O câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as brasileiras. O primeiro é o câncer de pele não melanoma. No entanto, o prognóstico é bom se ele for diagnosticado precocemente.

Os sintomas são: nódulo ou aumento da consistência nas mamas, próximo a elas ou nas axilas; mamilos sensíveis; mudanças na aparência das mamas e dos mamilos, incluindo tamanho e formato; pele da mama, do mamilo ou da aréola descamada, avermelhada ou inchada; mamilo invertido; secreção pelo mamilo.

Uma das principais causas da doença são os altos níveis sanguíneos de hormônios como o estrogênio, são u. Após a menopausa, a obesidade e o aumento de peso intensificam os níveis hormonais, levando a um aumento do risco. Quanto mais longa for a sua vida, maior será a sua exposição ao estrogênio e a outras toxinas ambientais, e maior a probabilidade de ter a doença. Mutações genéticas hereditárias são responsáveis somente por cerca de 5% a 10% dos casos.

Eis algumas estratégias de prevenção:

Limite a terapia de reposição hormonal na menopausa

Adicionar estrogênio às células mamárias é como despejar gasolina em um incêndio. Faz com que as células se dividam mais rapidamente, aumentando o risco de alguma cometer um “erro” nessa divisão, produzindo, assim, células cancerígenas. O sistema imunológico pode eliminar algumas células cancerígenas. Mas, se você estiver tomando estrogênio, essas células irão rapidamente sobrepujar as suas defesas naturais. Uma pesquisa descobriu que a reposição hormonal por apenas três anos quadruplica o risco de a mulher ter um dos tipos mais perigosos de câncer de mama.

Diga “não” às sobremesas maravilhosas

Uma boa razão para dizer “não” a sobremesas e doces hipercalóricos: na menopausa, a cada 5 kg que você ganha, o risco de contrair câncer de mama sobe 1%. A principal causa: células gordurosas eliminam substâncias químicas que podem converter outros hormônios, como testosterona (que é encontrada tanto em homens como em mulheres) em estrogênio. Por outro lado, se você estiver na menopausa e perder 5 kg ou mais (e mantiver essa perda de peso) – e não tomar hormônios –, seu risco será 57% menor do que o de mulheres cujo peso permaneceu o mesmo (e está até um pouco mais alto do que deveria).

Marque a mamografia

Se desejar reduzir ao mínimo o risco de morte por essa doença, faça mamografias anuais depois dos 40 anos. Esse exame revela, em um estado inicial, de 80% a 90% de todos os tipos de câncer de mama. Pesquisas mostram que 98% das mulheres que tiveram diagnóstico de câncer de mama em um estágio inicial permaneceram vivas depois de cinco anos do diagnóstico. Compare esse resultado ao das mulheres cujo diagnóstico foi feito depois que o câncer já havia passado para os linfonodos, que é de 83%, e ao daquelas cujo câncer já havia se espalhado para outras partes do corpo, para as quais a taxa de sobrevivência depois de cinco anos é de apenas 26%.

É comum também associar-se a ultrassonografia das mamas à mamografia, dependendo da avaliação do médico.

Faça também o autoexame de mama todo mês.

Qual a idade certa para começar a fazer mamografia?

Limite a ingestão de bebidas alcoólicas

Uma taça de vinho durante uma boa refeição não é apenas fonte de prazer, mas também saudável para o coração. No entanto, uma taça por dia pode elevar ligeiramente o risco de contrair câncer de mama. E, se você bebe mais de uma taça por dia, deve se preocupar. Cerca de 4% de todos os cânceres de mama estão relacionados à ingestão de álcool. Por isso, quanto mais você beber, mais aumentará o seu risco. Pesquisadores acreditam que o álcool aumenta a produção de estrogênio.

Se a sua decisão for a de ingerir mais de uma dose de álcool por dia (o que não é recomendável), você pode limitar o risco tomando um suplemento vitamínico que contenha, pelo menos, 400 microgramas de ácido fólico. Essa vitamina do complexo B pode ajudar a consertar os erros que as células fazem ao se dividir e pode amenizar os riscos causados pelo álcool.

Mexa-se já

Use as escadas no lugar do elevador, faça diariamente uma caminhada ou vá à academia. Exercícios físicos regulares, em uma média de 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, reduzem o risco de desenvolver câncer de mama. O motivo é simples: quanto mais fisicamente ativa você for, menores serão a sua gordura corporal e seu risco de contrair o câncer de mama. Por exemplo: fazer caminhadas regulares reduz o risco desse câncer em até 60%. E quanto mais cedo você começar a fazer exercícios melhor.

Consulte seu médico sobre a quimioprevenção

A ameaça de câncer de mama tira o seu sono? Converse com o seu médico. Ele vai avaliar o seu caso e determinar o seu risco de câncer de mama. Se o risco for, pelo menos, 60% maior do que o de outras mulheres da sua faixa etária, você poderá ser candidata à quimioprevenção. Isso significa tomar, por cinco anos, tamoxifeno ou raloxifeno – substâncias que imitam o estrogênio no organismo, evitando que o estrogênio afete as células da mama. Pesquisas revelaram que esses medicamentos diminuem em 49% o risco de câncer de mama em mulheres do grupo de risco.

Saiba mais sobre as causas do câncer de mama.