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Publicado em: 26 de novembro de 2019

10 escritores brasileiros esquecidos pela Flip que você precisa conhecer

Confira uma lista com nomes importantes da literatura nacional!

Imagem: Reprodução/internte
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Assim que a poeta americana Elizabeth Bishop foi anunciada como a autora homenageada da próxima Flip, marcada para ocorrer entre os dias 29 de julho e 2 de agosto de 2020, surgiu a pergunta: não havia mais nenhum escritor brasileiro disponível?

Abaixo há uma lista de dez escritores brasileiros que ainda não foram escolhidos pela Festa Literária Internacional de Paraty. São autores que se tornaram clássicos, como João Cabral de Melo Neto e Erico Verissimo; outros que viraram demanda de alguns grupos, caso de Carolina Maria de Jesus; e escritores cuja literatura ainda não foi suficientemente representada na programação oficial, como Tatiana Belinky e a literatura infantojuvenil ou Haroldo de Campos e a poesia concreta.

Como toda lista é arbitrária, ficaram de fora autores que poderiam muito bem estar nessa seleção: Paulo Leminski, Murilo Rubião, Campos de Carvalho, Cora Coralina, João Antonio, Pagu, Antonio Candido, Castro Alves…

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    Um dos principais nomes da poesia brasileira, João Cabral de Melo Neto nunca foi homenageado pela Flip –o que é tido como uma das principais injustiças do evento. Autor de “O Cão Sem Plumas” e “Morte e Vida Severina”, entre outros,  João Cabral tem uma poesia que prima pela racionalização e organização do texto.


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    A escritora ficou conhecida após uma reportagem de Audálio Dantas na favela do Canindé, em São Paulo. Autora de “Quarto de Despejo”, ela se tornou um dos principais nomes defendidos por quem deseja ver uma programação oficial da Flip mais diversa e menos elitista.


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    Autora de obras como “Romanceiro da Inconfidência” e “Ou Isto ou Aquilo”, Cecília Meireles foi poeta, ensaísta, dramaturga e tradutora. Com uma poesia intimista, também é citada como um dos exemplos de injustiça da Flip ao nunca ter sido escolhida como autora homenageada.


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    O autor é um dos nomes que mais gera debates atualmente, por ter algumas obras consideradas racistas –caso de “Negrinha”, “O Presidente Negro” e “Caçadas de Pedrinho”, por exemplo. Lobato tem romances, contos e é autor da principal obra infantojuvenil brasileira, caso dos personagens e do universo do Sítio do Picapau Amarelo.


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    Principal cronista do país, Rubem Braga deu tratamento literário à não ficção e aproximou seu olhar sobre o dia dia do conto, ao conversar diretamente com o leitor. Além das crônicas na imprensa, ele escreveu relatos que se aproximam do jornalismo literário antes que essa definição fosse criada, como os textos que produziu durante a cobertura da Segunda Guerra Mundial na Itália.


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    Autor de “Raízes do Brasil”, o historiador e sociólogo Sérgio Buarque de Holanda também não foi lembrado ainda pela Flip, mesmo sendo um dos pensadores essenciais para o entendimento do país. Além do seu trabalho como historiador e sociólogo, foi um importante crítico literário.


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    Entre suas obras estão livros como “O Quinze” e “Memorial de Maria Moura”, o que a faz ser um dos primeiros nomes a se dedicar ao chamado romance regionalista com temática social. Também ignorada pela Flip, a escritora tem uma literatura com linguagem sem rodeios, simples, com traços de oralidade.


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    É autor de “O Tempo e o Vento”, “Olhai os Lírios do Campo” e “Um Certo Capitão Rodrigo”, por exemplo, que ajudaram a criar literariamente as paisagens e a história do Rio Grande do Sul. Embora em vida tenha sido ignorado por boa parcela da crítica, recebeu diversos prêmios literários.


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    Uma das principais escritoras da literatura infantojuvenil brasileira, Belinky nasceu na Rússia e também traduziu a literatura da língua de seu país. Além das histórias para crianças, que fizeram com que recebesse prêmios como o Juca Pato, ela dedicou aos limeriques, um tipo de poema de forma fixa. A Flip nunca homenageou um escritor de literatura infantojuvenil.


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    Poeta, tradutor, ensaísta e um dos nomes à frente do movimento concreto, Haroldo de Campos também foi ignorado pela Flip. Sua obra influenciou diversos nomes, entre eles Caetano Veloso, e transita entre a literatura e as artes visuais.

     

    Por BRUNO MOLINERO, SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)


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