O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido também como derrame cerebral, que acometeu um dos maiores escritores brasileiros nesta semana, o cartunista Ziraldo, é um dos maiores inimigos para a saúde dos brasileiros. No Brasil, ele é o responsável por 10% dos diagnósticos em hospitais públicos. Mas, afinal, o que é e como acontece o AVC?

Um derrame cerebral ocorre quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para uma região do cérebro. A maioria desses coágulos se forma em artérias já previamente estreitadas por aterosclerose, seja no próprio cérebro, ou, mais comumente na artéria carótida situada no pescoço. Os sinais de alerta de acidente vascular cerebral incluem fraqueza ou dormência súbitas no rosto, no braço e na perna em um dos lados do corpo. Além disso, pode haver dificuldade de fala e de compreensão do que os outros dizem, dificuldades de enxergar e tontura.

Pessoas que estão passando por um AVC também correm risco de sofrer quedas repentinas, já que o equilíbrio torna-se instável. É fundamental buscar tratamento imediato.

A aterosclerose é uma condição causada pelo excesso de gordura nas paredes das artérias, o que restringe o fluxo sanguíneo e aumenta os riscos de derrame

AVC hemorrágico e isquêmico: qual  diferença?

Existem dois tipos de derrame cerebral: o hemorrágico e o isquêmico. Ambos oferecem riscos à vítima, e devem ser tratados imediatamente por um médico profissional. Veja as diferenças:

  • AVC hemorrágico: ocorre quando há o rompimento de um vaso cerebral, o que acarreta em uma hemorragia. Ainda que não seja tão comum como o isquêmico, o AVC hemorrágico é o mais fatal.
  • AVC isquêmico: quando uma artéria é obstruída, impede a passagem de oxigênio para o cérebro, o que causa o AVC isquêmico. As artérias podem ser obstruídas por placas de gordura ou coágulos formados na parede dos vasos, que obstruem as passagens imediatamente ou viajam pela corrente até que entupam uma delas.

Conexão nutricional

Muitas recomendações feitas às pessoas com doença cardiovascular, hipertensão arterial e colesterol alto se aplicam a pessoas que já tiveram ou correm risco de ter um derrame cerebral.

Adote uma dieta pobre em gorduras

Um bom ponto de partida é reduzir o consumo de gorduras, em especial as saturadas e de origem animal. As gorduras trans e os óleos de coco e de palma também entram na lista. Evitar o fast-food é também a prioridade número 1 da lista! Descubra como passar longe dos lanches atrativos, porém prejudiciais.

Invista nas fibras

Alimentos ricos em fibras solúveis, como a linhaça, a lentilha e a aveia, ajudam a controlar os níveis de colesterol. Dietas que incluem esses alimentos reduzem também o risco de aterosclerose, que possibilita o AVC.

Escolha o integral

O consumo de grãos integrais é importante aliado na proteção contra o AVC, uma vez que dados sugerem que uma alimentação rica em grãos integrais reduz os riscos. Certifique-se de que você tenha uma dieta equilibrada e saudável com estas 10 dicas.

Identifique alimentos que facilitam o fluxo de sangue

Evidências preliminares sugerem que o resveratrol, um fitoquímico presente na uva, nas nozes e no vinho tinto, inibe a formação de coágulos e ajuda a relaxar os vasos sanguíneos. Estudos populacionais sugerem que os flavonoides da alimentação, em especial a quercetina, presente na maçã e em frutos silvestres.

Consulte um médico para descobrir a melhor dieta para você

Coma bastante ômega-3

Alguns alimentos parecem diminuir o risco de AVC. Alguns peixes, por exemplo, são ricos em ácidos graxos ômega-3, que ajudam a prevenir a formação de coágulos ao reduzir a aderência das plaquetas. Os médicos recomendam o consumo de salmão, truta, cavala, sardinha ou outros peixes de água fria de duas a três vezes por semana. Outras boas fontes de ácidos graxos ômega-3 são nozes, óleo de canola, óleo de linhaça, soja e verduras folhosas.

Beba leite e seus derivados

Derivados desnatados ou semidesnatados do leite contêm cálcio, potássio, magnésio e vitamina D. Esses nutrientes ajudam a reduzir a pressão arterial, um importante fator de risco para o derrame cerebral.

Coma bastante alho e cebola

O alho e a cebola parecem reduzir a tendência do sangue a coagular e também estimulam os mecanismos naturais do corpo de dissolver os coágulos.

Reduza o sal e controle o álcool

Qualquer pessoa com hipertensão arterial ou histórico familiar de pressão alta ou AVC deve restringir o consumo do sal. Além disso, o consumo de álcool também representa um fator de risco para homens e mulheres. Diversos estudos associam o consumo excessivo ao aumento da incidência de AVC – e o risco cresce ainda mais se a pessoa também fumar.

Além da dieta: o que fazer para evitar o derrame cerebral?

Algumas atitudes diárias devem ser tomadas para evitar que o derrame cerebral aconteça. Verifique sua pressão regularmente através de um aparelho eletrônico. A falha em detectar e controlar a hipertensão arterial é a principal causa evitável de ocorrência do AVC.

Além disso, praticar exercícios é uma ótima forma de tratar da saúde de diversas formas – inclusive combater o AVC. Procure criar uma rotina de caminhada simples, mas diária, por exemplo. Você pode, ainda, começar com estes 5 exercícios simples e saudáveis. Os benefícios surgirão em pouquíssimo tempo. Mas não se esqueça de consultar um médico antes de começar!

A última dica é… seja otimista! Um estudo realizado pela Universidade de Michigan constatou que os otimistas correm menos riscos de AVC. Os pesquisadores acreditam que os efeitos protetores do otimismo estão no fato de que essas pessoas fazem escolhas mais saudáveis. Entretanto, é possível que o pensamento positivo tenha um impacto direto sobre a biologia.

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