Se você tende a passar muito tempo sozinho, procure socializar com amigos e familiares ou, pelo menos, conversar com eles toda semana pelo telefone. O ponto de vista dos outros pode ampliar o nosso e reduzir nossas preocupações. Embora seja divertido, trocar e-mails ou interagir nas mídias sociais não é igual a estar fisicamente com alguém. Além disso, o excesso de tempo gasto na Internet pode nos isolar do contato humano essencial para o bem-estar mental e físico.

Portanto, caso se sinta isolado, experimente participar de alguma atividade em grupo, como ioga ou aulas de redação criativa. Grupos de caminhadas também podem ser uma boa solução. Experimente também descobrir um novo hobby, uma nova habilidade, como cozinhar ou fazer teatro
amador.

Isso o levará a um ambiente diferente, com possíveis novos amigos, e lhe permitirá descobrir outros talentos. Ser voluntário em instituições de caridade ou em projetos comunitários também é outra maneira de conhecer gente nova. Além de ser um desafio, você se sentirá útil e valioso na sociedade.

Solidão e estresse

De acordo com um relatório britânico publicado em 2010 pela Fundação de Saúde Mental do Reino Unido, a solidão persistente afeta o nível dos hormônios do estresse, compromete o sistema imunológico e a função cardiovascular, com efeito cumulativo semelhante ao do tabagismo.

Estudos com animais afirmam que o isolamento nos deixa mais suscetíveis a infecções. Macaquinhos isolados das mães, principalmente quando engaiolados sozinhos e não em grupo, produzem menos células T e menos anticorpos para combater vírus e infecções.

Faça contato

Não seja orgulhoso demais para pedir ajuda. Caso sinta que o estresse está atrapalhando sua saúde física e mental, procure pessoas que o amem e o aceitem como é e se fortaleça com o apoio delas. Assim você mostra àquela pessoa que ela é importante para você. Do mesmo modo, em companhia dos outros é possível perceber que todos temos problemas e fraquezas; você certamente não é o único.

As ligações sociais são importantes no controle do estresse. Formar alianças sociais aumenta o nível de ocitocina e endorfina, substâncias cerebrais que trazem bem-estar.

Seja proativo

Se quiser aproveitar ao máximo suas amizades, então saiba que qualidade é melhor do que quantidade. Crie tempo na vida para estar com pessoas positivas e remova as “maçãs podres” de seu grupo social. Ou seja, em vez de um vago “Vamos nos encontrar qualquer dia”, pegue a agenda e pergunte qual o melhor dia. E cumpra o combinado!

Ganhe tempo para se concentrar nos melhores relacionamentos: afaste-se de quem suga a energia e a alegria de sua vida (como aquela amiga que vive se queixando da vizinha, da dor nas costas, do filho de 35 anos que ainda mora com ela) e nunca pergunta como você está. Na próxima vez em que ela ligar, desconverse naturalmente. Bastam algumas vezes para ela entender. Caso contrário, tome coragem e diga a verdade. Seja franco e educado: “Acho que nossa amizade não dá certo. Preciso me afastar um pouco. Espero que você entenda.” A dor de curto prazo será compensada pelo ganho a longo prazo.

Fique atento ao FoMO!

De acordo com a pesquisa nacional de estresse e bem-estar da Austrália feita em 2005, passar muito tempo nas mídias sociais provoca o FOMO, sigla em inglês para medo de perder alguma coisa (fear of missing out). Os adolescentes são os que passam mais tempo nas mídias sociais para ver o que os amigos estão fazendo e se angustiam porque só os colegas se divertem. Mais da metade dos adolescentes entrevistados se esgotava com essa conectividade constante. E, quanto mais tempo nas mídias sociais, maior o estresse. Para evitar o estresse do FoMO:

  • lembre-se de que nem tudo na Internet é verdade
  • limite o tempo diurno passado nas mídias sociais
  • não use as mídias sociais uma hora antes de dormir
  • mantenha o relacionamento com os outros no mundo real

Entenda melhor o FoMO e conheça todos os detalhes dessa síndrome que cresce cada dia mais.

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