Yan: uma vida curta
Era maio de 2009 e eu estava no meu trabalho quando recebi um telefonema do meu sobrinho Emanuel Victor, então com 8 anos. Muito animado, me chamando pelo apelido, ele disse: “Ia, tem um presente para você aqui em casa! Ele tem quatro patas e pelo marrom.”
Por Liria GraffEra maio de 2009 e eu estava no meu trabalho quando recebi um telefonema do meu sobrinho Emanuel Victor, então com 8 anos. Muito animado, me chamando pelo apelido, ele disse: “Ia, tem um presente para você aqui em casa! Ele tem quatro patas e pelo marrom.” Ele tinha encontrado, na pracinha da quadra, três filhotinhos de cachorro abandonados e levou-os para casa. Um deles seria meu, mas, na época, eu não estava querendo cachorro. Pensava em, talvez, um dia, adquirir um de raça maior e mais feroz, como um doberman. Aí, não aceitei o “presente” do meu sobrinho, que ficou um pouco chateado, mas acabou se conformando. A família permitiu que ele ficasse com um dos cachorrinhos e os outros dois foram para adoção. Na casa do Emanuel já tinha outro cachorro, chamado Bob. O novo “integrante” da casa foi batizado de Yan, segundo Paloma (irmã do Emanuel), em homenagem a Ian Kevin Curtis, vocalista da já extinta banda Joy Division, mas prefiro acreditar (pretensão da minha parte!) que ele recebeu esse nome em minha própria homenagem: Ia – Yan.
O pobrezinho demorou um pouco para se recuperar. Estava magrinho, desnutrido. Mas os cuidados do Emanuel, de Paloma, da mãe, Rita, e do pai, Elmer, fizeram com que se tornasse um cãozinho bonito, esperto e feliz. Aliás, essa característica de feliz era bem típica dele, pois o formato de sua boca fazia com que parecesse que estava sorrindo o tempo todo. De posse de um osso, mostrava-se agressivo e era uma cena muito engraçada, pois, franzino do jeito que era, tentava mostrar que tinha valentia suficiente para enfrentar quem ousasse roubar-lhe o precioso ossinho. Ele sempre foi muito brincalhão e não deixava o Bob sossegado. Num certo dia, em uma de suas “brincadeiras”, mordeu a orelha do Bob. O ferimento não sarava porque ele voltava a mordê-lo constantemente. A saída foi afastar Yan de Bob por uns tempos. Foi então que o Yan ficou uns dias na minha casa e, de certa forma, fiz as pazes com o bichinho/presente que eu não quis.
Com a orelha de Bob sarada, Yan voltou para sua casa, mas sempre me recebia com pulos de alegria quando eu visitava a família. Em agosto de 2010, novamente Emanuel me chamou, dessa vez pelo MSN, para me avisar que o Yan tinha morrido. Ele foi atropelado por um carro quando saía de casa para brincar na praça. A mesma praça em que foi encontrado pouco mais de um ano atrás. Levado ao veterinário ainda com vida, não resistiu aos ferimentos e morreu. A família toda se entristeceu muito e ficou um grande vazio, deixado por um pequeno ser que parecia sorrir o tempo todo. Era alegre, brincalhão, esperto, amigo. “Só faltava falar”, dizia Rita. Yan teve uma vida curta, mas, como disse Emanuel, a vida dele poderia ter sido mais curta ainda, caso não tivesse sido encontrado na praça em tempo de ser adotado, naquele dia de maio de 2009.
O pobrezinho demorou um pouco para se recuperar. Estava magrinho, desnutrido. Mas os cuidados do Emanuel, de Paloma, da mãe, Rita, e do pai, Elmer, fizeram com que se tornasse um cãozinho bonito, esperto e feliz. Aliás, essa característica de feliz era bem típica dele, pois o formato de sua boca fazia com que parecesse que estava sorrindo o tempo todo. De posse de um osso, mostrava-se agressivo e era uma cena muito engraçada, pois, franzino do jeito que era, tentava mostrar que tinha valentia suficiente para enfrentar quem ousasse roubar-lhe o precioso ossinho. Ele sempre foi muito brincalhão e não deixava o Bob sossegado. Num certo dia, em uma de suas “brincadeiras”, mordeu a orelha do Bob. O ferimento não sarava porque ele voltava a mordê-lo constantemente. A saída foi afastar Yan de Bob por uns tempos. Foi então que o Yan ficou uns dias na minha casa e, de certa forma, fiz as pazes com o bichinho/presente que eu não quis.
Com a orelha de Bob sarada, Yan voltou para sua casa, mas sempre me recebia com pulos de alegria quando eu visitava a família. Em agosto de 2010, novamente Emanuel me chamou, dessa vez pelo MSN, para me avisar que o Yan tinha morrido. Ele foi atropelado por um carro quando saía de casa para brincar na praça. A mesma praça em que foi encontrado pouco mais de um ano atrás. Levado ao veterinário ainda com vida, não resistiu aos ferimentos e morreu. A família toda se entristeceu muito e ficou um grande vazio, deixado por um pequeno ser que parecia sorrir o tempo todo. Era alegre, brincalhão, esperto, amigo. “Só faltava falar”, dizia Rita. Yan teve uma vida curta, mas, como disse Emanuel, a vida dele poderia ter sido mais curta ainda, caso não tivesse sido encontrado na praça em tempo de ser adotado, naquele dia de maio de 2009.
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3 de 13 Comentários |
| kézia coelho .. em 07 Setembro 2010 ,09:26 uma hisoria muito bonita e triste .... :( emanuel seu gato adoroo voce ...(L |
| lanna kelle em 06 Setembro 2010 ,20:57 Essa materia deve ser publicada na revista seleções!!! |
| rosângela em 05 Setembro 2010 ,20:13 Oi Liria! Parabéns pela história emocionante do Yan. Valeu! | Veja mais comentários |
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