Em primeiro lugar, lembre-se de que a obesidade é uma doença complexa, com vários fatores contribuintes e que resulta de um balanço energético positivo, ou seja, a criança (ou o adulto) está ingerindo muito mais calorias do que gasta.

Como saber se meu filho está acima do peso?

O diagnóstico de obesidade na infância se baseia na história clínica e nutricional, no exame físico e nos dados antropométricos.

O peso e a altura são usados para calcular o índice de massa corporal (IMC). Para calcular o IMC você precisa dividir o peso [kg] pela altura ao quadrado [m²]. Existe um programa disponibilizado gratuitamente no site da Organização Mundial da Saúde para fazer os cálculos, clique aqui para ver!

O pediatra além de calcular o IMC, também mede a prega cutânea tricipital e a circunferência abdominal.

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A culpa é dos pais?

Realmente a obesidade tem uma ligação importante com aspectos emocionais. A qualidade do vínculo que os pais desenvolvem com o filho é essencial para o desenvolvimento saudável.

Uma situação muito comum é a superalimentação da criança, isto é, sem que ela peça ou mostre sinais de fome. As mães que trabalham fora costumam “compensar” a ausência levando guloseimas para o filho ou incentivando-o a comer pizza como um mimo no fim de semana.

O que fazer?

Os pais precisam modificar hábitos alimentares da família, mesmo que enraizados, em prol da saúde física, emocional e mental da criança.

Como fazer essa mudança?

Em primeiro lugar, toda a família precisa avaliar os hábitos alimentares; detectar desvios na dinâmica familiar que estejam influenciando o comportamento alimentar da criança e, por fim, analisar a quantidade e os tipos de alimentos que costumam ser comprados. Em segundo lugar, e não menos importante, é preciso estimular a prática de atividade física.

Não se pode esquecer de que a obesidade se acompanha de alterações de saúde geral. Portanto, é fundamental o acompanhamento do pediatra e nutricionista.

O pediatra solicitará exames laboratoriais para pesquisar se a criança também apresenta diabetes melito e dislipidemia (alteração dos  níveis de colesterol e de triglicerídeos no sangue). No caso de adolescentes, pode ser necessário pesquisar a síndrome do ovário policístico, por meio de exames pélvicos, de sangue ou até laparoscopia para maiores detalhes.

Promoção da alimentação saudável

  • Aumentar o consumo de frutas, vegetais e cereais integrais;
  • Evitar e limitar o consumo de refrigerantes;
  • Diminuir o tamanho das porções dos alimentos;
  • Limitar o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar;
  • Não fazer refeições assistindo à televisão nem jogando videogame;
  • A partir dos 2 anos de idade, para crianças acima do peso, substituir laticínios integrais por apresentações com baixos teores de gordura;
  • Estabelecer e respeitar os horários das refeições;
  • Respeitar a saciedade da criança;
  • Não oferecer doces como recompensa por uma refeição saudável;
  • Aumentar a atividade física.

A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) publicou no ano passado um manual com diretrizes para o enfrentamento da obesidade. Clique aqui e confira o manual na íntegra!