O que você sabe sobre saúde bucal? Quando desenvolvemos hábitos de higiene com a intenção de melhorar nosso bem-estar bucal, nem sempre conhecemos os problemas que eles podem nos causar. “Os dentes tendem a ter pouca prioridade em termos de saúde, e algumas coisas ficam de lado”, diz o Dr. Mark Parhar, endodontista da Colúmbia Britânica, no Canadá, especializado nos tecidos moles do interior do dente.

Ainda que haja bastante informação disponível, é verdade que muitas pessoas não dispensam o cuidado necessário com a saúde bucal. Por outro lado, há aqueles até se preocupam, mas na tentativa de acertar, acabam pecando pelo excesso. Um dos erros mais comuns é a escovação com força excessiva, o que pode desgastar o esmalte dos dentes e provocar sensibilidade.

“É um exemplo bem típico. O paciente se orgulha de escovar com força, mas está prejudicando os dentes”, diz o Dr. Euan Swan, gerente de programas dentários da Associação Dentária do Canadá. Em vez disso, o ideal é escovar para cima e para baixo, de maneira suave, e demorar pelo menos dois minutos na escovação. Listamos aqui sete práticas que podem estar destruindo seus dentes; saiba como impedir isso.

7 hábitos que fazem mal aos dentes e você não sabia

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1. Escovar logo depois de comer

Sua rotina matinal inclui a escova de dentes logo após o café da manhã? Parabéns por escová-los regularmente, mas o horário precisa de ajustes. Depois de consumir algo ácido como laranja ou tomate, o esmalte amolece temporariamente e fica suscetível a desgaste abrasivo. Se escovar os dentes, ainda mais com força, é possível remover o esmalte, o que provoca sensibilidade. E isso piora com a idade, pois as gengivas tendem a se retrair e expor mais a superfícies das raízes.

Por isso, seja cauteloso e espere cerca de meia hora antes de escovar. “A saliva é um agente protetor e reduz a acidez do ambiente oral, mas isso leva tempo”, diz Gerry Cool, higienista oral de Alberta, no Canadá, e presidente da Associação Canadense de Higienistas Orais.


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2. Medicamentos que provocam boca seca

Infelizmente, se você tomar um ou mais das centenas de medicamentos que têm o efeito colateral de reduzir o fluxo da saliva — entre eles alguns antidepressivos e analgésicos —, a saúde de sua boca pode sofrer.

“Os pacientes que tomam esses remédios tendem a ficar com a boca seca e correr mais riscos de ter cáries porque a saliva não está lá para remover fisicamente os restos de alimento e neutralizar os ácidos”, diz Dr. Euan Swan, gerente de programas dentários da Associação Dentária do Canadá.

A solução não é parar com os remédios, a menos que o médico possa oferecer uma alternativa sem esse efeito colateral. Experimente beber golinhos de água durante o dia todo. É possível aumentar o fluxo de saliva com chiclete sem açúcar, balas de hortelã com xilitol e sprays, géis e comprimidos específicos para boca seca.


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3. Beber água com limão

A água com limão pode estar na moda, mas esse hábito pode acabar enfraquecendo o esmalte de seus dentes. O suco de frutas ácidas é um grande responsável pelos casos de erosão dentária atribuída à alimentação. “Mesmo diluindo o suco de limão com água, o nível de ácido na boca aumenta. Se você toma em pequenos goles e faz isso duas ou três vezes por dia durante um período prolongado, eu me preocuparia”, diz Gerry Cool.

Beber depressa não é o ideal, mas é melhor do que ir tomando a mistura ácida devagar; o uso de canudo também reduz os efeitos prejudiciais. Não use água quente demais, porque a temperatura mais alta intensifica o dano aos dentes. E, se vai tomar uma bebida ácida, Gerry sugere beber um copo d’água comum logo depois.


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4. Mastigar gelo

O gelo não tem calorias nem açúcar, refresca nos dias quentes, costuma ter pH neutro e não gruda nos dentes. Mas também tem seu lado negativo. “O gelo é duríssimo”, alerta o periodontista Dr. Hendrike van Drie, dos Países Baixos. “Mastigá-lo prejudica os dentes, porque provoca rachaduras e fraturas no esmalte e nas obturações. Além disso, a exposição constante a temperaturas baixas pode provocar hipersensibilidade da dentina.

Às vezes o desgaste é tão grande que muda a mordida, provocando dor nos músculos do maxilar.