Falta muito pouco para a tão aguardada ceia natalina. A mesa da ceia de Natal do brasileiro costuma ser bem diversificada. Mas quem inventou que esses seriam os pratos do Natal? Por que comemos peru e tender e não pizza e feijoada? De onde vêm os pratos da nossa ceia de Natal?

Panetone

Uma das histórias sobre a origem do panetone é a de que o primeiro surgiu em uma padaria de Milão, em meados de 1400 d.C. De acordo com essa versão, um jovem padeiro, apaixonado pela filha de seu patrão, elaborou uma versão rudimentar do pão doce para impressioná-lo.

A iniciativa deu certo e a receita fez sucesso entre os clientes do lugar, que pediam pelo “Pani de Toni” (pão do Toni, em italiano). Com o tempo, a palavra evoluiu para “panattón” (vocábulo milanês) e depois para “panetone” (italiano).

Após passar por diversas transformações ao longo dos séculos, o ”pão do Toni” ganhou o seu aspecto atual no século 18, com o formato circular e a disposição das frutas cristalizadas. Há também variações feitas com chocolate, sorvete, e também panetones salgados.

Peru

Um dos pratos mais famosos da ceia de Natal, o peru tem sua origem relacionada aos povos que habitavam a América do Norte pouco antes da chegada dos europeus. A ave já era domesticada e criada pelos astecas e pelos índios norte-americanos, sendo tratada com um verdadeiro prêmio quando uma tribo dominava outro território.

Feito em banquetes, o peru era servido acompanhado por cebolas, alho-poró e um molho a base de pimenta. A ave foi levada para o velho continente, e em pouco tempo substituiu o cisne, o ganso e o pavão como ave oficial da ceia natalina.

Lentilha

A lentilha é uma comida tradicional de fim de ano devido a uma superstição dos imigrantes italianos, que acreditavam que comer lentilha nessa época traria sorte.  O ditado que diziam era “Lentilha no ano novo, dinheiro o ano todo”.

Fios de ovos

Segundo vários autores, os fios nasceram no Mosteiro de S. Bento da Ave-Maria, no Porto. No Brasil, ficaram tão famosos que é difícil não ver um tender enfeitado com fios de ovos nas mesas natalinas.

O doce já teve alguns outros nomes, como “ovos em fio”, “ovos de fio”, “ovos reais” e “ovos de aletria”. Ao que se sabe, os fios de ovos surgiram como elemento de enfeite ou guarnição de pratos salgados a partir do século XVII. Na época, havia uma moda ou apreço por composições agridoces.

Rabanada

A história do delicioso doce de Natal começou em outro continente: a rabanada é uma tradição europeia. Surgiu como uma forma de aproveitar os restos de pão duro, para não serem jogados fora.

Segundo alguns livros, os portugueses trouxeram a tradição para o Brasil, então colônia. No entanto, é possível provar a iguaria em diversos países, como nos Estados Unidos (French Toast), na Inglaterra (Eggy Bread), e na França (Pain Perdu).

Outro nome dado à rabanada é de “Fatia da Parida”. Acreditava-se que o doce auxiliava na produção de leite materno.

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Frutas secas

A variedade de frutas secas no Natal tem uma ligação muito forte e particular com o solstício do inverno europeu. Entre as classes sociais mais elevadas, as frutas secas tornavam-se mais especiais por serem cobertas de ouro.

Para os romanos, cada tipo de fruta seca tinha um significado especial. No caso das frutas secas, representavam a ausência de fome, pobreza e proteção contra os excessos da bebida.

Bolinho de bacalhau

O bolinho de bacalhau tem sua origem atrelada aos portugueses. Considerado uma das heranças da culinária mediterrânea, o petisco já era consumido em larga escala há pelo menos 200 anos.

Feito com batata e lascas do peixe, que é fartamente encontrado nos mares da região, o bolinho teve sua primeira versão oficial documentada em 1904, no livro Tratado de Cozinha e Copa, de Carlos Bandeira de Melo.

Algum desses pratos famosos estará na sua ceia natalina? Conte nos comentários qual o seu preferido!