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Publicado em: 8 de outubro de 2021

Apagão tecnológico — o que fazer quando aplicativos são bem mais que lazer?

Queda do Facebook e seus serviços evidencia a importância de um plano B para escapar do monopólio na tecnologia

Imagem: dusanpetkovic/iStock

O Facebook e toda a sua gama de aplicativos ficaram fora do ar na segunda-feira (4). Foram seis horas de interrupção e diversos outros serviços foram afetados, seja por dependerem diretamente de informações dos servidores de Zuckerberg ou por sobrecarga, na hora da migração massiva de usuários.

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É provável que a big tech esteja trabalhando para que um cenário como este não volte a se repetir pelos próximos dez anos, mas você estaria preparado para o próximo colapso — não necessariamente do Facebook, mas de alguma outra gigante da internet?

O monopólio tecnológico é um grande risco

Talvez ainda exista muita gente por aí que não saiba, mas está tudo integrado e pertencem à mesma corporação: WhatsApp, Facebook, Messenger e Instagram. Estes também são alguns dos aplicativos mais usados no Brasil. Só o WhatsApp está presente no celular de 99% dos brasileiros, e ele vai além do grupo da família, bem como o Instagram vai além das fotos do almoço.

Com interface simples e serviços “gratuitos”, os produtos de Mark Zuckerberg abrigam milhões de empreendedores. Isso quer dizer que a queda desta segunda-feira não afetou apenas quem usa a rede para lazer, mas também, e principalmente, teve impacto sobre os negócios de muitos brasileiros. Para muitos deles, a internet virou o ecossistema Facebook, e de repente a internet acabou. Por seis horas.

O que houve com o Facebook?

Ficamos “no escuro” por horas tentando entender que tipo de erro poderia causar uma pane tão grande como essa. A resposta veio no final do dia, quando o Facebook disse que uma “mudança de configuração” provocou o blecaute. Por horas, todos os caminhos que apontavam para o Facebook sumiram, e simplesmente não era possível “chegar” ao império de Zuckerberg.

Nós, usuários, víamos um erro de DNS que refletia esse problema. Apesar da empresa não entrar em detalhes, especialistas acreditam que a falha foi provocada por erro humano, de um responsável ou uma equipe — provavelmente nunca saberemos, mas eu não gostaria de ser essa pessoa.

(Facebook. Imagem: Pornpak Khunatorn/iStock)

Quem tem negócios no Facebook precisa de um plano B

A questão aqui é que, por mais incrível que possa parecer, o Facebook está longe de ser toda a internet. Há diversas outras opções de serviços por aí, e para aproveitar o mundo digital de uma forma mais assertiva e com menos riscos, é importante diversificar.

É, basicamente, como investir. Apostar todas as suas moedas em apenas uma chance não me parece muito seguro. Então, por que você confia toda a sua comunicação empresarial a uma empresa trilionária que certamente não se preocupa tanto assim com o seu dia de trabalho perdido?

Há alternativas por aí

Felizmente, existem outras plataformas para troca de mensagens, existem outras redes sociais. O meu conselho? Começar a explorá-los agora, enquanto o “trânsito” está tranquilo. Na segunda-feira, o Telegram, maior rival do WhatsApp no Brasil, sofreu uma instabilidade durante a pane do Facebook.

De acordo com o fundador do mensageiro, isso aconteceu porque a plataforma estava recebendo nada menos que 70 milhões de usuários ao mesmo tempo. O Signal é outro mensageiro que pode ser aproveitado, e vem implementando novidades para atrair usuários do WhatsApp. O mensageiro teve aumento de 1.090% em downloads durante o apagão. Não espere esse momento para se cadastrar no serviço, para baixá-lo, para usá-lo em sua estratégia.

Para social media, Twitter e TikTok são importantes e estão fora da gama de produtos de Zuckerberg. O próprio Facebook recorreu ao Twitter para comunicar a pane.

Para comunicação corporativa, diversifique: Discord e Slack são outras ferramentas bastante usadas. Há outras: Microsoft Teams, Zoom, Google Meet, e por aí vai.

Não se prenda a apenas um aplicativo (ou ecossistema), experiente, encontre outros que funcionem para a sua empresa e tenha um backup.

Ana Marques
Ana Marques
Jornalista formada pela UFRJ, Ana é entusiasta de tecnologia, dos dispositivos móveis e da inteligência artificial, mas também defensora das relações humanas e das conexões feitas por meio de encontros. Sua relação com a cobertura tecnológica teve início em 2016, no TechTudo, ainda como estagiária. Em 2018, passou a integrar a equipe de Conteúdo do comparador Zoom.com.br, onde foi editora de Mobile (Celulares, Tablets e Wearables) & Eletrônicos até agosto de 2020. Atualmente é editora-assistente de Notícias no Tecnoblog, o maior veículo independente de Tecnologia do Brasil.
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