SÃO PAULO, SP – Sucesso no Multishow, o seriado "O Dono do Lar" acaba de retomar sua leva de episódios com a terceira temporada. Protagonista do humorístico, o ator e comediante Maurício Manfrini, 50, afirma que os novos capítulos da atração "prometem", já que o elenco está mais afinado.

"São três as grandes novidades. A primeira é que o elenco está mais entrosado, nos conhecemos melhor e o texto flui mais naturalmente. E as outras duas são as entradas dos atores Ary França e Patricya Travassos. A sintonia foi imediata e deu uma nova cara", diz Manfrini, em entrevista à Folha de S.Paulo.

Na nova temporada, Américo (Manfrini) está feliz com a ausência de sua sogra, Dona Nina (Grace Gianoukas), mas novos familiares surgem para agitar ainda mais a vida da família. A chegada de Doralice (Patricya Travassos), irmã de Nina, e de seu tio Astolfo (Ary França) mexe com a rotina do dono do lar.

Enquanto Doralice fica incumbida de ser a responsável pela casa, o resmungão Astolfo passa a morar na pensão ao lado. Os atores Marcos Oliveira, Roberta Santiago, JP Rufino, Lili Siqueira e Estevam Nabote seguem no elenco do programa.

A terceira temporada começou a ser exibida em 24 de agosto, e os episódios vão ao ar de segunda a sexta, às 22h. No total serão 20 capítulos, e as gravações foram feitas antes do isolamento social imposto pela Covid-19.

A chegada dos reforços também possibilita mais jogo em cena. Para Manfrini, ficou ainda mais fácil improvisar. "São historias legais, diversas e recheadas de muito improviso e confusão. Claro que o improviso é o caminho mais rápido ao erro, mas quando você acerta é maravilhoso. Improviso ao menos 40% do texto", conta o artista, que prefere adicionar falas (os chamados cacos) ao texto quando a gravação é feita com plateia. "Assim vira show, e com show eu estou acostumado."

Manfrini afirma que "O Dono do Lar" é um desafio, porque é a primeira experiência dele como escada -àquele que auxilia o parceiro a atingir o ápice da cena. Antes, ele era o grande piadista e fazia o show sozinho. "Estou saindo da minha zona de conforto. Agora decoro texto, levanto bola para os colegas poderem brilhar. É um trabalho em equipe. E essa temporada vai mostrar a maior sintonia entre nós."

NOVOS PROJETOS E PARCERIA

Maurício Manfrini conta que tem outros projetos em mente para os próximos anos. O principal deles é o lançamento de seu filme "No Gogó do Paulinho", ainda sem data para estreia por causa da pandemia. "Esse ano é difícil, pois caso libere o cinema teria que fazer um estudo sobre a vontade das pessoas de sair de casa e ir ao cinema. Mas o filme está muito legal, todo pronto."

Além disso, ele também está escalado para a próxima temporada de outro humorístico de sucesso do Multishow: "Vai Que Cola". As gravações já começaram, mas ainda não há previsão de estreia. "Serei o Bebeto, porteiro do prédio da turma toda. Vou poder reeditar uma parceria com a Cacau Protásio que na história vai ter um lance com o meu personagem. Ela já foi minha esposa no filme ‘Os Farofeiros’ e no longa que está para ser lançado [‘No Gogó do Paulinho’]."

Sobre a nova experiência, o ator afirma que é como entrar num bonde a 300 km por hora. "Os atores do ‘Vai Que Cola’ são todos feras e eu que vou ter de me adaptar para somar." Manfrini conta que sempre traça novas metas e procura se renovar a cada dia.

De acordo com ele, a prova disso é a longevidade de seu principal personagem, o Paulinho Gogó, que permaneceu por 17 anos em "A Praça É Nossa" (SBT) e ganhou filme. Para o ator, isso acontece porque o personagem fala a língua do povo.

Naturalmente há um desgaste do personagem, já que ele existe desde 1999, mas ele é carismático e fala todas as línguas. Já fiz eventos com ele para públicos de todas as idades, eventos corporativos. No dia a dia as pessoas vão introjetando novos termos na linguagem e ele agrega isso. O personagem está sempre se atualizando, sem prazo de validade", conclui.