SÃO PAULO, SP – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, organizou em outubro deste ano um jantar na Casa Branca fora de sua agenda para receber o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, e o membro do conselho da companhia Peter Thiel, informou o site da emissora NBC na quarta-feira (20).

Segundo informações da NBC News, a reunião ocorreu durante a última visita de Zuckerberg a Washington, quando ele foi chamado para depor no Congresso americano sobre a criptomoeda de sua rede social, a Libra.

"Como é normal para um presidente-executivo de uma grande empresa americana, Mark aceitou o convite para jantar com o presidente e a primeira-dama na Casa Branca", disse um porta-voz do Facebook em comunicado por e-mail à NBC.

Uma fonte familiarizada ao assunto disse à rede de TV que Peter Thiel também estava presente no jantar. A Casa Branca se recusou a comentar o tema, segundo a NBC.

Thiel é um dos sete membros do conselho do Facebook e foi um dos principais doadores da campanha de Trump, segundo a NBC. Thiel também é presidente da Palantir, uma empresa privada de tecnologia de dados que, segundo a emissora, se tornou um dos maiores beneficiários de contratos de defesa do governo com o governo dos Estados Unidos desde que Trump tomou posse.

Mark Zuckerberg voltou ao Congresso dos Estados Unidos em outubro para defender um projeto de criptomoeda que se tornou alvo de crítica por legisladores frustrados com o gigante da mídia social.

Ele terminou defendendo o Facebook quanto a uma série de questões, de propaganda política à discriminação na habitação e pornografia infantil.

Em audiência perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Deputados, Zuckerberg apresentou uma visão sobre como a criptomoeda ofereceria um meio seguro para que bilhões de pessoas desprovidas de contas bancárias, em todo o mundo, fizessem remessas de dinheiro a baixo custo.

Em em resposta aos protestos das autoridades regulatórias das finanças, ele disse que o Facebook não ofereceria a libra, sua iniciativa de criptomoeda, em parte alguma do planeta "a menos que todas as autoridades regulatórias dos Estados Unidos a aprovem".

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