Sabemos que anda difícil acreditar que o mundo ainda tem jeito, mas viemos mostrar que ainda é possível acreditar na bondade humana. Confira 15 histórias curtas e inspiradoras que vão te emocionar!

O homem no supermercado

Quando a caixa do supermercado fechou a conta, o total ficou 12 dólares acima do que eu tinha na carteira. Comecei a retirar itens das sacolas, mas outro freguês me entregou uma nota de 20 dólares.

– Por favor, não precisa – recusei.

– Vou lhe contar uma história – disse ele. – Minha mãe está internada com câncer. Eu a visito todo dia e levo flores. Hoje de manhã, ela se zangou comigo por lhe comprar mais flores. E mandou que eu fizesse outra coisa com o dinheiro. Então, por favor, aceite. São as flores de minha mãe.

Leslie Wagner, Peel, Arkansas

Alemães calorosos

Sou brasileira e estou morando há alguns meses na Alemanha. É claro que senti uma grande diferença entre as pessoas; os alemães são conhecidos pelo distanciamento natural que têm em relação a desconhecidos.

Certo dia, andando de bicicleta, minha roda ficou presa no trilho do bonde e sofri uma queda feia. Além de me machucar bastante, fiquei extremamente nervosa.

Uma família que passava – pai, mãe, filhos e avó – parou para ajudar. Ofereceram água, desentortaram a roda da bicicleta e a avó só soltou minha mão 20 minutos depois, quando teve certeza de que eu estava bem.

Bianca Richa, Berlim, Alemanha

 Amor à arte

Esqueci a proibição de líquidos na bagagem de mão e, quando cheguei à segurança no aeroporto, tive de abrir mão de todas as minhas tintas. Uma semana depois, quando voltei, um funcionário estava com elas na área de bagagens. Além de guardá-las para mim, ele procurou o dia e a hora do meu retorno para me encontrar.

Marilyn Kinsella, Canmore, Canadá

 O vestido de minha neta

Vi num brechó um vestido que minha neta adoraria. Mas o dinheiro andava curto, e perguntei à dona da loja se ela o guardaria para mim.

– Posso comprar o vestido para você? – perguntou outra freguesa.

– Obrigada, mas não posso aceitar um presente desses – respondi.

Então ela me contou por que achava tão importante me ajudar. Ela passara três anos morando na rua e, se não fosse a bondade de desconhecidos, não teria conseguido sobreviver.

– Não moro mais na rua, mas prometi a mim mesma que retribuiria a bondade que tantos tiveram comigo.

Ela comprou o vestido e o único pagamento que aceitou em troca foi um abraço sincero.

Stacy Lee, Columbia, Maryland

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Boa educação

As crianças brincavam na área de recreação de uma loja de móveis, e minha neta de 5 anos fez um gesto para um menininho parar. Então se ajoelhou na frente dele e amarrou seus cadarços – ela acabara de aprender aquilo. Nenhuma palavra foi dita, mas, quando minha neta terminou, os dois sorriram com timidez e saíram correndo um para cada lado.

Sheela Mayes, Olla, Louisiana

Ela me guiou

Na saída de uma festa, peguei a estrada errada e me perdi. Parei no acostamento e liguei para a seguradora. A
atendente tentou me pôr em contato com a polícia rodoviária, mas não conseguiu. Ao perceber o pânico em minha voz, a moça recorreu ao plano B: “Você está aqui perto e meu turno termina agora. Fique aí que eu a encontro.”

Dez minutos depois, ela apareceu de carro e me guiou, e não só até a estrada certa como até a saída correta da estrada. Então, com um aceno de adeus, sumiu na noite.

Michelle Arnold, Santee, Califórnia

Dividir o pão

Em dezembro do ano passado, antes do trabalho, parei numa delicatessen e pedi um sanduíche com todos os recheios possíveis no pão francês. Estava bem quentinho e eu mal podia esperar para comer. Mas, quando saí da loja, vi um mendigo idoso sentado no ponto de ônibus. E, imaginando que provavelmente aquela seria sua única refeição quente no dia, dei-lhe o sanduíche.

Mas nem tudo estava perdido para mim. Outra freguesa da loja me ofereceu metade do sanduíche dela. Fiquei felicíssima, porque percebi que, de um jeito ou de outro, todos estamos sendo cuidados.

Liliana Figueroa, Phoenix, Arizona

“Ainda posso ajudar”

Enquanto caminhava pelo estacionamento, eu só conseguia pensar
no diagnóstico horrível que havia acabado de informar a meu paciente Jimmy: câncer de pâncreas. Nesse momento, notei um idoso passando as ferramentas a alguém que trabalhava debaixo do carro enguiçado. Esse alguém era o próprio Jimmy.

– Jimmy, o que está fazendo aí?

Jimmy tirou a poeira das calças.

