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Publicado em: 3 de novembro de 2020

Depp perde processo contra jornal inglês que o chamou de ‘espancador de mulheres’

Imagem:

SÃO PAULO, SP – O ator Johnny Depp, 57, perdeu o processo contra o Sun por difamação. O astro de Piratas do Caribe entrou com uma ação contra o jornal britânico após uma notícia descrevê-lo como "espancador de mulheres".

A reportagem fazia críticas à autora J.K. Rowling por escalar Depp para o próximo filme da série "Animais Fantásticos", mesmo após denúncias públicas de violência doméstica terem sido feitas contra ele.

O tribunal rejeitou o pedido de Depp, segundo notícia publicada no The Guardian. Os advogados do ator informam que ele deve apelar contra o resultado do processo que ele considera "perverso e desconcertante’.

Depp virou assunto na mídia após ele e sua ex-mulher, Amber Heard, acusarem-se de abuso físico durante o relacionamento. Heard fez alegações pela primeira vez em 2016, as quais Depp negou.

Na decisão de 129 páginas, o juiz disse: "O reclamante [Depp] não obteve sucesso em sua ação por difamação […] Os réus [The Sun e a News Group Newspapers] mostraram que eles usaram palavras substancialmente verdadeiras na publicação".

"Eu descobri que a grande maioria das alegadas agressões à Sra. Heard pelo Sr. Depp foram provadas dentro do padrão civil", completou o juiz.

Para ele, foram as alegações da ex-mulher que causaram um efeito negativo na carreira de Depp, e não a notícia publicada pelo The Sun. Por isso, para o juiz, não se tratava de uma notícia "caça-clique".

A tão esperada decisão foi divulgada às 10h desta segunda-feira (2), mais de três meses após o término da audiência no tribunal superior no final de julho.

Após a decisão, o editor do jornal emitiu um comunicado dizendo que o The Sun "faz campanha pelas vítimas de violência doméstica por mais de 20 anos. Vítimas nunca devem ser silenciadas, e agradecemos ao juiz por sua consideração cuidadosa".

A advogada americana que representa Heard afirmou que não se surpreendeu com o resultado do julgamento. "Muito em breve, apresentaremos evidências ainda mais volumosas nos Estados Unidos".

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