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Publicado em: 31 de julho de 2021

O espírito olímpico vive (e sobrevive!)

Fica combinado assim: ninguém pode falar mal do Brasil enquanto ele estiver nos jogos Olímpicos.

Imagem: FamVeld/iStock

O espírito olímpico está latente,

Flamejante,

Pulsante,

Dentro do meu coração.

Todos os meus pelos do corpo arrepiam quando o Brasil joga.

Eu disse todos.

Acho que eu nunca fiquei tão animada em um evento esportivo quanto nessas Olimpíadas.

A última vez que fiquei animada com olimpíadas foi na escola.

E quem jogava era eu.

Todas as quatro modalidades: basquete, vôlei, futebol e handebol.

Eu era tipo a deusa dos esportes.

Onipresente.

Mas enfim.

Estou dando pitaco em modalidades que não sei nada sobre a pontuação.

Ou sobre como se faz.

Mas assisto tudo.

Esgrima? Sempre pratiquei.

Hipismo? Amo cavalos.

Levantamento de peso? Vambora.

Torço com a mesma energia de 13 cachorros correndo em um descampado no meio da serra.

E tudo que não ganhamos eu acho que foi roubado.

Estamos indo tão bem, jogando com sangue nos olhos

(Principalmente contra a Argentina)

Não tem como não sairmos campeões em várias modalidades.

E quando perdemos, todos nós ficamos revoltados.

Outro dia, perdemos para um time com o carisma de um liquidificador, como apontou sabiamente meu amigo Yuri.

Também conhecido como Canadá.

O espírito olímpico vive (e sobrevive) a todo o caos que se instaura no Brasil.

A todas as divergências políticas,

Linguísticas,

Culturais.

E até se o feijão vai em cima, embaixo ou ao lado.

O espírito olímpico, assim como em época de Copa do Mundo, chega pra abraçar a todos.

Ninguém pode reclamar do Brasil a não ser o brasileiro, afinal.

Mas nessa época ninguém reclama.

São só elogios pro “Brasa”.

A gente tem um período de anestesia e alienação, que amamos também.

Viva o espírito olímpico e que ele dure sempre até a próxima vitória!

Porque o feijão, sabemos, é sempre por cima.

Marina Estevão
Marina Estevão
Formada em Jornalismo pela PUC-RJ, sua paixão é escrever sobre o que vive, o que vê e o que sente. Afinal, toda história tem vários lados, o que muda é a forma de contá-la – sempre de bom humor.

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