– Meu câncer não me proibe de ajudar os outros, doutor – disse ele, antes de acenar ao idoso para que desse a partida.

O motor pegou. O idoso agradeceu a Jimmy e partiu. Então, Jimmy entrou em seu carro e foi embora também.

Mohammed Basha, Gainesville, Flórida

 Nota máxima

Quando fiquei viúva inesperadamente, uma das minhas colegas de trabalho
resolveu que cuidaria de mim. Toda semana, durante um ano inteiro, me mandou um cartão dizendo “Fique firme”. Ela salvou minha vida.

Jerilynn Collette, Burnsville, Minnesota

 

Ele ficou de olho em mim

Eu voltava para casa numa nevasca e notei que um veículo me seguia. De repente, meu pneu estourou! Saí da estrada, e o outro carro também. Dele saltou um homem que, sem hesitar, trocou o pneu. “Eu ia sair três quilômetros lá atrás”, explicou. “Mas achei que esse seu pneu não estava bom.”

Marylin Attebery, Spokane Valley, Washington

Vinte e uma maçãs por Max

Quando meu neto Max disse à mãe, Andrea, que doasse o cheque que lhe daria em seu 21-º aniversário, ela teve uma ideia.

Entregou a câmera de vídeo ao outro filho, Charlie. Depois, tirou do banco 21 notas de dez dólares e comprou 21 maçãs. Quando viram um morador de rua, Andrea lhe disse: “Hoje é aniversário do meu filho Max, e ele me pediu que desse um presente a alguém para ajudá-lo a comemorar.”

Ela deu ao homem uma maçã e dez dólares. O homem sorriu para Andrea e bradou: “Feliz aniversário, Max!”

Repetiram o gesto com pessoas que faziam fila na rua para receber um prato de sopa. A felicidade foi geral.Em uníssono, todos disseram “Feliz aniversário, Max”.

Numa pizzaria, Andrea deixou 50 dólares e pediu aos donos que alimentassem os famintos. “Feliz aniversário, Max!”, gritaram.

Com uma maçã e a última nota de dez dólares, pararam no escritório da irmã de Andrea. Incapaz de segurar o riso e as lágrimas, ela berrou para a câmera: “Feliz aniversário, Max!”

Donald Stoltz, Filadélfia, Pensilvânia

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 Como ela soube?

Eu atravessava o país de carro para começar num novo emprego. A viagem virou um pesadelo quando percebi que gastara quase todo o meu dinheiro e ainda tinha muito a percorrer. Parei o carro e chorei. Foi quando notei o cartão que minha vizinha enfiara em minha mão na hora da partida. Tirei o cartão do envelope e dele caiu uma nota de cem dólares. Mais tarde, perguntei-lhe por que incluíra o
dinheiro. Ela respondeu: “Tive um palpite de que ajudaria.”

Nadine Chandler, Winthrop, Massachusetts

 Segredos do coração

Há alguns anos, passei por um término de namoro especialmente difícil. No trajeto de ônibus até a faculdade eu costumava escutar música nos fones de ouvido. Nesse dia, uma canção que havia marcado o relacionamento tocou.

Ao me ver chorar, a senhora sentada ao meu lado ofereceu um lenço, me deu a mão e, sem saber o motivo das lágrimas, disse:

– Não se preocupe, filha. O amor é mesmo assim. Mas pode ter certeza de que tudo isso vai passar.

Passou, mas a lembrança daquela senhora ficará para sempre.

Clara Mesquita, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro

 Onze quilômetros por mim

No estacionamento, percebi que trancara no carro as chaves e o celular. Um adolescente em sua bicicleta me viu chutar o pneu.

– O que foi? – perguntou ele.

Expliquei a situação.

– Mas, mesmo que eu pudesse ligar para minha mulher – eu disse –, ela não poderia me trazer as chaves, porque este é o nosso único carro.

Ele me entregou seu celular.

– Ligue para ela e avise que vou buscar a chave.

– Mas são 11 quilômetros até lá!

– Não se preocupe.

Uma hora depois, ele voltou com a chave. Ofereci uma recompensa, mas ele recusou. Como um caubói do cinema, partiu rumo ao pôr do sol.

Clarence W. Stephens, Nicholasville, Kentucky

Devolução improvável

Quando eu tinha 7 anos, minha família foi de carro ao Grand Canyon. Em certo momento, minha manta favorita saiu voando pela janela. Fiquei arrasada. Pouco depois, paramos num posto de gasolina. Enxugando as lágrimas, estava prestes a comer meu sanduíche quando um grupo de motociclistas também parou no posto.

“Aquele carro é seu?”, perguntou um homem enorme e assustador.

Mamãe, reticente, fez que sim. O homem puxou a manta do bolso da jaqueta. Depois, voltou à sua motocicleta. Paguei-lhe da única maneira que conhecia: corri até ele e lhe dei meu sanduíche.

Zena Hamilton, Reino Unido