Os remédios para dormir se tornaram meio de vida para um surpreendente número de pessoas que tentam sobreviver e competir no mundo de hoje. Sejam elas cozinheiras com uma família de cinco pessoas para sustentar, executivas responsáveis por empresas multimilionárias ou enfermeiras de UTI.

O fato é que as mulheres estão trabalhando mais do que nunca. Infelizmente, o sono é uma das coisas que não costumam entrar no pacote desse novo estilo de vida.

O problema é que como existem tantos auxiliares para o sono – benzodiazepínicos, não benzodiazepínicos, agonistas de melatonina e até antidepressivos e anti-histamínicos -, cada um com seus níveis de potência e seus efeitos colaterais específicos, é importante encontrar aquele que funcione melhor para você.  

Remédios para dormir: quando são necessários?

“Os remédios para dormir podem ser muito benéficos”, afirma o Dr. Lawrence J., diretor dos centros de saúde filiados a Universidade de Harvard. “Geralmente são mais vantajosos para as pessoas com problemas passageiros”.

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Sua mãe morreu, você foi demitida, está passando por um divórcio tumultuado – eis os casos em que remédios para dormir podem ajudar. Apenas por uma noite ou duas até que você volta a se estabilizar.

Infelizmente, não é assim que a maioria faz uso deles. Estudos mostraram que a maior parte das pessoas que tomam remédios para dormir continua fazendo uso deles por dois anos. E um terço mantém o uso por cinco anos.

“As pessoas querem uma solução rápida em vez de uma solução definitiva”, explica o Dr. Epstein.

Estratégias saudáveis

Existem outras maneiras simples de diminuir a insônia e induzir o corpo ao sono. Ir dormir todo dia no mesmo horário e só permanecer na cama quando estiver com sono, por exemplo, são poderosas estratégias.

Além disso, estudos mostram que a terapia cognitiva comportamental (TCC) é tão eficaz quanto um remédio para dormir, além de seus efeitos durarem por muito mais tempo.

Como usar remédios para dormir

As quatro coisas mais importantes que você e seu médico precisam saber sobre os remédios para dormir são com que rapidez começam a funcionar, quanto tempo dura o efeito, quais os efeitos colaterais e se há ou não interação com qualquer outro medicamento que você esteja usando.

Se você tem problemas para pegar no sono, qualquer remédio que usar deverá funcionar logo e cessas rapidamente seu efeito, diz o Dr. Epstein.

Se você tem problema para prolongar o sono ou se acorda ao raiar do dia, o medicamento que tomar deverá durar a noite toda, mas não tanto tempo a ponto de você acordar ainda sonolenta.

→ Benzodiazepínicos

Os remédios para dormir mais comuns são os da família do benzodiazepínicos. Eles basicamente apagam você, e alguns também reduzem a ansiedade e convulsões.

→ Não benzodiazepínicos

Um segundo grupo de remédios para dormir é formado pelos não benzodiazepínicos. Eles fazem você dormir depressa, mas seus efeitos não duram muito tempo.

Melatonina

Um terceiro grupo popular é o dos agonistas da melatonina. Seus efeitos são mais leves, e tem como efeito melhorar a qualidade do sono ao diminuir o número do vezes que se desperta durante a noite. Saiba tudo sobre a melatonina, o hormônio do sono, aqui!

Antidepressivos e anti-histamínicos

A classe de remédios para dormir que normalmente é prescrita é a classe dos antidepressivos ou anti-histamínicos. Cerca de 25% das mulheres que usam remédios para dormir optam por remédios a base de difenidramina.

“Eles alteram o nível de histamina no cérebro, o que pode deixar as pessoas sonolentas”, diz o Dr. Epstein. “No entanto, não há dados sobre sua eficácia, e provavelmente eles têm ainda mais efeitos colaterais que os benzodiazepínicos. Homens com problemas na próstata, por exemplo, não podem fazer uso deles.”

É claro que os remédios para dormir só devem ser tomados após uma consulta minuciosa com o seu médico. Caso não seja indicado para você, opte pelo chá de valeriana; um ótimo calmante natural.

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