Se 2019 foi uma espécie de marco zero para os celulares dobráveis no mundo, o ano de 2020 é, sem dúvidas, o ponto de partida para a nova tecnologia no Brasil. O motivo? Samsung e Motorola, as donas das maiores fatias do mercado nacional de smartphones, iniciaram o primeiro bimestre com o lançamento de seus telefones de tela flexível em terras tupiniquins.

O primeiro foi o Galaxy Fold, da fabricante sul-coreana, que se tornou imediatamente o celular mais caro do país ao chegar com preço de R$ 12.999, superando até o iPhone mais avançado do momento. Mas a Motorola veio logo em seguida, com o novo RAZR e seu conceito “inovador, mas familiar” inspirado no design do saudoso V3 – aparelho que foi febre na primeira década dos anos 2000.


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Motorola RAZR 2019 chegou ao Brasil em fevereiro por R$ 8.999. (Imagem: MonicaZ82/Shutterstock)

Na última terça-feira (11), foi a vez de a Samsung pegar novamente o microfone para anunciar mais um modelo dobrável – dessa vez, concorrente direto do RAZR, o Galaxy Z Flip, que chega em março. Tanto ele quanto o smartphone da Motorola têm preço de R$ 8.999 no Brasil – mais barato do que o Fold, mas, nem de longe, barato de verdade.

O custo alto é um dos principais motivos pelos quais os consumidores não param de se perguntar: “o que um celular dobrável faz, além de… Você sabe… Dobrar…?”.

Para responder a esse tipo de questão e ajudar você a entender o que, de fato, as fabricantes querem com os lançamentos dos celulares dobráveis, reuni alguns pontos importantes sobre esses aparelhos – além de motivos para ter e não ter um smartphone com tela que dobra. Confira, na galeria a seguir.

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1.  Motivos para ter um celular dobrável: portabilidade

A portabilidade é o principal grande motivo para querer um smartphone que dobra. E para esse quesito, modelos que fecham como concha, como o Motorola RAZR e o Galaxy Z Flip, são as grandes estrelas do mercado.

A escolha de design resolve um grande impasse: o desejo por telas maiores, para reproduzir filmes com conforto, mas que isso não seja um inconveniente na hora do transporte. Afinal, é exatamente por isso que ninguém carrega um tablet no bolso.


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2. Motivos para ter um celular dobrável: multitarefa

Nosso dia a dia exige cada vez mais velocidade em conexão e no consumo e produção/reprodução de informação. A possibilidade de dobrar um celular em dois para ter duas telas exibindo coisas diferentes – e que podem ser integradas – é algo mágico!

Pense que você está fazendo uma pesquisa para o seu trabalho, escola ou faculdade. Com um modelo flexível como o Galaxy Fold, por exemplo, é possível escrever em uma porção da tela, enquanto abre sites com referências de conteúdo na outra metade.


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3. Motivos para ter um celular dobrável: estilo

Em alguns casos, o apelo é mesmo para o estilo – para o status que é andar com um desses por aí. O V3, celular no qual o Motorola RAZR 2019 foi inspirado, era um ícone da cultura pop, e a expectativa é de que o novo modelo também agrade ao segmento fashion.

A grande sacada da Motorola foi, de acordo com a própria marca, trazer um conceito novo de smartphone baseado em uma sensação familiar (a do “flip”, vista antes de smartphones existirem, de fato).


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4. Motivos para não ter um celular dobrável: preço

Está caro? Muito! E não, não vale a pena, para a maioria dos usuários, pagar mais de R$ 9 mil reais em um celular que dobra, apesar de todos os seus benefícios. Mas esse é o começo, e todo começo em tecnologia tende a ser caro, mesmo.

Um exemplo são as lâmpadas inteligentes: atualmente, é possível encontrar alguns modelos por cerca de R$ 60, mas elas já tiveram preços muito mais altos.

Se você pode investir em um dobrável, a experiência tende a ser bem bacana. Mas é bem provável que os preços caiam com o passar do tempo. Cenas dos próximos capítulos…


Ana Marques
Ana Marques
Jornalista formada pela UFRJ, Ana é entusiasta de tecnologia, dos dispositivos móveis e da inteligência artificial, mas também defensora das relações humanas e das conexões feitas por meio de encontros. Sua relação com a cobertura tecnológica teve início em 2016, no TechTudo, ainda como estagiária. Em 2018, passou a integrar a equipe de Conteúdo do comparador Zoom.com.br, onde foi editora de Mobile (Celulares, Tablets e Wearables) & Eletrônicos até agosto de 2020. Atualmente é autora no Tecnoblog.