Lendas europeias, brasileiras ou indígenas são mais ou menos como o notório “o povo aumenta, mas não inventa”. Por todo o mundo encontramos narrativas similares, com nomes diferentes, que encantam, assustam e perpetuam histórias de tempos imemoriais, mas que ainda têm fôlego em nossos dias.

Vamos começar?

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1 A lenda dos leprechauns é da:

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O leprechaun (duende) é um símbolo na Irlanda desde os tempos medievais. Os duendes são baixos com aparência humana, usam terno verde, chapéu e sapatos de couro. Eles têm um cachimbo e um velho martelo, denotando sua condição de artesãos, pois são os sapateiros das fadas. Os Irlandeses mantêm viva a lenda desses seres com uma antiga tradição: deixar na janela um par de sapatos velhos com três moedas dentro e, de tempos em tempos, trocam as moedas e os sapatos. Os leprechauns ficam tão contentes com o gesto que em troca trazem sorte e prosperidade para as pessoas que moram na casa. Quem capturar um duende tem direito a três desejos antes de libertá-lo. Não esqueça que ele tem um pote de ouro no fim do arco-íris.

2 A maldição do sétimo filho se refere ao:

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Amaldiçoado por ser o sétimo filho, o lobisomem é um ser lendário, com origem em tradições europeias, segundo as quais um homem pode se transformar em lobo em noites de lua cheia, voltando à forma humana ao amanhecer. Para matar um lobisomem é preciso acertá-lo com artefatos feitos de prata.

3 A obra de ficção “O vampiro” (1819) foi escrita por:

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O termo vampiro se tornou popular no início do século XIX, embora entidades vampíricas tenham sido registadas em várias culturas, desde a pré-história. Mesmo que os vampiros possuam inúmeras descrições físicas, variando de quase humanos até corpos em avançado estado de decomposição, foi com o sucesso do romance de John Polidori, The Vampyre, em 1819, que se aperfeiçoou o arquétipo do vampiro carismático e sofisticado. Curiosidade: Mary Shelley e John Polidori se hospedaram na mansão de Lord Byron, poeta britânico, em uma noite de tempestade. Byron sugeriu que cada um tentasse escrever uma nova história de terror. Mary Shelly escreveu Frankenstein, publicado em 1818. O vampiro, de John Polidori, foi lançado no ano seguinte.

4 O bicho-papão possui hábitos estranhos, por exemplo, nos Países Baixos ele é responsável por:

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A lenda do bicho-papão é mundialmente conhecida e bastante antiga. Na época das Cruzadas, a imagem de um ser abominável já era utilizada para gerar medo nos pequenos. Os muçulmanos projetavam a figura no rei Ricardo Coração de Leão, e o nome varia de acordo com o país. No Brasil e em Portugal, é conhecido como “bicho-papão”. Nos Países Baixos, o monstro se chama Zwart Piet (Pedro negro), que pega as crianças malvadas ou desobedientes e as joga no Mar Negro ou as leva para a Espanha. Provavelmente a alusão à Espanha seja decorrente dos 80 anos de conflito entre esses países.

5 Como se chama o bicho-papão em luxemburguês?

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Em Luxemburgo, o Houseker é um bicho-papão que coloca os pequenos no saco. Ele se esconde no quarto das crianças mal-educadas, nos armários, nas gavetas e debaixo da cama para assustá-las no meio da noite. Orcs, ou Orks, são, nas obras de J. R. R. Tolkien, criaturas usadas como soldados pelos vilões, e druida não era um monstro, mas o antigo sacerdote celta, de grande influência política, que acumulava funções de educador e juiz, entre os gauleses e bretões.

6 Os Mogwais representam a primeira fase de que monstros:

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Os gremlins são criaturas das lendas saxãs e seu nome significa demônio em alemão. Essa lenda se popularizou durante a segunda guerra mundial, quando os pilotos britânicos acreditaram que os gremlins pudessem ser responsáveis pela queda de muitos aviões. Eles ficaram famosos no Brasil graças ao filme Os gremlins, de 1984, que os apresenta como bichinhos peludos, uma simpática mistura de morcego e coruja, e o primeiro foi comprado na loja de um chinês. Há três regras a serem seguidas pelo dono de um Mogwai: não molhar, porque eles se multiplicam, não expor os bichinhos ao Sol e não os alimentar após a meia-noite, pois passam por uma metamorfose, transformando-se em Gremlins. Obviamente, ninguém seguiu as regras e os bichinhos causaram um caos.

7 Qual o nome atribuído ao Cavaleiro sem cabeça?

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Na Escócia, os membros do Clã MacLaine, do distrito de Lochbuie, evitam andar pela estrada durante a noite. Eles temem encontrar um "cavalo espectral", conduzido por um cavaleiro sem cabeça, vestido de negro. Dizem que esse cavaleiro anuncia mortes iminentes. O nome dele é Ewen, filho e herdeiro do Chefe do clã MacLaine, que foi decapitado, em 1538, por um dos seguidores de seu pai. Reza a lenda que Ewen, agora mensageiro da morte, teve um presságio de seu próprio destino. Na noite anterior ao conflito, ele teve um encontro com a Fada Lavadeira, figura escocesa semelhante à Banshee irlandesa e à Bruxa da Baba Galesa, que lavava as roupas dos guerreiros que morreriam no combate. A sua estava sendo enxaguada, e Ewen rumou para a batalha sabendo que não retornaria.