Você já começou a organizar toda a sua renda de aposentadoria? Será que você está economizando certo? Muitas pessoas costumam juntar dinheiro, investir no mercado de ações ou utilizam a poupança. Assim, elas acreditam que quando se aposentarem, tudo correrá bem. Mas até os melhores planos podem dar errado. Por isso, é preciso estar atento para escolher o melhor plano para ter o futuro desejado.

Com o objetivo de auxiliar pessoas a planejarem suas aposentadorias, o especialista em finanças Scott Hanson listou as armadilhas que podem destruir as suas economias. Além disso, Hanson deu algumas dicas de como não ser pego desprevenido e comprometer sua renda de aposentadoria. Uma vez que a Reforma da Previdência mudou as regras para os futuros aposentados — e ainda podem ocorrer novas alterações, estar preparado é fundamental.

Scott Hanson é cofundador e sócio majoritário na Hanson McLain Consultoria e apresentador de um programa de rádio sobre economia. Ele destaca a importância de considerar o longo prazo, fazer escolhas conscientes e investir corretamente. Confira!

9 coisas que podem sabotar sua renda de aposentadoria

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1. Não considerar o  longo prazo

Muitas pessoas não consideram que suas aposentadorias podem durar 30 anos ou mais. “Observe um casal de 65 anos de idade hoje e você verá que ao menos um deles estará vivo aos 90”, diz Hanson.

De acordo com Hanson, é comum para muita gente ver a aposentaria como “o capítulo final”. Elas compram um carro novo ou reformam a cozinha, e acreditam que pode ser a última vez que fazem isso. Mas é pouco provável que um carro ou a reforma durarão por 25 ou 30 anos. “Nós precisamos considerar que estaremos vivos aos 95 anos, ou até os 100”, aconselha Hanson.


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2. Gastar as economias muito cedo

À medida que suas economias e investimentos crescem, principalmente se estão além das expectativas, é tentador pegar uma parte para se “presentear”. Mas essa atitude pode ter consequências a longo prazo. “Às vezes, as pessoas se esquecem de que existe uma relação direta entre o dinheiro que elas ganham através de economias e investimentos e a renda que ele fornece”, avisa Hanson.

O mercado de ações e as taxas de juros podem tanto descer como subir, e é preciso salvar dinheiro para os tempos difíceis ao invés de gastar a quantia extra. Alguns investimentos, como o Tesouro Direto, podem ser mais estáveis, vale a pena pesquisar. O aviso de Hanson é claro: “Os extras que recebemos em tempos favoráveis precisam compensar as perdas financeiras em tempos ruins.”


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3. Subestimar gastos médicos

Todos percebem que gastos médicos podem aumentar à medida que se envelhece, mas muitos não percebem o quanto podem vir a gastar. A quantia utilizada com cuidados médicos varia, e alguns itens devem ser considerados – dinheiro para transporte, habitação, planos de saúde e outras necessidades.

Além disso, nem todos os gastos médicos estão cobertos por planos de saúde e eles precisam estar no seu planejamento financeiro. Hanson aponta que cuidados dentários, por exemplo, são comumente negligenciados. Por esse motivo, há pessoas gastando milhares de reais com cuidados dentários inesperados. Verifique sempre o que o seu plano de saúde cobre na aposentadoria e se você possui o suficiente para suas necessidades médicas, não apenas agora, mas também mais tarde em sua vida.


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4. Ajudar a “geração bumerangue”

Depois de um tempo, é comum pensar que os filhos saem do ninho para suas próprias casas, mas a vida pode dar voltas. “Às vezes, as ‘crianças’ podem enfrentar crises no casamento”, diz Hanson. “O que acontece em seguida é: seus filhos voltam para a casa dos pais com dois ou três netos. Isso pode prejudicar seriamente as suas finanças se você não for cuidadoso.”

Ajudar os seus filhos financeiramente, assim como investir em uma start-up, pode esvaziar os seus fundos de aposentadoria. É claro, todos querem ajudar a família, e muitos estão dispostos a correr riscos para isso. “Algumas pessoas deverão cortar os gastos do próprio modo de vida se os negócios de seus filhos falharem”, diz Hanson. “Elas devem prestar muita atenção nisso.”