um jeito ou de outro.” As autoridades pediram calma e disseram que todos receberiam tratamento, assim que possível. “Tive de brigar para receber a minha dose, pois não estivera com pacientes infectados naquela noite e, por isso, não queriam me medicar.” Lucía foi buscar a folha de serviço para provar que na noite anterior cuidara de três pacientes de gripe. “Um homem olhou a folha e depois me disse para pôr o nome na lista.” Lucía recebeu cinco comprimidos de antiviral e tomou um a cada 24 horas. “Era o mesmo remédio que os pacientes estavam recebendo, só que numa dosagem diferente.” Lucía trabalhou menos horas no dia seguinte. “Tive um compromisso que não pude desmarcar e cheguei atrasada, mas percebi que estava era com medo”, confessa. O mesmo aconteceu com boa parte da equipe de enfermagem. “Minhas colegas me contaram que seus familiares tinham pedido que não fossem trabalhar, e as que estavam de férias ficaram contentes por não se encontrarem no hospital naqueles momentos tão difíceis.” De acordo com Lucía, as enfermeiras podem faltar ao trabalho se alguém do mesmo nível as substituir ou se pagarem a um colega para cobrir o turno. “Há quem faça a substituição porque precisa de dinheiro, mas nessa ocasião a diretoria do hospital pediu quee não fizessem isso, pois a fadiga pode enfraquecer o sistema imunológico e facilitar a contaminação”, explica ela.
Lucía insiste que a emergência provocada pela epidemia de influenza AH1N1 foi um ponto marcante de sua vida profissional. “Já vimos outras doenças graves, como a Aids, mas começamos a lidar com elas aos poucos, não de repente, como desta vez com a gripe suína” Até há alguns dias, Lucía achava que o pior que já passara fora a situação de emergência depois do terremoto de 1985 na Cidade do México, quando houve milhares de mortos e feridos. “Na época, não me senti tão sobrecarregada. A dificuldade depois do terremoto foi o imenso número de pacientes de que tínhamos de cuidar, mas agora o problema é o medo de ser contaminada por um vírus desconhecido”, diz ela.
Entrevista a Camilo Smith |
O paramédico
Numa tarde de sábado, no início de abril, o paramédico Armando Gonzalez, 27 anos, e seu colega corriam na ambulância amarela, com a luz piscando e a sirene ligada, rumo a um chamado que parecia de rotina. Naquela hora Armando ainda não sabia, mas rotina era o que não haveria nesse chamado.
Ao chegar ao prédio na parte sul do distrito de Tlalpan, Armando e o colega pularam da ambulância, pegaram o equipamento de primeiros socorros e correram para o apartamento do primeiro andar. Uma mulher os aguardava na porta, ansiosa. Seguiram-na até lá dentro e viram imediatamente a causa da ansiedade. Deitado de costas no sofá estava o marido daquela senhora, um homem de uns 40 anos que mal tinha forças para se mexer e falar.
Enquanto Armando verificava os sinais vitais, a mulher explicou que ele estava doente fazia cerca de uma semana, com sintomas de gripe, e que a febre chegara a atingir 41 graus. Armando ficou perplexo, porque agora a temperatura do homem era de apenas 37 graus. A mulher explicou que ele acabara de tomar um antitérmico, mas que o estado letárgico não mudara. Decidira enfim que estava na hora de pedir ajuda.
Armando e os outros paramédicos que trabalham na empresa particular de ambulâncias Medic One tinham sido alertados para os possíveis casos de vírus da gripe, e desde fins de março tomavam precauções especiais: em todos os chamados, usavam máscaras cirúrgicas com filtros especiais e luvas.
Mesmo com as novas precauções, Armando se preocupava com a disseminação rápida e fácil do novo vírus, porque em casa estava sua filha, de 1 ano e 4 meses, e a mulher, Gisela, acabara de saber que estava grávida do segundo filho. “O nosso trabalho pode ser muito arriscado, porque temos contato físico com os pacientes; sempre há a possibilidade de levar um vírus para casa”, diz ele.
Enquanto trabalhava com o paciente, Armando bloqueou esses pensamentos, esqueceu a preocupação e concentrou-se no que fazia. Embora fosse possível que o homem estivesse com a gripe suína, a febre baixa fez Armando pensar em outras possibilidades. Qualquer que fosse a doença, o estado do homem era grave e ele precisava ser internado logo. Desde a chegada dos paramédicos, o paciente não reagira a nenhum dos tratamentos ministrados por Armando e não apresentara melhora. Puseram-no na maca, carregaram-no até a ambulância, e o levaram para a emergência do Hospital Geral Dr. Manuel Gea Gonzalez.
Não houve tempo para Armando e o colega esperarem o diagnóstico dos médicos. Havia outros chamados e era preciso atendê-los. Somente dois dias depois, quando voltou ao hospital, é que Armando soube pela equipe que o homem fora vítima do vírus influenza AH1N1.
Armando diz que não descobriu o que aconteceu com o paciente, mas espera que tenha tido mais sorte do que as outras seis pessoas do distrito de Tlalpan, que morreram em consequência do mesmo mal.
Armando continua trabalhando em turnos de 14 horas, e, incrivelmente, aquele foi o único caso de gripe suína que atendeu. Ele confia que, se encontrar outro caso, o treinamento e o equipamento de proteção o manterão a salvo mais uma vez.
