Maria Fernanda Cândido relembra como foi interpretar Joyce em ‘A Força do Querer’





Momentos de paciência, impaciência, cansaço e aprendizado. Assim tem sido os dias de quarentena da atriz Maria Fernanda Cândido, que tem se dedicado a desenvolver um trabalho especial à frente da Casa do Saber, em que é sócia-fundadora.

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“Estou vivendo este momento dessa forma. Durante a pandemia tenho me dedicado à Casa do Saber, que iniciou um novo ciclo em sua trajetória. Trabalhamos com afinco em nossa transição para o mundo digital, que vem se concretizando com sucesso”, explica a atriz.

E completa: “O mundo atravessa um momento de muita dor, são muitas mortes todos os dias. No Brasil, percebo que falta seriedade para, ao menos, tentar minimizar essa situação trágica”.

De volta à TV

Imagem: Rede Globo/Divulgação

No ar com a reprise da edição especial da novela “A Força do Querer”, em que dá vida à sofisticada Joyce, Maria Fernanda Cândido conta que o trabalho na trama de Glória Perez foi grandioso, sendo um dos mais importantes de sua carreira.

Creio que a ‘A Força do Querer’ tenha sido um dos principais trabalhos que fiz na televisão, levando-se em conta o tema que foi abordado pela primeira vez na televisão brasileira: a transexualidade. Foi um trabalho que teve imensa importância na minha trajetória”, afirma

Descrevendo Joyce como uma mulher conservadora, com os olhos mais voltados para os próprios interesses, a atriz não esconde que está ansiosa para rever a cena em que a filha Ivana (Carol Duarte) corta os cabelos, dando, assim, continuidade ao processo de transição de Ivana para Ivan.

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As cenas com a Carol Duarte eram carregadas de dramaticidade, traduzindo uma relação difícil entre mãe e filha. Porém, apesar de todas as incompreensões, o amor entre as duas sempre esteve muito presente. Adoraria rever a cena em que a Ivana corta os cabelos. Essa cena é muito representativa para a Joyce porque ali ela perde a filha que sempre sonhou”, relata a atriz.

Maria Fernanda Cândido também revela como era a relação com a colega de trabalho, Isis Valverde. “Não me esqueço das gravações com a Isis Valverde, sempre havia muito humor no set. Joyce e Ritinha se detestavam, aparentemente, mas elas tinham traços de personalidade que se assemelhavam. Ambas eram mulheres fortes e femininas. Adorei rever a cena do dia em que elas fizeram uma sessão de fotos na praia. Foi divertidíssimo”, conta.

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Com a personagem na trama do horário nobre, Maria Fernanda diz que tirou grandes aprendizados. Um deles foi o de olhar as questões das projeções, que acontecem muito dos pais com os filhos.

A personagem foi um grande exercício de empatia, foi algo bastante desafiador. Ela me ensinou a olhar de forma profunda para as feridas causadas pelas idealizações e expectativas frustradas de uma mãe profundamente ligada às tradições e costumes do seu tempo e da sua sociedade”, finaliza