Doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil. Confira 35 dicas de cardiologistas e outros profissionais da saúde pra diminuir o risco.

1 – Como ovos

“A ciência mostra que uma alimentação sem colesterol não reduz necessariamente o colesterol da pessoa. Na verdade, quando seu nível no alimento é alto, esse colesterol costuma agir como antioxidante. Os ovos são ricos em proteínas que saciam e em gorduras essenciais.”

DRA. CAROLYN DEAN, naturopata e autora do livro Atrial Fibrillation: Remineralize Your Heart (Fibrilação atrial: remineralize seu coração)

2 – Durmo oito horas por noite

“A falta de sono está ligada à pressão arterial mais alta, fator de risco para cardiopatias. Tento me deitar às dez toda noite. Não assisto à TV logo antes de me deitar e escureço o quarto. Também nunca bebo cafeína depois das dez da manhã e evito bebidas alcoólicas nas noites de trabalho.” Se você tiver dificuldade em dormir, veja como acabar com a insônia!

DRA. JENNIFER HAYTHE, cardiologista e professora-assistente de Medicina do Centro Médico da Universidade de Colúmbia

 

3 – Uso as escadas

“Os confortos modernos, como os elevadores e escadas rolantes, reduzem a quantidade de exercício que fazemos no cotidiano. Para contrabalançar, subo escadas em todas as oportunidades.”

DR. RICHARD WRIGHT, cardiologista e presidente do Pacific Heart Institut do Centro de Saúde Providence Saint John

4 – Medito

“O estresse provoca a liberação de catecolamina, composto orgânico que pode levar à insuficiência cardíaca e ao infarto. Obtenho alívio com 20 minutos diários de meditação.”

DRA. ARCHANA SAXENA, cardiologista do Centro Médico Luterano da Universidade de Nova York

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5 – Pratico crossfit

“O exercício reduz o ‘pico de cortisol’, o jorro de hormônios do estresse ligado ao aumento do risco de infarto e AVC.”

DR. ADAM SPLAVER, cardiologista e um dos fundadores da NanoHealth Associates

6 – Procuro sempre motivos para rir

“Ver o humor nas situações cotidianas me ajuda a ter uma boa visão das coisas. Rir dilata as artérias e mantém baixa a pressão arterial.”

DRA. SUZANNE STEINBAUM, cardiologista e porta-voz do movimento Go Red for Women da Associação Americana do Coração

7 – Como frutas vermelhas

“As frutinhas vermelhas têm antioxidantes naturais, como as vitaminas C e E, e antocianina, pigmento que lhes dá sua cor, e ambos ajudam o coração. Como essas frutinhas regularmente, frescas ou congeladas.”

DR. NITIN KUMAR, gastroenterologista e especialista em risco cardiometabólico do Instituto de Endoscopia Bariátrica (EUA)

8 – Respeito o poder da pressão arterial

“Em 2015, um estudo que fizemos constatou que baixar a pressão arterial sistólica (o número mais alto) para 120 mm reduzia em 25% a taxa de morte devida a cardiopatia, insuficiência cardíaca, AVC e infarto. É importante manter a pressão sob controle com alimentação saudável, atividade física e controle do peso.”

DRA. CORA E. LEWIS, epidemiologista e professora da Escola Birmingham de Medicina da Universidade do Alabama

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9 – Cuido dos dentes

“A boa higiene bucal provoca menos inflamação sistêmica a curto prazo. Embora sejam necessárias mais pesquisas para determinar se isso reduz infartos e AVCs – o vínculo é discutido há décadas –, ter a boca saudável é importante para o bem-estar geral.”

DRA. JULIE CLARY, cardiologista da Indiana University Health

10 – Tomo a vacina contra a gripe todo ano

“Vacinar-se contra a gripe é bom, principalmente para quem tem cardiopatia e insuficiência cardíaca. Recentemente, foi comprovado que a vacina protege da fibrilação atrial recente (ritmo cardíaco irregular).”

DR. JASON GUICHARD, cardiologista de Birmingham, Alabama

11 – Como muita proteína

“Por ser um músculo, o coração precisa de proteína magra diariamente. Como carne de animais criados no pasto e peixes de pesca selvagem, além de azeite, nozes e legumes bons para o coração. E evito carne que contenha hormônios ou antibióticos.”

