Uma das coisas que eu mais amo nessa vida é escutar música.

O que é curioso porque algumas pessoas da minha família não têm esse mesmo prazer.

Elas preferem, sei lá, discutir política. Aos berros.

E eu queria colocar Zeca Pagodinho nas alturas.

“A galinha chorou CHOROOOOOOU de felicidaAaAde…”

Pra mudar o astral, né?

Porque eu prezo muito o valor que a música tem.

E não digo o valor terapêutico porque isso é imensurável.

Mas tem certas músicas que são aprendizado pra vida.

Sério.

Eu lembro de vários momentos da vida em que a música me ajudou a superar alguma coisa, que a música me fez extremamente feliz, me fez pensar sobre o que eu estava passando.

Quem sabe o valor da música, sabe a música certa até pra chorar.

Por exemplo, eu choro direto com “Água da minha Sede”, na voz da Roberta Sá.

Imagino o grau de paixão que o Dudu Nobre estava vivendo naquele momento, pra escrever uma música tão linda.

Foto: Kateryna Kovarzh/iStock

Seu coração devia estar feito algodão-doce no paraíso.

Só quem já esteve nesse nível de paixão entende o que eu tô dizendo.

“Seu beijo é um alçapão

Seu abraço é uma gaiola

Que prende meu coração

Que nem moda de viola”

E a Roberta quando canta ainda sustenta esse último “a” do “viola”, ao mesmo tempo que as minhas lágrimas rolam, sincronizadas.

Que doideira é a música.

Outra música que me ajuda a tirar as coisas ruins da cabeça se chama Dancing Nancies, de uma banda americana chamada Dave Matthews Band.

Foto: kzenon/iStock

Em um dos refrões, eles entoam:

“what’s the use in worring? What’s the use in hurrying?”

Traduzido, seria algo como:

POR QUE VOCÊ TÁ SE PREOCUPANDO COM BOSTA, MEU CAMARADA?

“QUAL É O PROPÓSITO DE ESTAR APRESSADO?”

E, realmente, quantas vezes eu não me preocupo com coisas inúteis?

Em outra parte da música, eles cantam:

“Nuvens negras podem pairar sobre mim às vezes, mas eu vou superar”

E a gente não sempre supera mesmo?!

Prestem atenção nas músicas que vocês estão ouvindo!

Porque elas sempre dizem alguma coisa.

Vou ali colocar “Rap do Solitário”, porque MC Marcinho também é relíquia brasileira.

Marina Estevão
Marina Estevão
Formada em Jornalismo pela PUC-RJ, sua paixão é escrever sobre o que vive, o que vê e o que sente. Afinal, toda história tem vários lados, o que muda é a forma de contá-la – sempre de bom humor.