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Publicado em: 22 de maio de 2021

Ninguém está preparado para o amor

Porém, é preciso estar atento para quando ele invadir o corpo, a mente e a galeria de fotos.

Imagem: Irina Gutyryak/iStock

Dizem que o amor acontece.

Claro, e obviamente ninguém nunca está preparado para ele.

Não existe faculdade presencial ou EaD.

Certificado ou hora complementar.

Curso do Érico Rocha.

Do Papa.

Música do Fábio Jr.

Nada nunca nos ensina o que é amor – e como amar – quando acontece.

Quando você vê, as borboletas já moram no estômago.

E batem asas com força.

Moram também na cabeça.

E nas partes íntimas fazem a festa.

E isso dá medo, eu entendo.

Dá medo porque em vez de pensar na cotação do dólar, a gente pensa sobre aquele gesto do dedinho do pé que ela faz quando tá nervosa.

E pouco a pouco, a gente vai perdendo a consciência e o corpo todo vai sendo tomado, como uma infecção generalizada.

Quando vemos, o corpo todo está tomado por aquela sensação dormente.

Diagnóstico: sensibilidade aguda na pele e nos órgãos... Por amor.

Sempre é tempo de amar.

Mas eu entendo que as pessoas não estejam prontas.

Para o amor acontecer, é preciso se desfazer do ego.

É preciso querer ver o outro feliz mesmo se você não for a causa.

Nem a consequência.  

Para amar, é preciso olhar para os lados.

Mas não desse jeito horrível que você olha para os retrovisores.

Olhar com calma e sensibilidade.

Mas sei que todos têm medo.

Dá medo de se jogar de do abismo, né?

E no caso do amor, não é nem de bungee jump.

É de cara, de cabeça.

Diagnóstico: traumatismo craniano de amor.

Pode ter alguém lá pra te segurar.

Pode não ter.

Mas é sobre arriscar, não sobre o fim.

E até quem vive na gandaia, sai beijando 17 bocas por noite... Cuidado.

O amor está à espreita.

Ele nunca dorme, entenda.

Não adianta não estar preparado.

Quando atinge, é morte certa.

Diagnóstico: Morte iminente por amor contundente.

Brincar de médico é legal.

Falando de amor, melhor ainda.

Não sei quem estará preparado pra me amar, mas eu estou sempre.

Doa a quem doer, em mim já doeu e sangrou muito.

Mas sempre dou um jeito de me curar e partir pra próxima.

As borboletas renascem das cinzas, como fênix (ou Andressa Urach?).

Diagnóstico: resiliência por amor.

Próprio.

Marina Estevão
Marina Estevão
Formada em Jornalismo pela PUC-RJ, sua paixão é escrever sobre o que vive, o que vê e o que sente. Afinal, toda história tem vários lados, o que muda é a forma de contá-la – sempre de bom humor.

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