DR. AL SEARS, especialista em combate ao envelhecimento

12 – Tento agendar os exercícios

“Costumo ouvir meus pacientes dizerem que não têm tempo para se exercitar ou que não fazem ideia de que engordaram. É por isso que marco minhas sessões de exercício do mesmo modo que marcaria uma reunião profissional ou qualquer outro evento.”

DR. STEVEN TABAK, membro do Colégio Americano de Cardiologia e diretor médico do Instituto do Coração Cedars-Sinai

13 – Emagreci

“Há cerca de dez anos, vi que estava com 20 quilos a mais. Também fazia muitos anos que não ia a um médico. Marquei uma consulta, mas só depois de começar uma dieta, frequentar a academia e perder esses 20 quilos no decorrer de um ano.” Um estudo de 2016 constatou que estar acima do peso pode tirar um a três anos de vida e ser obeso pode tirar até oito. O efeito é três vezes maior nos homens do que nas mulheres.

DR. MARK GREENBERG, diretor do Laboratório de Cateterização do Hospi tal Whi te Plains e diretor médico de Cardiologia Intervencionista do Sistema de Saúde Montefiore

14 – Escolho com cuidado o óleo de cozinha

“Há muitas pesquisas recentes sobre o modo como os diversos óleos afetam a saúde cardíaca, e isso vai bem além do azeite. Evito produtos com azeite de dendê e procuro os que levam óleo de canola. Os óleos de coco, abacate e amêndoa também são boas opções.”

DR. JONATHAN ELION, cardiologista, membro do Colégio Americano de Cardiologia e professor-associado de Medicina da Universidade Brown

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15 – Fico atento à glicemia

“Em adultos com diabetes, as causas mais comuns de morte são AVC e doença cardíaca, de acordo com os Institutos Nacionais de Saúde dos EUA. Evito junk food, principalmente refrigerantes, e alimentos que levem ao aumento da glicemia e à resistência à insulina, precursores do diabetes.”

DR. RICHARD WRIGHT

16 – Pratico aeróbica intensa

“Exercícios cardiovasculares frequentes, intensos e prolongados baixam a pressão arterial, elevam o colesterol bom (HDL), reduzem os triglicerídeos e o colesterol ruim (LDL) e estabilizam a glicemia. Tento fazer uma sessão de 45 minutos quase todos os dias.”

DR. PAUL B. LANGEVIN, professor-associado do Departamento de Anestesiologia e Medicina Perioperatória do Colégio de Medicina da Universidade Drexel

17 – Fico mais ao ar livre

“Percebi recentemente que passava tempo demais em ambientes fechados e me ‘receitei’ uma caminhada! Essa dose de natureza alivia o estresse e me permite obter vitamina D com o sol.”

DRA. MONYA DE, mestre em Saúde Pública e praticante de Medicina

18 – Sigo a alimentação mediterrânea

“Em vez de pegar um pacote de batata frita quando chego com fome em casa, pego meio abacate e rego com azeite. Delicioso, esse lanche rápido e satisfatório faz parte da alimentação mediterrânea, comprovadamente saudável para o coração.”

DR. GLENN RICH, residente que se especializa em endocrinologia, obesidade e controle do peso em Trumbull, Connecticut

19 – Reservo tempo para as pessoas que amo

“A doença cardíaca já foi associada à tensão no trabalho e à angústia psicológica em qualquer momento da vida, situações em que amigos e família podem ajudar.”

DR. JASON GUICHARD

20 – Peço um exame cardíaco

“A angiotomografia coronária mede o cálcio nas paredes das artérias do coração e determina se estou desenvolvendo cardiopatia precoce. É um exame simples e relativamente barato. Ele encontra sinais de doença cardíaca antes mesmo de sentirmos os sintomas.”

DR. GLENN RICH

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21 – Tomo suplementos de vitamina K2

“Estudos recentes indicam que a vitamina K2 é fundamental para a saúde cardíaca. Ela leva o cálcio para os ossos em vez de deixar que ele obstrua as artérias. A vitamina K2 pode reverter a calcificação coronária, doença que causa obstrução das artérias.”

DR. ADAM SPLAVER

22 – Deixo de lado o cachorro-quente

“De acordo com uma análise da Universidade Harvard, há fortes indícios de associação entre o consumo de carne vermelha processada, como linguiça, salsicha e frios, e o aumento de doença cardiovascular e morte precoce.”

