A neuroarquitetura é responsável por entender como os ambientes que frequentamos podem influenciar no nosso comportamento, tanto de maneira positiva quanto negativa.

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O intuito da neuroarquitetura é projetar ambientes que sejam capazes de proporcionar bem-estar às pessoas que os frequentam. Em casa, por exemplo, salas e quartos podem ser criados para reduzir a ansiedade, enquanto salas de aulas podem ser projetadas para que os alunos tenham mais interesses nas matérias.

O que é a neuroarquitetura?

A neuroarquitetura é um método de projeto utilizado em diversos ambientes e que tem como principal objetivo entender como o meio em que estamos inseridos pode afetar/transformar a nossa química cerebral. Dessa forma, modificaríamos os nossos comportamentos, pensamentos e emoções quando dentro de determinados ambientes.

Com base em estudos, análises e testes que vem sendo feitos há mais de 60 anos, principalmente para entender a mente humana e como funcionam os estímulos, um dos mais importantes princípios da neuroarquitetura é que os locais estimulem uma sensação de bem-estar.

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Para que esse método seja completo, os estudos são feitos em grupos interdisciplinares, onde neurocientistas, arquitetos, e outros especialistas trabalham lado a lado para chegar à conclusões satisfatórias.

Quais são os benefícios dessa ciência?

São muitos os benefícios que a neuroarquitetura traz às pessoas. Ela pode ser utilizada em diferentes locais que tenham expectativas diferentes, como:

  • Escolas: estimular criatividade, concentração e socialização;
  • Hospitais e clínicas: tornar o ambiente mais humanizado, estimular recuperação e diminuir o estresse;
  • Residências: harmonizar os ambientes e estimular calmaria;
  • Escritórios e ambientes corporativos: estimular produtividade e conforto.

Tudo isso pode ser modificado levando em consideração as cores do ambientes, móveis e quais decorações vão ser inseridos dentro deles.

Neuroarquitetura corporativa: como funciona?

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Para que o método funcione 100%, é preciso pensar muito bem na hora de montar um ambiente corporativo que seja capaz de estimular a produtividade e, ao mesmo tempo, trazer conforto. Para essa análise específica, alguns pontos devem ser levados em consideração como, por exemplo:

  • Iluminação: os ambientes precisam ter o máximo de iluminação, pois locais muito escuros não estimulam o dinamismo e acabam deixando as pessoas tristes, por isso dê preferencia para o uso de luz natural, que também traz a sensação de aconchego;
  • Acústica: tudo vai depender de como é o ambiente de trabalho. Em casos de lojas, por exemplo, é sempre interessante ter uma música moderna de fundo. Já em escritórios fechados, é legal ter um ambiente mais calmo, para que ajude na concentração dos funcionários;
  • Cores do ambiente: as cores precisam ser pensadas com bastante calma, pois devem dar um ar mais vívido ao ambiente. Aqui é legal fazer o uso de tons vibrantes, que estimulam a criatividade e o dinamismo, assim como também a utilização de tons pastéis, que transmitem calma e tranquilidade, além de dar a sensação de que os ambientes são maiores. E, claro, nada em excesso funciona, por isso utilize as cores de maneira moderada;
  • Privacidade dos funcionários: é interessante pensar em locais individuais para que reuniões e ligações importantes, por exemplo, sejam feitas, caso o funcionário não tenha uma cabine individual;
  • Interação entre pessoas e coisas: as empresas precisam pensar, também, nos ambientes de descontração, pois são fundamentais para que os colaboradores tenham mais criatividade e engajamento com a empresa.

Em estudos mais aprofundados sobre neurociência, é possível entender que cada um desses pontos citados acima conseguem estimular uma ação, pensamento ou emoção dentro do cérebro. Muitas empresas, inclusive, utilizam do neuromarketing na hora de montar suas campanhas e escolher os elementos que vão ser utilizados para tocar seu público.