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Publicado em: 14 de abril de 2020

Enfermeiro português citado por Boris Johnson imigrou em 2014

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LISBOA, PORTUGAL – Em seu discurso aos britânicos após sair do hospital, onde permaneceu por uma semana devido às complicações da Covid-19, o primeiro-ministro Boris Johnson exaltou o NHS (serviço nacional de saúde) e alguns membros da equipe que o atendeu, incluindo um certo "enfermeiro Luís, de Portugal, de perto do Porto".

Mesmo sem citar o sobrenome do profissional, o agradecimento, publicado no Twitter no domingo (12), rapidamente transformou o enfermeiro português em celebridade em seu país.

Menos de 24 horas depois, Luís Pitarma, 29, já tinha recebido uma ligação do presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, e ganhado perfil nas principais publicações portuguesas. Nesta segunda-feira (13), a maioria dos jornais lusos traz sua foto na capa.

Nascido em Aveiro – a cerca de 70 quilômetros do Porto -, Pitarma se formou na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa em 2013.

Em 2014, ele se mudou para a Inglaterra. Antes, ainda na faculdade, fez um período de intercâmbio na Finlândia.

De acordo com seu perfil no LinkedIn, Pitarma trabalha há quatro anos no hospital St. Thomas, em Londres, onde Boris Johnson esteve na UTI.

O português trabalha no programa de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO, na sigla em inglês), um procedimento aplicado em pacientes com insuficiência respiratória severa, como em muitos dos casos de Covid-19.

Foi justamente por conta dessa especialização que Luís Pitarma chegou ao premiê britânico, que destacou as qualidades do enfermeiro –e de sua colega Jenny, da Nova Zelândia– nos cuidados intensivos.

"A razão pela qual o meu corpo começou a ter oxigênio suficiente foi porque eles [Luís e Jenny] ficaram me vigiando durante cada segundo durante a noite, e porque eles estavam preocupados em fazer tudo aquilo que eu precisava", elogiou o líder conservador.

Assim como Luís Pitarma, milhares de enfermeiros já deixaram Portugal em busca de melhores oportunidades no exterior.

Segundo a Ordem dos Enfermeiros de Portugal, o número desses profissionais que emigram triplicou nos últimos três anos, com 4.506 pedidos de certificado para isso no ano passado. De acordo com a instituição, o Reino Unido é o principal destino dos que saem. A vizinha Espanha aparece em segundo lugar.

Melhores condições salariais e oportunidades de progressão na carreira são consideradas às principais razões para o êxodo, que acaba penalizando o sistema de saúde português, que tem um déficit estimado de mais de 20 mil enfermeiros.

O Reino Unido e seu volumoso NHS, por outro lado, são polos de atração para profissionais de dentro e de fora da Europa. Cerca de 9,5% dos médicos e 6,4% dos enfermeiros que trabalham na saúde pública britânica são de países da União Europeia.

Em números gerais, porém, a maioria dos profissionais de saúde que atuam no NHS vem da Índia e das Filipinas.

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