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Publicado em: 17 de julho de 2021

Dislalia: o que é, tipos e tratamento

A dislalia é um distúrbio comum mas que demanda a atenção dos pais para não gerar prejuízos futuros.

Imagem: AndreaObzerova/iStock

É bastante comum que, durante a fase escolar, pais e professores notem o surgimento de problemas relacionados ao processo de aprendizagem da criança. Um dos distúrbios mais identificados durante o período da alfabetização é a dislexia. No entanto, há um outro distúrbio que também pode atrapalhar o processo de aprendizagem e que é menos conhecido, a dislalia.

O que é dislalia?

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição (DSM-5), a dislalia é caracterizada como um distúrbio do neurodesenvolvimento, situado no quadro de transtornos da comunicação. Trata-se de um distúrbio que afeta a fala e é caracterizado pela dificuldade em articular palavras, provocando a omissão ou a troca de letras.

Leia também: 5 dicas de como os pais podem ajudar na alfabetização do filho

A dislalia é facilmente reconhecível pois a criança não consegue articular e pronunciar algumas palavras corretamente, o que pode acarretar futuramente em erros de escrita e leitura, por exemplo. Essa dificuldade em pronunciar alguns fonemas é considerada comum até os 5 anos de idade. Contudo, quando o quadro persiste após essa fase, é importante que os pais consultem um pediatra, otorrino ou fonoaudiólogo.

Caso a escola note que a dificuldade na fala possa estar atrapalhando o rendimento escolar, é importante que o psicopedagogo entre em ação. Esse profissional investigará, com o auxílio de uma equipe multidisciplinar, se a dificuldade de aprendizado está relacionada à dislalia ou a alguma outra questão, como o bullying por exemplo, e irá propor ações que auxiliem a criança em seu desenvolvimento.

Possíveis causas

Assim como as demais questões que envolvem dificuldades de aprendizado, a dislalia está relacionada a vários fatores que podem ser de ordem psicogênica, orgânica, específica ou ambientais.

  • Fatores psicogênicos: os fatores psicogênicos compreendem os fatores emocionais e intelectuais. Como exemplo podemos citar ciúme de um irmão mais novo que nasceu, separação dos pais, ansiedade, entre outros.
  • Fatores orgânicos: os fatores orgânicos estão relacionados a algum problema físico que atrapalhe a fala. Como exemplo podemos citar o lábio leporino, língua presa ou má formação do céu da boca.
  • Fatores específicos: os fatores específicos estão relacionados à área receptivo-motora (visão, audição, coordenação motora). No caso da dislalia, uma criança com alguma deficiência auditiva não diagnosticada pode ter dificuldade em ouvir e reproduzir corretamente determinadas palavras. 
  • Fatores ambientais: os fatores ambientais, como o nome sugere, estão relacionados ao ambiente em que a criança vive. Nesse contexto, a criança pode apresentar dislalia por influência do meio em que vive ou por estímulo dos próprios pais que muitas vezes acham bonitinho a fala errada e acabam reproduzindo esse modo de falar.

Tipos de dislalia

Segundo especialistas, a dislalia é o transtorno de linguagem mais simples de se identificar. Isso porque a pessoa com dislalia, como explicado anteriormente, pronuncia determinadas palavras de maneira errada, omitindo, trocando, transpondo, distorcendo ou acrescentando fonemas ou sílabas a elas. É bastante comum que crianças com dislalia troquem o C pelo T ou o R pelo L, por exemplo. Contudo, a dislalia pode ser caracterizada de quatro formas diferentes, sendo as mais comuns a orgânica e a funcional.

  • Dislalia audiógena: ocorre em pessoas com algum tipo de deficiência auditiva, causando dificuldade e erros na pronúncia.
  • Dislalia evolutiva: é um tipo considerado natural e comum em crianças até os 4 anos de idade e que desaparece gradativamente durante o seu processo de desenvolvimento.
  • Dislalia funcional: é o tipo mais frequente e se caracteriza pelo modo incorreto de articulação de alguns fonemas.
  • Dislalia orgânica: ocorre em pessoas que tenham dificuldade para articular determinados fonemas por causa de problemas orgânicos, como alterações estruturais na boca ou língua, ou lesões no cérebro, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento da dislalia irá variar de acordo com a causa do problema e da necessidade de cada criança ou adulto. Normalmente é feito com o auxílio de um fonoaudiólogo (para tratar do distúrbio em si) e psicopedagogo (para auxiliar nas questões de aprendizado). Costuma consistir em exercícios simples por meio dos quais se treinam os movimentos do órgão afetado – normalmente a língua –, para melhorar a fala e estimular a capacidade de elaborar frases.

Em alguns casos mais específicos, como crianças com lábio leporino, por exemplo, é preciso também a intervenção cirúrgica.

Além disso, caso a origem da dislalia seja algum problema neurológico ou emocional, o tratamento também deve incluir um psicólogo.

É muito importante que os pais participem do tratamento e não estimulem a pronúncia errada de palavras. Isso porque o exemplo familiar é muito importante para o desenvolvimento da criança. Caso seu filho faça uma pronúncia incorreta, corrija-o sutilmente, sem pressioná-lo, repetindo a palavra de forma correta, estimulando a pronúncia.


Atenção!

É importante lembrar que esta matéria tem caráter informativo e não substitui a consulta médica especializada. Caso suspeite de algum problema de saúde, seja ele físico ou emocional, não hesite em procurar ajuda de um profissional qualificado.

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