DR. MICHAEL FENSTER, cardiologista intervencionista

23 – Tomo bastante água

“Tomar cinco ou mais copos de água por dia pode baixar o risco de morte por doença cardíaca, porque a desidratação aumenta o hematócrito (proporção entre hemácias e volume sanguíneo) e a viscosidade do sangue. Esses dois fatores foram associados a eventos cardiovasculares.”

DR. JASON GUICHARD

24 – Fiz exames para identificar transtornos do sono

“A apneia do sono, um dos mais comuns transtornos do sono, provoca longas pausas na respiração enquanto dormimos. Isso pode privar nossos órgãos de oxigênio e provocar o caos na saúde cardíaca.”

DR. ADAM SPLAVER

25 – Obtenho bastante vitamina D

“Estudos demonstraram que o baixo nível de vitamina D é um previsor importante de morte cardíaca, infarto e AVC. A carência de vitamina D também está associada à pressão e à glicemia altas, fatores de risco para doença cardíaca. Verifique seu nível dessa vitamina e, se necessário, tome suplemento para chegar ao nível normal.”

DR. NITIN KUMAR

26 – Tomo probióticos

“Já se demonstrou que probióticos como Lactobacillus acidophilus e Bifidobacterium lactis baixam de forma significativa o colesterol ruim e os marcadores inflamatórios que podem levar à doença cardíaca.”

DRA. NICOLE VAN GRONINGEN, médica internista do Centro Médico de São Francisco da Universidade da Califórnia

27 – Experimentei a alimentação vegetariana

“Ano passado, nosso grupo de cardiologia iniciou a Reabilitação Cardíaca Intensiva de Reversão do Dr. Ornish, um programa desenvolvido para pacientes cardíacos. O resultado em nossos pacientes foi drástico. Assim, nós, médicos, decidimos também seguir o programa. Um dos passos é seguir uma alimentação vegetariana durante três meses. Fiquei surpreso ao ver como me senti melhor: menos empanturrado e cansado depois das refeições.”

DR. JOSEPH A. CRAFT III, membro do Colégio Americano de Cardiologia e cardiologista do Centro de Saúde Cardíaca de St. Louis

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28 – Misturo pó de magnésio na água que tomo

“Quando há magnésio suficiente no corpo, não se produz colesterol em excesso. Portanto, suplemento com citrato de magnésio em pó misturado na água. Tomo no decorrer do dia.”

DRA. CAROLYN DEAN, naturopata

29 – Pratico a gratidão

“Um estudo mostrou que voluntários que se concentraram em sentimentos de gratidão aumentaram a variabilidade da frequência cardíaca (VFC), associada à redução das mortes por cardiopatia. Outro estudo constatou que os pacientes que escreveram diários da gratidão durante dois meses apresentaram nível mais baixo de biomarcadores inflamatórios que podem levar à doença cardiovascular.”

DRA. NICOLE VAN GRONINGEN

30 – Tomo suplementos que ajudam a dormir

“Pequenas doses de melatonina e suplementos de 5-HTP (5-hidroxitriptofano) me ajudam a pegar no sono e dormir a noite inteira.”

WESTIN CHILDS, doutor em osteopatia e médico-residente em Gilbert, Arizona

31 – Faço uma alimentação “sem branco”

“Fico longe de açúcar branco, farinha branca, pão branco e arroz branco.”

DR. ADAM SPLAVER

32 – Pratico ioga

“Reduzo o estresse com ioga; a prática me acalma e me ajuda a achar o equilíbrio e a escapar por algum tempo todos os dias.”

DRA. JENNIFER HAYTHE

33 – Recomendo aspirina, mas só para alguns

“Para quem já sofreu um evento cardíaco ou tem doença arterial, uma pequena dose diária de aspirina ajuda muito a prevenir um futuro infarto.”

DR. RICHARD WRIGHT

34 – Recomendo muito amor

“O sexo é um exercício intervalado, muito bom para o coração. Um jeito fácil, divertido e prazeroso de cuidar do coração é ter mais relações sexuais!”

DR. RICHARD WRIGHT

35 – Como chocolate amargo

Um estudo de 2016 constatou que o chocolate amargo ajuda a prevenir o diabetes. “O chocolate pode melhorar a elasticidade arterial e baixar a pressão. Saboreie de 30 g a 50 g, com pelo menos 75% de cacau.”

DRA. CYNTHIA GEYER, diretora médica do Canyon Ranch, em Lenox, Massachusetts

POR CHARLOTTE HILTON ANDERSEN