Não só sua vida depende disso, mas assim como também a vida e o futuro da mulher, da filha e do filho que ainda vai nascer. Entrevista a Camilo Smith
O cientista
O celular de Ricardo Quijano começou a tocar exatamente às 4h34min da manhã de sábado, 25 de abril. Meio tonto, ele procurou o aparelho na mesinha de cabeceira e franziu os olhos ao ler a mensagem. Era do chefe da prontidão de emergência de saúde pública do Texas e dizia: “Teleconferência de gripe suína agora.”
Ricardo, 30 anos, cientista-chefe do Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Houston, sabia exatamente o que isso queria dizer. Durante vários dias, ele e os colegas vinham monitorando o vírus letal – na época chamado de gripe suína e depois identificado como AH1N1 – que se espalhava do México para os Estados Unidos. O gerente que mandara a mensagem esperava uma remessa de amostras do vírus para analisar, e Ricardo, veterano com três anos no departamento, seria um dos principais cientistas a serem chamados para realizar os exames.
Mais tarde, naquele mesmo dia, Ricardo soube que as amostras do vírus podiam chegar a qualquer momento e que devia ficar preparado para ir ao laboratório assim que o chamassem. Ansioso, esperou em casa, mas a ligação não veio.
No dia seguinte, chegou ao laboratório às oito da manhã, e mais tarde acompanhou o diretor do Escritório de Serviços Laboratoriais do Departamento de Saúde a uma reunião com autoridades sanitárias no Departamento de Operações Centrais. Na mesma hora, seu telefone começou a vibrar. “Oito casos em Nova York” era a mensagem de Damaris, sua mulher, que estava em casa assistindo ao noticiário da TV. Minutos depois, ela mandou outra mensagem: “Estão liberando os estoques de Tamiflu”, seguida por “Casos no Canadá, Nova Zelândia, Ohio e Kansas”. Desde que haviam recebido a notícia do surto de gripe suína, Ricardo, natural de El Salvador, e Damaris tinham se preocupado principalmente com a saúde de Sophia, a filha de 1 ano e 8 meses. Agora, ao saber da rápida disseminação da doença pelo mundo, Ricardo ficou ainda mais alarmado. “Comece a medir a temperatura da Sophia de duas em duas horas”, escreveu a Damaris.
Por volta das seis da tarde, a supervisora lhe deu a notícia que esperava com tanta ansiedade: “Enfim vão nos mandar duas amostras.”
Chegaram dali a quase duas horas, e o coração de Ricardo bateu com força quando se preparou para analisá-las. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) tinham exigido o nível máximo de precaução para os que entrassem em contato com o vírus, e Ricardo começou o árduo processo de vestir a roupa e o capacete de proteção.
Depois de vestir um guarda-pó azul que ia até o pé, enfiou dois pares de luvas e as colou nas mangas com fita adesiva. Em seguida, colocou um capacete com sistema de ventilação embutido.
Levou minutos intermináveis para se vestir, e quando, por fim, entrou no laboratório e encarou a geladeira alta e estreita que guardava as amostras, seu coração batia com mais força do que nunca. Todos os anos de treinamento o prepararam para um momento como aquele. Seria uma das primeiras pessoas a analisar uma cepa novíssima de vírus da gripe que poderia ser responsável pela próxima pandemia. Da geladeira, tirou uma bandeja onde havia dois tubos de ensaio com tampa de rosca. Flutuando dentro de cada um deles, num líquido avermelhado, estavam cotonetes com amostras de secreção do sistema respiratório dos pacientes. Ricardo levou 30 minutos para descontaminar a área de trabalho e extrair das amostras o material viral, que pôs numa máquina para verificar se continha material genético específico do vírus AH1N1.
Uma das amostras deu positivo para a influenza A, a gripe sazonal comum, mas a máquina não conseguiu identificar o subtipo ou cepa do vírus. Como a nova cepa do vírus da gripe suína nunca fora vista, o cientista supôs que era essa a razão pela qual o exame não a identificara. A única maneira de ter certeza seria enviando as amostras para análise no CDC de Atlanta.
No dia seguinte, Ricardo soube que o CDC confirmara que uma das duas amostras era o primeiro caso de gripe suína AH1N1 em Houston. As clínicas em torno de Houston não paravam de ligar para o Departamento de Saúde e de enviar amostras do vírus da gripe em bolsas contra acidentes biológicos.
Ricardo trabalhava 14 horas por dia analisando as amostras, e toda noite voltava para casa tarde demais para ver Sophia antes que ela adormecesse. Sofria por não conseguir ver a filha acordada, e o preço emocional subiu ainda mais quando soube que a primeira vítima fatal da gripe suína nos EUA fora um menino mexicano, apenas três meses mais velho do que Sophia, que por acaso estava em Houston. “Comecei a me apavorar”, diz ele. No início de maio, a segunda morte atribuída ao vírus nos EUA também ocorreu no Texas, a uns 480 quilômetros de Houston, na cidade de Harlingen.
Só quase uma semana depois de analisar aquelas duas primeiras amostras é que Ricardo conseguiu chegar em casa a tempo de ver a filha acordada. Assim que entrou, ela começou a correr em círculos, dando chutes e balançando os seus bracinhos de alegria.
Ricardo ajoelhou-se e abriu os braços. Sophia correu imediatamente para ele, deu-lhe um grande abraço – e pai e filha começaram a chorar. “Era disso que eu precisava”, diz Ricardo. Entrevista a Daniel Rome Levine |
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