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Publicado em: 1 de março de 2021

7 escritores que não gostaram das adaptações de seus livros

Apesar do sucesso de bilheteria, esses filmes não agradaram aos seus escritores

Imagem: iStock-482862406

Quem gosta de ler sempre fica mega empolgado quando anunciam a adaptação daquele livro preferido para o cinema. Porém, despois de certas adaptações que não deram certo, talvez seja necessário que o público diminua as expectativas. Algumas delas deram tão errado que nem os próprios autores gostaram.

Confira agora a nossa lista de autores que não gostaram das adaptações de seus livros.

7 escritores que não gostaram das adaptações de seus livros:

  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    1. Stephen King – O Iluminado

    Apesar de ser um clássico do cinema aclamado pela crítica, O iluminado, do diretor Stanley Kubrick, não conseguiu agradar quem mais deveria: Stephen King, o autor da história de terror na qual o filme se baseia. Em uma entrevista, King explicou por quê não gostou da obra.

    “Eu já admirava o [Stanley] Kubrick há um tempo e tinha grandes expectativas em relação ao projeto, mas o resultado final me desapontou profundamente. Kubrick não conseguiu alcançar o tom de maldade do hotel. Então, ele optou por procurar a maldade nos personagens e transformou o filme numa tragédia doméstica com tons apenas vagamente sobrenaturais. Shelley Duvall como Wendy é uma das opções mais misóginas da história do cinema. Ela está ali basicamente para gritar e ser estúpida, e essa não é a mulher sobre a qual eu escrevi.”


  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    2. Winston Groom – Forrest Gump

    Dirigido por Robert Zemeckis, Forrest Gump é mais um queridinho do cinema, considerado por muitos um dos melhores filmes já produzidos. Vencedor de 6 Oscar, entre eles o de melhor filme, o de melhor ator para a interpretação de Tom Hanks, o de melhor direção e o de melhor roteiro adaptado. Mesmo assim, para o autor da obra original, Winston Groom, a interpretação de Hanks não foi satisfatória, preferindo John Goodman para o papel do protagonista. Além disso, ele também não gostou de terem suavizado as cenas de sexo e os xingamentos para tornar o filme mais comercial.


  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    3. B. White – A Menina e o Porquinho (1973)

    Produzido pela Hanna-Barbera Productions em 1973, a história de uma menina que tenta salvar um porquinho de um abatedouro pode não ser muito conhecida, mas foi o vídeo de animação mais vendido em 1994. Quando o autor E.B. White vendeu os direitos para a Hanna Barbera, tudo que ele não queria era que sua história se tornasse um musical. Porém, foi exatamente o que foi feito.

    “O filme da Menina e do Porquinho é justamente como eu esperava que fosse, a cada 5 minutos eles paravam a história para que alguém pudesse cantar uma música alegre. A feira de Blue Hill, que eu tentei relatar fielmente no meu livro, virou um Mundo da Disney com 76 trombones, mas é isso que acontece quando você se envolve com Hollywood”, disse o autor.


  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    4. Roald Dahl – A Fantástica Fábrica de Chocolate (1971)

    Na época de seu lançamento, o filme não foi bem recebido pelo público. Entretanto, com o tempo, ganhou uma verdadeira e fiel legião de fãs, garantindo até um remake com Johnny Depp em 2005. Mesmo assim, Roald Dahl, o autor da obra original, não gostou do resultado. Dahl estava colaborando com o filme no começo da produção, porém, por não conseguir cumprir prazos, foi substituído. Segundo ele, o filme era “podre” e ele odiou que na adaptação, Willy Wonka tinha mais protagonismo que Charlie, que em sua obra, era o real personagem principal.

    A raiva foi tanta que o autor jurou que, enquanto vivesse, não permitiria a adaptação da sequência (Charlie e o Grande Elevador de Vidro). O remake só foi produzido depois que o autor morreu e sua viúva deu permissão. E se Dahl já achava Wonka de 1971 “pretencioso” e “saltitante”, o que será que pensaria da atuação de Johnny Depp em 2005?


  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    5. Anthony Burgess – Laranja Mecânica

    Mais um filme do diretor Stanley Kubrick, clássico do cinema e aclamado pela crítica, que o autor odeia. Burgell ficou tão insatisfeito que chegou a se arrepender de ter escrito o livro.

    “O livro pelo qual eu sou mais conhecido – talvez o único que conheçam, aliás – é um romance que eu estou preparado a repudiar: escrito há um quarto de século, ficou conhecido como a matéria prima para um filme que parece glorificar o sexo e a violência. O filme induziu os leitores à má interpretação da história, e essa confusão vai me perseguir até a morte”, disse o autor.


  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    6. PL Travers – Mary Poppins

    Clássico da Disney, considerado um dos melhores musicais da história e idolatrado por diversas gerações, mas simplesmente uma tragédia para a autora do livro em que o filme se baseia. Travers não queria vender os direitos para a Disney, pois achava que filme nenhum faria justiça à sua obra, porém, depois de muitas tentativas, ela cedeu com a condição que de que ela participasse da produção.

    Durante a produção do filme, as opiniões e sugestões de Travers foram completamente ignoradas e recusadas, resultando na autora aos prantos no dia de lançamento da obra. Ela odiou o fato de lado mais severo da babá ter sido minimizado e também não gostou das animações inseridas. Depois disso, prometeu que a Disney jamais faria uma adaptação de outra obra dela. Promessa que conseguiu cumprir em vida, mas depois de sua morte, a Disney conseguiu achar uma brecha no contrato e anunciou o remake de Mary Poppins em 2018.


  • Fonte: Cenas do filme / Divulgação

    7. Richard Matheson – Eu Sou a Lenda

    Esse autor pode ser considerado o vencedor dessa lista, pois não odiou apenas a adaptação de sua obra protagonizada por Will Smith em 2007, mas sim todas as três adaptações que fizeram ao longo dos anos. A primeira, “Mortos que Matam”, de 1964, é a que mais segue a história do autor, mais as falhas de direção e elenco decepcionaram Matheson. A segunda, “A Última Esperança da Terra” de 1971, conseguiu mudar praticamente tudo o que o autor escreveu, se tornando o que menos incomoda, por quase não ter semelhanças. E, por último, “Eu Sou a Lenda” de 2007, que destruiu o final criado pelo escritor.


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