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Publicado em: 10 de julho de 2021

Analgésicos: o que você precisa saber sobre eles?

Os analgésicos são ótimos para tratar a dor, mas é preciso tomar cuidado para não exagerar.

Imagem: bieshutterb/iStock

Milhões de pessoas recorrem aos analgésicos, com ou sem prescrição, para dar um fim rápido para suas dores e agonia. E sejamos realistas: estes medicamentos parecem ser bençãos milagrosas. Temos sorte de ter tantos medicamentos que ajudam na dor. Contudo, muitos comprimidos analgésicos têm os dois lados: aliviam a dor, mas se acompanham de efeitos colaterais indesejados.

O pensamento da maior parte da população sobre os analgésicos é que eles são medicamentos inofensivos e que podem ser usados à vontade para tratar a dor. Mas não é bem assim e nós vamos explicar o porquê!

Leia também: Superdosagem de paracetamol pode causar insuficiência hepática

Até os medicamentos de venda livre apresentam efeitos colaterais que os pacientes talvez não consigam avaliar. O paracetamol, por exemplo, se usado indiscriminadamente, pode comprometer gravemente o fígado. Os anti-inflamatórios não esteroides como o ácido acetilsalicílico (AAS), ibuprofeno e naproxeno podem causar irritação gástrica e sangramento. Há estudos que comprovam que o uso prolongado de ibuprofeno tem relação com o aumento do risco de infarto. Mas, calma, você não deve parar de tomar esses medicamentos se eles foram prescritos por um médico.

Como os analgésicos funcionam?

A maioria das pessoas quer pegar o caminho mais rápido e simples para obter o alívio da dor. Com frequência, isso significa uma ida à farmácia para comprar paracetamol ou anti-inflamatórios não esteroides, como o ibuprofeno, por exemplo. Mas você sabe de fato como eles funcionam?

Os anti-inflamatórios não esteroides como o ibuprofeno bloqueiam a produção de prostaglandinas, substâncias químicas que aumentam a sensibilidade das terminações nervosas e criam dor e inflamação. Variações entre os anti-inflamatórios não esteroides modificam a absorção, a rapidez de ação e os efeitos colaterais. Se um deles não funciona ou lhe dá problemas de estômago, tente outro.

Já o paracetamol, medicamento muito vendido no Brasil, alivia a dor, mas não a inflamação. Ele afeta os centros de controle da dor e da temperatura no cérebro. Em geral, não é tão poderoso quanto os anti-inflamatórios não esteroides, especialmente para dores fortes. No entanto, o paracetamol tende a ser menos agressivo para o estômago e a apresentar menos efeitos colaterais. 

Em ambos os casos, se o uso exceder o limite diário recomendado, os riscos aumentam e esses analgésicos podem provocar mais danos ao fígado do que qualquer outro fármaco. Por isso é importante você sempre consultar um médico e respeitar a prescrição.

Um tipo de analgésico é melhor que outro?

A resposta para a pergunta acima é: depende do tipo de dor e onde está localizada. Os anti-inflamatórios não esteroides são mais efetivos para dores de artrite, dor muscular, dor de cabeça, lombalgia, dor na nuca e cólicas menstruais. O paracetamol alivia dores de cabeça, musculares, menstruais, de garganta, de dente, nas costas e osteoartrite de intensidade baixa e moderada, mas não reduz a inflamação.

Analgésicos que contêm cafeína contrai temporariamente os vasos sanguíneos dilatados que provocam dor. Mas, quando o efeito da medicação passa, os vasos sanguíneos podem dilatar ainda mais, causando dor de cabeça de rebote. Sendo assim, procure sempre avaliar com o seu médico a possibilidade de uma terapia mais efetiva e com o menor risco. Usar a menor dose efetiva do analgésico é sempre uma ideia inteligente.

Quais os perigos do uso prolongado?

mulher com analgésico na mão
Os analgésicos devem ser tomados por pouco tempo e com acompanhamento médico. (Imagem: Liderina/iStock)

Como nós já explicamos, os anti-inflamatórios podem piorar alguns problemas se você usá-los com frequência para combater a dor. Mesmo anti-inflamatórios não esteroides com prescrição não são à prova de risco.

Alguns médicos hesitam em prescrever os famosos opioides, entre eles a morfina e a oxicodona, por causa do aumento na incidência de abuso desses medicamentos. Na outra ponta, pacientes ficam preocupados em tomá-los por medo de desenvolver dependência ou apresentar confusão mental.

Não são apenas os efeitos colaterais e o potencial abuso que fizeram a comunidade médica pensar com mais cuidado sobre os analgésicos. É uma questão de qualidade de vida também. Se o seu objetivo principal não é apenas aliviar a dor, mas voltar à vida sem dor o quanto antes, ficar entorpecido por causa de medicação não é necessariamente a resposta.

Como afetam o organismo

Todos os anti-inflamatórios não esteroides bloqueiam uma enzima que protege o revestimento do estômago contra os efeitos corrosivos do ácido gástrico. Por isso, o uso prolongado pode causar sangramento da mucosa gástrica e até úlceras. Em alguns casos, o sangramento é volumoso e potencialmente fatal.

Cerca de 25% das pessoas que tomam anti-inflamatórios não esteroides regularmente apresentarão náusea ou dor. Sinais de que o anti-inflamatório está causando hemorragia gástrica ou úlcera são dor no estômago, fezes semelhantes a piche ou com sangue, e vômitos com sangue. Pare de tomá-lo imediatamente e consulte o médico. Ele pode prescrever outra medicação para ser tomada com o anti-inflamatório não esteroide e que vai proteger o estômago.

Anti-inflamatórios não esteroides podem causar danos renais. Além disso, esses medicamentos foram relacionados a um maior risco de doença coronariana, particularmente para aqueles que têm outros fatores de risco. 

É importante deixar claro que os analgésicos são medicamentos seguros e os efeitos colaterais em geral só aparecem se o medicamento for tomado por meses ou anos indiscriminadamente. O uso ocasional é seguro. NO entanto, evite ingerir medicamentos sem orientação médica. Sempre procure um médico para que ele possa avaliar a causa exata do problema.

Atenção: Anti-inflamatórios não esteroides também têm efeito anticoagulante, portanto não devem ser usados por pessoas que já utilizem anticoagulantes ou que tenham anemia ou distúrbios da coagulação.

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