Há cerca de 200 milhões de insetos para cada ser humano no planeta. Não admira que de vez em quando esbarremos com eles. Felizmente, a maioria das picadas de inseto é mais inconveniente que nociva. Contudo, há momentos em que uma ida ao médico se faz necessária. Especificamente, quando há sinais de reação a toxinas, reação alérgica aguda (anafilática) ou infecção.

É possível sofrer intoxicação (quando as secreções do inseto agem como veneno) e ter uma reação anafilática (quando o sistema imunológico reage excessivamente à picada). Se você tiver uma intoxicação ou reação anafilática, os sintomas podem incluir dificuldade para respirar, enjoo, desmaios, espasmos musculares ou vômitos. Procure atendimento médico imediatamente.

No caso de doenças infecciosas, os dois principais culpados são carrapatos e mosquitos. Os primeiros podem transmitir a bactéria que causa a doença de Lyme. Vá ao médico se tiver febre, manchas vermelhas com anéis, dor nas articulações ou fraqueza nos músculos faciais algumas semanas depois de encontrar um carrapato no corpo.

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Embora a maioria das picadas de mosquitos seja inofensiva, todo cuidado é pouco. Mosquitos podem transmitir várias doenças, de malária a dengue, incluindo a febre chicungunha e o zica vírus. Em países como o Brasil, com vastos ecossistemas urbanos tropicais, a prevenção pelo combate à proliferação dos mosquitos é fundamental, ou seja, eliminar locais de acúmulo de água nos quais os mosquitos possam procriar. Diversos tipos de mosquito têm se tornado mais comuns em regiões em que eram raros ou inexistentes. Isso se deve a “alterações nos ecossistemas, à ação humana e ao clima”, afirma Giovanni Mancarella, porta-voz do Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças.

Insetos e infecções

Infecções transmitidas por mosquitos podem ser assintomáticas e difíceis de detectar. Mas atente para febre, dor de cabeça, dor nas articulações e vômito. Dependendo das especificidades desses sintomas, o paciente deverá fazer exames para confirmar ou descartar dengue.

Mas não deixe que isso o afaste das atividades ao ar livre. Sobretudo, bastam algumas precauções, como usar repelente contra insetos que dificultem o acesso do mosquito à sua pele. Segundo o Ministério da Saúde, “os repelentes devem conter DEET, IR3535 ou Icaridin e ser utilizados em estrita conformidade com as instruções de rótulo”.