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Publicado em: 7 de junho de 2021

Obesidade infantil: saiba como evitar esse diagnóstico

Estudos indicam que a obesidade infantil pode resultar em problemas de peso por toda a vida, bem como em problemas de saúde associados ao sobrepeso.

Imagem: yacobchuk/iStock

Há fortes indícios de que uma criança acima do peso muito provavelmente se tornará um adulto obeso. Um motivo para a obesidade infantil pode ser o fato de a ingestão dos tipos errados de alimentos – refrigerantes e sucos açucarados, por exemplo – e a prática insuficiente de exercícios em tenra idade serem hábitos difíceis de perder quando se cresce.

De acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de crianças obesas pode chegar a alarmantes 75 milhões ao redor do mundo. Já os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que uma em cada grupo de três crianças, com idade entre cinco e nove anos, está acima do peso. Já os dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, de 2019, revelam que 16,33% das crianças brasileiras entre cinco e dez anos estão com sobrepeso e 9,38% com obesidade.

O que é obesidade infantil

Por definição, a obesidade infantil é constatada em uma criança ou adolescente quando o percentil (medida similar ao IMC que é usado para adultos) está em 95 ou mais. O cálculo do percentil leva em conta a altura e o peso adequados para cada faixa etária, em funcionamento similar ao IMC. É considerado que uma criança tem sobrepeso se o percentil para idade for maior que 85% e menor que 95%.

É possível acessar as tabelas com percentil adequado no site da Sociedade Brasileira de Pediatria clicando aqui.

Principais doenças associadas e fatores de risco da obesidade infantil

A obesidade durante a infância pode prejudicar o corpo de várias maneiras. Crianças com obesidade têm maior probabilidade de ter:

  • Pressão alta e colesterol alto, que são fatores de risco para doenças cardiovasculares;
  • Aumento do risco de tolerância à glicose diminuída, resistência à insulina e diabetes tipo 2;
  • Problemas respiratórios, como asma e apneia do sono;
  • Problemas articulares e desconforto musculoesquelético;
  • Doença hepática gordurosa, cálculos biliares e refluxo gastroesofágico (isto é, azia);

A obesidade infantil também está relacionada:

  • Problemas psicológicos como ansiedade e depressão;
  • Baixa autoestima e pior qualidade de vida;
  • Problemas sociais como bullying e estigma

Como os pais podem ajudar a evitar a obesidade infantil

Pesquisas revelam que o ambiente familiar é um dos mais fortes no que diz respeito ao prognóstico de obesidade infantil. Um estudo descobriu que filhos de pais sedentários tinham mais probabilidade de engordar e ficar acima do peso que filhos de pais ativos. Portanto, uma criança com um dos pais obesos tem 40% de probabilidade de também se tornar obesa.

Por isso, se os pais forem desinformados ou displicentes em relação à alimentação saudável e praticarem poucos exercícios, eles vão expor seus filhos aos riscos de um estilo de vida favorável à obesidade. Ser um bom exemplo, comendo bem e praticando exercícios com regularidade, é essencial para ensinar às crianças o devido respeito por seu corpo.

Além disso, usar a comida como um método de controle comportamental também pode estimular atitudes erradas na criança. Se ela recebe doces ou chocolates como recompensa por bom comportamento, e dizem que ela deve comer todos os legumes para ganhar sobremesa, estão enviando mensagens sobre comida “boa” e “ruim” em uma idade muito precoce.

Torne-se proativo

Ser criativo no planejamento das refeições pode ser uma forma de introduzir sutilmente alimentos mais saudáveis na dieta da família. A maioria das crianças gosta da doçura natural de frutas frescas, então uma salada de frutas servida com iogurte desnatado é uma sobremesa deliciosa. Disfarçar comida saudável como “fast-food” também pode dar um excelente resultado: sanduíches caseiros usando pão integral, tomate fresco, alface crocante e hambúrgueres grelhados (feitos com carne moída magra de alta qualidade) proporcionam uma refeição saudável.

Também pode ser útil tentar reduzir aos poucos a quantidade de sal e açúcar acrescentada às receitas – as crianças provavelmente resistirão a mudanças drásticas, mas podem deixar de perceber uma diminuição lenta, mas constante.

Dê um bom exemplo

Especialistas em nutrição lhe dirão que o melhor lugar para comer uma refeição caseira é à mesa junto da família. Mas, na maior parte do tempo, para muitas pessoas, isso simplesmente não é viável. Você talvez tenha de sair correndo do trabalho e fazer outras tarefas. Por isso, quando você chega em casa, preparar o jantar pode ser uma tarefa impossível de ser cumprida.

Mas, na verdade, não existe motivo para não tentar fazer escolhas mais saudáveis para você e seus filhos. Eis algumas ideias:

  • Preste atenção às suas porções. Se você tiver de comer fast-food, escolha a menor porção possível, nunca a extragrande – por mais que ela pareça ser mais barata. Você economizará cerca de 190 kcal por refeição. Ou, melhor ainda, divida uma pequena porção com seus filhos.
  • Escolha o lugar com mais opções. Opte por lanchonetes que sirvam sanduíches e permitam a você e seus filhos escolherem o pão (escolha pão 100% integral), o molho (mostarda, um pouco de azeite de oliva, vinagre balsâmico ou sumo de limão), e onde você possa acrescentar recheios de vegetais. Selecione carnes mais saudáveis, como peito de frango sem pele (grelhado, não frito) ou peru e outras opções magras.
  • Salada em um prato extra, por favor. Sempre estimule seus filhos a pedirem uma salada extra e escolherem molho com baixo teor calórico. Isso ajudará a saciá-los e lhes dará uma porção extra de vegetais essenciais.
  • Pare nas lojas. Se você estiver levando seus filhos para passear, pare no supermercado primeiro para comprar água, vegetais cortados, homus, iogurte e queijo magro – até mesmo sushi e saladas. Sua família vai apreciar o piquenique ao ar livre, mesmo que vocês comam no carro.

Encontre o equilíbrio

Ao se tentar mudar os hábitos alimentares e de prática de exercícios das crianças, é importante evitar críticas e oferecer apoio e estímulo sempre. Crianças e adolescentes precisam sentir que estes bons hábitos são prazerosos e positivos, e não associados a sensações negativas. Também é possível tornar uma criança obcecada com o peso a ponto de crianças de apenas seis e sete anos começarem a fazer dieta. Equilíbrio é essencial, e mudanças graduais em vez de drásticas darão os melhores resultados de longo prazo.

Cuidar da alimentação e da saúde das crianças é fundamental especialmente porque os hábitos da infância, como a prática de esportes e o consumo de vegetais e hortaliças, são comumente levados para a idade adulta. Isto é, uma criança obesa provavelmente será um adulto obeso, com muito mais chances de ter problemas de saúde sérios pelo resto da vida. Além disso, existem diversos nutrientes que crianças e adolescentes precisam para crescer saudáveis e de forma adequada que não são obtidos em uma alimentação repleta de alimentos ultraprocessados, por exemplo.

Se quiser saber mais sobre o assunto, confira os guias do Ministério da Saúde para ajudar a melhorar a sua alimentação e a da sua família:

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