A insuficiência cardíaca é um dos problemas do coração que mais crescem no mundo, graças ao número cada vez maior de hipertensos e até ao fato de que mais gente sobrevive aos infartos do miocárdio e enfrenta a vida com alguma lesão cardíaca.

A doença ocorre quando o coração fica fraco demais ou rígido demais para bombear sangue suficiente para os órgãos e os tecidos do corpo, podendo fazer os pulmões se encherem de líquido e os rins pararem, por exemplo.

Causas

As causas mais comuns são lesões ou morte do músculo cardíaco, por causa do estreitamento das artérias ou de infarto; hipertensão arterial, que faz o músculo cardíaco crescer e enrijecer-se; mau funcionamento das válvulas cardíacas (decorrente de defeito congênito, infecção ou doença cardíaca); e problemas de arritmia.

Sintomas

Os sintomas mais comuns de insuficiência cardíaca são a falta de ar; tosse e sibilos (chiado); pés, tornozelos, pernas ou abdome inchados; fadiga; falta de apetite; náuseas; confusão mental e perda de memória; aumento da frequência cardíaca.

Confira a seguir 5 dicas para se prevenir desse mal:

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    1. Exercite-se e tenha uma alimentação saudável

    A chance de desenvolver insuficiência cardíaca depois dos 45 anos é de 1 em 5.
    Os principais fatores que contribuem são a hipertensão arterial e os infartos do miocárdio. A melhor coisa a fazer: dar uma boa caminhada. Na próxima refeição, encha o prato de frutas, hortaliças e cereais integrais. Pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença. Basta comer cereais integrais toda manhã para baixar o risco em 30%.

    Quem já tem doença cardíaca ou hipertensão deve conversar com o médico para saber o tipo certo e a intensidade dos exercícios.

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    2. Controle a hipertensão arterial

    Noventa por cento dos que têm insuficiência cardíaca são hipertensos. Quando a pressão está elevada, o coração precisa bombear mais sangue. Com o tempo, o músculo cardíaco fica espesso e “rígido”, na chamada hipertrofia ventricular esquerda que interfere com a capacidade de bombeamento do órgão. Uma queda de 10 pontos na pressão arterial sistólica (a de valor mais alto) reduz em 50% o risco de insuficiência cardíaca, segundo  pesquisadores da Universidade McMaster, em Montreal, no Canadá.

    Se precisar de medicamentos, pergunte ao médico sobre os diuréticos. Segundo estudos, eles reduzem o risco de insuficiência cardíaca mais do que bloqueadores beta e os bloqueadores dos canais de cálcio.

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    3. Coma peixe cozido ou assado

    Em um estudo com 4.738 adultos, pesquisadores de Harvard constataram que os que comiam atum ou outros peixes assados ou cozidos, uma ou duas vezes por semana, tinham redução de 20% do risco de insuficiência cardíaca congestiva. Se comessem cinco vezes por semana, o risco reduzia-se em 32%.

    Nota: o peixe frito não protege contra esse problema cardíaco.

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    4. Se tiver diabetes, controle bem a sua glicemia

    Para quem tem diabetes do tipo 2, o risco de insuficiência cardíaca é cinco vezes mais alto do que o normal para as mulheres e quase quatro vezes para os homens. Como os diabéticos costumam apresentar também doença coronariana ou hipertensão, ou já sofreram infartos silenciosos, o médico pode receitar medicamentos para ajudar o coração. Mas não desdenhe o valor do controle da glicemia. Num estudo, os diabéticos que mantiveram sua glicemia na faixa normal
    tiveram metade da probabilidade de sofrer de insuficiência cardíaca que aqueles cuja glicemia permaneceu elevada.

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    5. Depois de um infarto, converse com seu médico sobre os inibidores da ECA

    Cerca de 25% dos homens e 50% das mulheres que sobrevivem a um infarto ficarão incapacitados pela insuficiência cardíaca em seis anos. Os remédios chamados inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) reduzem essa probabilidade. Num estudo, um inibidor da ECA chamado ramipril reduziu em 23% o risco de insuficiência cardíaca em 9 mil homens e mulheres de alto risco, muitos dos quais tinham sofrido infartos. Esses medicamentos reduzem a tensão sobre o coração ao relaxar a parede dos vasos sanguíneos e baixar a pressão arterial.

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