O óleo de prímula possui uma gordura especial chamada de ácido gama-linolênico (AGL). Extraído da semente da prímula, tem efeitos terapêuticos comprovados no cuidado de diversos sintomas. A planta e sua raiz têm sido há muito utilizadas para fins medicinais – no tratamento de hemorroidas, inflamações de garganta e dores estomacais. Contudo, é relativamente recente o uso do óleo da semente de prímula. O AGL é um ácido graxo essencial que o corpo converte em compostos semelhantes a hormônios chamados prostaglandinas, que regulam muitas das funções corporais.

Embora o corpo possa fabricar o AGL a partir de outros tipos de gordura que consumimos, não existe outro alimento que apresente quantidades apreciáveis desse ácido. O óleo de prímula constitui uma fonte concentrada: 7 a 10% dos seus ácidos graxos estão sob a forma de AGL. A maioria dos estudos que investigam os efeitos do AGL utiliza o óleo de prímula, e, por esse motivo, ela é a fonte preferida desse ácido.

Como age o óleo de prímula

O organismo produz muitos tipos de prostaglandinas: algumas promovem o processo inflamatório, outras o controlam. O AGL no óleo de prímula é diretamente convertido em importantes prostaglandinas anti-inflamatórias, que são responsáveis pela maioria dos efeitos terapêuticos do suplemento. Além disso, o AGL é um componente importante das membranas celulares.

Muitos especialistas recomendam a aquisição do óleo com uma pequena quantidade de vitamina E. Os ácidos graxos no óleo de prímula se degradam rapidamente, e a vitamina E pode diminuir a velocidade desse processo.

Devido ao seu conteúdo de AGL, o óleo de prímula pode ser eficaz nos casos de distúrbios menstruais, como a TPM, as cólicas menstruais e a endometriose. Em particular, o óleo bloqueia as prostaglandinas inflamatórias que causam as cólicas menstruais. Além disso, ajuda a aliviar a sensibilidade da mama que algumas mulheres experimentam no período pré-menstrual. Desempenha também função importante na reversão da infertilidade em algumas mulheres. Confira este manual que te ajudará ainda mais a lidar com a TPM.

Auxílio na prevenção

Nas pessoas que sofrem de diabetes, o AGL no óleo de prímula demonstrou ser útil na prevenção dos danos nervosos; uma complicação comum dessa doença. Em um estudos com pessoas que sofriam de neuropatia diabética leve, o tratamento à base de óleo de prímula durante um ano reduziu o entorpecimento e o formigamento. Além disso, foi benéfico contra a perda de sensibilidade e outros sintomas relacionados com o distúrbio. A diabetes é uma doença muito comum, mas que ainda deixa dúvidas. Portanto, conheça os principais sintomas e como controlar.

Indicações:

  • Alívio da dor decorrente da artrite reumatoide.
  • Minimiza os sintomas do dano nervoso diabético.
  • Alivia os sintomas do eczema.
  • Ajuda no tratamento da tensão pré-menstrual, da endometriose e nas cólicas menstruais.
  • Diminui a inflamação decorrente da acne, da rosácea e de lesões musculares.

O óleo de prímula também é indicado no tratamento de eczemas. O eczema é uma doença alérgica na pele que pode desenvolver-se caso o organismo tenha problemas em converter as gorduras dos alimentos em AGL. Estudos realizados em pessoas que apresentavam eczema indicam que tomar o óleo durante três ou quatro meses pode ajudar a aliviar a coceira. Além disso, pode reduzir a necessidade de corticosteróides tópicos e de drogas com efeitos colaterais desagradáveis.

Como tomar

Embora o óleo seja comercializado na forma líquida, as cápsulas gelatinosas podem ser mais conveniente para tomar. A dose terapêutica recomendada geralmente é de 1.000 mg, três vezes ao dia. Essa dosagem fornece 240 mg de AGL por dia. Contudo, para aliviar sintomas da doença de Raynaud, aplique topicamente aos dedos.

Lembre-se! Se você tem algum problema de saúde, físico ou psiquiátrico, converse com seu médico antes de tomar esse suplemento.

Tome junto com as refeições para aumentar a absorção. Em estudos, cerca de 2% dos participantes que utilizavam o óleo de prímula experimentaram flatulências ou algum desconforto gastrointestinal. Contudo, o consumo associado aos alimentos pode diminuir esses efeitos.

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