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Publicado em: 20 de novembro de 2021

Conheça os gatilhos do estresse

Quem ou o quê o irrita? Por que um evento ou uma situação deixa uma pessoa estressada e quase não tem efeito sobre outra?

Imagem: simonapilolla/iStock

Novas demandas na vida, mesmo quando agradáveis, podem ser demasiadas e tornar o estresse intolerável. Contudo, cada pessoa reage de uma forma aos intemperes da vida. A reação a situações ou eventos potencialmente estressantes é controlada por vários fatores, como idade, saúde e meio ambiente.

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Talvez o fator mais importante seja a pessoa já ter lidado com estresse no passado. Por exemplo, um histórico de controle de estresse cria uma resiliência que ajuda a suportar situações que os outros acham difíceis. Entenda mais sobre o estresse e seus gatilhos a seguir.

Tipos de estresse

O primeiro passo para controlar os estressores pessoais é identificá-los. Em geral, os principais tipos são:

Mudança: estresse ligado às mudanças importantes na vida, como terminar os estudos, casar-se, ter filhos, aposentar-se.

Família e relacionamentos: conflitos do casal, problemas com filhos e financeiros.

Problemas profissionais: excesso de trabalho, jornada longa, prazos, assédio moral e insegurança no emprego. 

Estresses cotidianos: ruídos constantes, preocupação com a segurança, agressividade no trânsito.

Como a mudança nos afeta

Toda mudança provoca um certo grau de estresse – mesmo quando é agradável, como entrar de férias, por exemplo – exatamente por exigir adaptação a novas circunstâncias. Um pouco de estresse pode ser benéfico e provocar melhoras de desempenho.

Para a maioria das pessoas, haverá ocasiões em que eventos que exigem muito – como mudança de casa, aposentadoria, luto – acontecem todos ao mesmo tempo. Mas, frequentemente, deixamos de perceber o acúmulo de pressões que estamos enfrentando. E, como ninguém tem capacidade ilimitada de se adaptar a mudanças, é bom fazer planejamentos e cuidar da saúde, caso, de repente, tenhamos de lidar ao mesmo tempo com várias mudanças na vida.

O luto também é um gatilho

Perder alguém que amamos é traumático e estressante. Embora divórcios e separações acarretem perdas, a morte de uma pessoa amada traz um pesar mais profundo. A tristeza é tão avassaladora que parece que nunca passará; lidar com ela é difícil quando não se sabe como demonstrá-la.

As emoções reprimidas podem se manifestar em sintomas físicos, como dificuldade de dormir e má digestão, náusea e queda da imunidade – os sintomas da resposta do corpo ao estresse. A pessoa de luto pode ter até crises de pânico.

Exercícios, boa alimentação e sono suficiente ajudam. E, sem dúvida, não é hora de enfrentar mudanças desnecessárias; não se mude se não for absolutamente necessário. Acumular estresses demais ao mesmo tempo pode ser ainda mais prejudicial.

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Os estágios do luto – choque, raiva, desespero, negação e, finalmente, aceitação – podem não ser bem definidos e é normal um vaivém entre eles. Não há maneira certa ou errada de vivenciar o luto; o processo pode levar muito tempo e não deve ser apressado. Não chore sozinho; peça apoio a amigos e familiares. Muita gente aprecia a ajuda de um profissional isento; peça ao seu clínico geral que recomende um terapeuta.

Escala do estresse 

Na década de 1970, os pesquisadores Dr. Thomas Holmes e Dr. Richard Rahe, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, desenvolveram a tabela de fatos da vida para avaliar o grau de estresse em determinado período. A tabela apresenta os fatos mais comuns e estressantes da vida e avalia o estresse de cada um deles. O resultado indicou que quem enfrentava vários eventos estressantes tinha probabilidade maior de adoecer do que pessoas que passaram relativamente por pouco estresse no mesmo período.

É importante levar em conta que o estresse afeta cada pessoas de uma forma diferente. Alguns aguentam mais do que outros. O divórcio, por exemplo, não cobra um preço tão alto quando é um alívio e não uma agonia, embora as mudanças práticas envolvidas – mudança de casa, redução da renda – ainda sejam um golpe. A aposentadoria também é uma mudança que afeta as pessoas de modo diferente. Para alguns, é uma esperada recompensa por anos de trabalho; outros temem a perda da identidade profissional. 

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