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Publicado em: 23 de junho de 2021

10 hábitos comuns que podem pôr sua saúde vaginal em risco

Ginecologista fala sobre os principais comportamentos que podem colocar a saúde vaginal em risco e causar reações indesejadas às mulheres

Imagem: dolgachov/iStock

Quantas atitudes não passam despercebidas no dia a dia e podem ser extremamente prejudiciais à saúde íntima da mulher? Muitas vezes, a rotina corrida, os hábitos e a desinformação fazem com que a saúde da vagina seja colocada em risco e favoreça condições para a proliferação de bactérias e fungos, causando, assim, infecções e desequilíbrio da flora vaginal.

Pensando em esclarecer questões essenciais e ajudar as mulheres a terem uma qualidade de vida melhor, Dra. Evelyn Prete, ginecologista e obstetra, lista hábitos comuns do cotidiano que podem prejudicar, de certa forma, a sua saúde íntima. Confira abaixo!

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10 hábitos comuns que podem pôr sua saúde vaginal em risco

ressecamento vaginal
O cuidado com a região vaginal deve ser constante. (Imagem: Rattankun Thongbun/iStock)

1. Uso de calças muito justas

As calças justas prejudicam a ventilação, a transpiração da região íntima e a manutenção da temperatura normal da genitália. Além disso, outro problema que esse tipo de calça pode causar é o atrito, levando a assaduras e ao escurecimento da região.

“Dê preferência para tecidos leves e deixe para usar as calças mais justas e os jeans nos dias em que você for ficar um período curto fora de casa”, aconselha Dra. Evelyn.

2. Deixar a calcinha pendurada no banheiro

“Quando deixamos a calcinha pendurada no banheiro, mais comumente dentro do box, nós estamos expondo essa calcinha à umidade, fazendo com que fungos se acumulem no tecido, devido ao banheiro ser um ambiente muito úmido, e com que ela demore para secar após o banho”, explica a médica.

Logo depois de acionar a descarga no vaso sanitário, várias bactérias se alastram pelo ambiente, podendo também contaminar o tecido da calcinha e, consequentemente, provocar complicações na saúde vaginal da mulher.

3. Uso frequente de absorventes diários

Os absorventes diários, também chamados de protetores diários de calcinha, prejudicam a ventilação da região, aumentando assim, a umidade e a temperatura da vagina.

“Por esse motivo, acabam deixando a genitália mais suscetível a infecções, como a candidíase, e contaminações por bactérias”, comenta a médica.

Confira as principais diferenças de cada tipo de absorvente aqui.

4. Má alimentação

O mau hábito alimentar pode levar a infecções recorrentes na vagina. O consumo excessivo de gordura, carboidratos e açúcares, além dos alimentos industrializados, pode causar o aumento da produção de bactérias na vagina, levando, assim, a infecções.

“Os maus hábitos alimentares estão relacionados também à disfunção intestinal, ligada diretamente à saúde genital”, acrescenta a ginecologista.

5. Secar a urina de trás para frente

Desde criança, as meninas se acostumam a secar a região íntima no sentido equivocado. O correto é sempre usar o papel higiênico da frente para trás, ou seja, no sentido da vagina para o ânus.

“O contato do papel com a região do ânus pode trazer bactérias intestinais para a região da vagina, levando a infecções e ao desequilíbrio da flora vaginal”, esclarece Evelyn.

6. Não fazer xixi após relação sexual

As secreções da relação sexual ficam acumuladas na frente da uretra (canal do xixi) e podem estimular a infecção urinária, causando prejuízos à saúde vaginal. “Com o ato de urinar após a relação, a urina limpa a uretra, auxiliando na prevenção de infecções”, explica.

7. Não trocar o preservativo após relação anal

Independente da relação sexual, o uso de preservativo é sempre indicado, e no sexo anal a atenção tem de ser redobrada.

“Quando ocorre a penetração vaginal após a penetração anal, sem a troca da camisinha, há muitas chances de a mulher ter infeção urinária, porque as bactérias intestinais vão para a região da vagina, além de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs)”, ressalta Prete.

8. Permanecer longos períodos com biquínis molhados

A peça úmida, em contato direto com a região vaginal, contribui para a proliferação de fungos e pode causar candidíase, infecção fúngica que tem como principais sintomas a coceira intensa e o corrimento.

“Sempre que puder, ao sair da piscina ou da praia, troque o biquíni molhado por peças secas, para preservar sua saúde íntima”, aconselha a doutora.

9. Uso de duchas vaginais

“O uso da ducha vaginal ou do chuveirinho é extremamente prejudicial à saúde vaginal, porque altera o pH da vagina, levando, assim, a um desequilíbrio da flora vaginal e causando mais infecções”, afirma Dra. Evelyn.

Além disso, o uso do “chuveirinho” traz o risco de causar reações alérgicas e introduzir outros tipos de bactérias na vagina.

10. Uso de calcinhas fio dental

Usar calcinha fio dental no dia a dia não é uma boa ideia, no que diz respeito ao bem-estar da vagina.

“O uso constante desse tipo de calcinha pode levar bactérias do ânus para a vagina, e ela é feita, geralmente, com tecidos que não favorecem a saúde genital e a ventilação da região, como a renda e o elastano. Além, é claro, de serem incômodas e levarem a ferimentos na região”, finaliza Dra. Evelyn.

Além disso, se puder, também é válido ficar mais horas do seu dia sem calcinha. Essa prática traz vários benefícios à saúde vaginal.


Fonte: Dra. Evelyn é formada em Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo, com residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Maternidade Jesus, José e Maria de Guarulhos, uma das maiores em volume de partos do Estado de São Paulo. Passou por estágios nos hospitais Pérola Byngton e Unifesp. No momento, está se especializando em Medicina Fetal pela Unidade de Medicina Fetal da Conceptus.


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