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Publicado em: 3 de janeiro de 2022

8 surpreendentes notícias do mundo da medicina

Rayane Santos
Última atualização: 3 de janeiro de 2022
Por: Rayane Santos

Fique por dentro das mais recentes pesquisas da área da saúde

8 surpreendentes notícias do mundo da medicina Imagem: OlgaMiltsova/iStock

É sempre bom estar atualizado em relação ao que anda acontecendo ao redor do mundo. Quando o assunto é saúde, então, nem se fala. O problema é que poucas vezes as novas descobertas do mundo da medicina chegam até nós. Para resolver esse problema, selecionamos 8 notícias para que você possa saber o que tem ocorrido nesse ramo nos últimos tempos.

Ervas e temperos ajudam o coração 

Leia também: Como cuidar do coração mudando o estilo de vida

Se você gosta de usar ervas e temperos nas refeições feitas em casa, saiba que está ajudando seu coração. Num estudo americano com 71 adultos com obesidade e outros fatores de risco para doença cardíaca, os participantes que acrescentaram, em média, 6,6 gramas de ervas e temperos a uma refeição por dia ficaram com a pressão mais baixa.

Em pessoas com diabetes tipo 2, uma revisão recente de pesquisas constatou que acrescentar gengibre, canela ou cúrcuma a alimentação baixava o nível de colesterol. Uma palavra de cautela: confira o rótulo de mistura de temperos prontas para evitar o acréscimo de sal e açúcar, que podem ter efeito oposto sobre o coração.

Tai chi reduz a gordura e promove o colesterol bom

Se andar na esteira ou levantar pesos parece monótono, o tai chi é um modo mais gracioso de se manter em forma. Um estudo de Hong Kong constatou que essa forma de exercício com séculos de existência, descrita como “meditação em movimento”, reduz a gordura abdominal com tanta eficácia quanto os exercícios convencionais.

Na verdade, os idosos que praticaram tai chi três vezes por semana durante 12 semanas diminuíram tanto a cintura quanto os que fizeram exercícios aeróbicos regulares e treinamento de força, além de aumentar o HDL, o colesterol bom. Assim, quem quiser outra opção de exercício que reduza a gordura abdominal, ligada à doença cardíaca e ao diabetes tipo 2, pode praticar tai chi.

A “bota de Beckham” vence o gesso na fratura de tornozelo 

De acordo com um estudo britânico da Universidade de Warwick, uma tala plástica removível, às vezes chamada de “bota de Beckham” porque o jogador inglês David Beckham a usou para tratar uma lesão, é tão eficaz para imobilizar e tratar fraturas de tornozelo quanto o gesso tradicional. Um bônus da tala removível é permitir a realização de exercícios com o tornozelo várias vezes por dia, o que reduz a perda muscular e a rigidez da articulação, comuns depois da imobilização prolongada. Caso você quebre o tornozelo, pergunte ao médico ou especialista se a tala removível ajudaria.

A sauna diária é tão benéfica quanto exercícios moderados 

Um estudo britânico publicado na revista Journal of Applied Physiology afirma que ficar pelo menos meia hora na sauna, três vezes por semana, faz tanto bem quanto exercícios de intensidade baixa a moderada. Como caminhar ou andar de bicicleta regularmente, a sauna eleva a temperatura do corpo, aumenta a frequência cardíaca e ajuda a manter a glicemia em nível normal. Com o tempo, isso pode baixar o risco de diabetes tipo 2, demência e doença cardíaca. Dito isso, embora a sauna diária seja uma opção útil para quem não pode se exercitar por longos períodos, para a maioria seria mais um complemento do que um substituto do exercício.

Relacionar-se com amigos reduz o estresse 

Em geral pensamos em “luta ou fuga” como a reação humana comum ao estresse. Mas, de acordo com um estudo americano publicado na revista Journal of Women and Aging, muitas mulheres também usam a estratégia de “cuidar-se com as amigas”, como dizem os pesquisadores. Isto é, elas têm mais probabilidade de recorrer a uma amiga atenciosa para falar de seus problemas, o que baixa o nível de cortisol e, portanto, o estresse.

Embora seja mais associado às mulheres, isso também ajuda os homens. Na verdade, dois estudos do campus de Berkeley da Universidade da Califórnia e de um grupo de pesquisadores internacionais indicam que os animais machos que formam um forte laço social com seus pares aumentam o nível cerebral de ocitocina, hormônio liberado quando nos conectamos emocionalmente. Na próxima vez que estiver estressado, ligue para um amigo para reduzir o efeito negativo sobre a saúde.

A aspirina ajuda pacientes com câncer a viver mais 

Leia também: Câncer de mama: a detecção precoce como fator de cura

Pacientes com câncer que tomam ácido acetilsalicílico (conhecido como aspirina) como parte do tratamento têm mais probabilidade de sobreviver à doença. Uma revisão britânica recente de 118 estudos verificou que os pacientes com 18 tipos de câncer – entre eles, o de cólon, mama e próstata – que tomaram aspirina reduziram em 20% o risco de morrer da doença. Como? A aspirina ajuda a vencer o câncer porque, indiretamente, inibe as inflamações e o crescimento celular.

A baixa densidade óssea aumenta o risco de surdez 

A perda de audição é a terceira doença crônica mais comum em adultos. Um estudo do hospital-escola de Harvard, com mais de 143 mil mulheres acompanhadas durante três décadas, encontrou uma causa comum: a probabilidade de apresentar surdez moderada ou grave foi até 40% maior entre as participantes com osteoporose ou baixa densidade óssea. 

Qual é o vínculo entre os ossos quebradiços e a surdez? A pesquisa, publicada na revista Journal of the American Geriatric Society, indica que as anormalidades da capacidade do organismo de criar ossos novos e remover tecidos velhos podem enfraquecer a integridade do osso que protege os nervos e estruturas envolvidos na audição. Outra teoria é que esses problemas podem alterar a condução do som pela cóclea, principal estrutura envolvida na audição.

A dança desacelera a doença de Parkinson 

A doença de Parkinson é um transtorno cerebral progressivo que prejudica gravemente o movimento e o equilíbrio. No entanto, um estudo canadense de três anos do campus de Toronto da Universidade de York mostrou que os pacientes com sintomas leves a moderados que passaram 1,25 hora por semana dançando melhoraram os movimentos e o equilíbrio e desaceleraram o avanço da doença. O estudo, publicado em julho de 2021 em Brain Sciences, também constatou que os participantes tiveram melhora significativa de outros aspectos da vida cotidiana. Por exemplo, os sintomas de depressão e ansiedade, geralmente agravados pelo isolamento social decorrente dos problemas motores da doença, diminuíram.

Gostou dessa matéria? Ela faz parte da edição de janeiro da Revista Seleções. Confira esse e outros artigos dessa edição em nossa Biblioteca Digital!

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