O que um antigo método chinês de autodefesa pode fazer para melhorar a sua saúde? Quando o método é o tai chi chuan, a resposta é: muito. Criado há centenas de anos com o objetivo de os soldados dominarem os seus inimigos nas batalhas, o tai chi é atualmente praticado como uma forma disciplinada de exercício sem impacto, com o objetivo de reforçar os músculos e as articulações, harmonizar a respiração e melhorar a circulação.

Assim como a ioga, o tai chi chuan segue uma série de posturas e técnicas específicas de respiração. Ao contrário da ioga, as posturas são executadas em sucessão. E assim, criam movimentos semelhantes aos de uma dança. Nas palavras de um filósofo chinês, são “tão suaves como retirar a seda de um casulo”. É, na verdade, a fluidez dos passos do tai chi chuan, juntamente com as técnicas de respiração e equilíbrio, quando praticadas com regularidade, que contribui no seu todo para baixar a hipertensão. Além disso, reduzem o risco de doenças cardiovasculares, aliviar as dores nas costas e outros problemas de aspecto psicossomático – como as úlceras do estômago e os distúrbios gastrintestinais – e ajudar a combater a ansiedade. 

Equilíbrio e força

Além disso, dois estudos publicados no Journal Of the American Geriatrics Society revelaram que as pessoas com mais de 70 anos que tinham praticado tai chi chuan durante três meses apresentavam melhorias tanto em relação ao equilíbrio como à força. Novas pesquisas feitas na Universidade de Emory, de Atlanta, chegaram à conclusão de que as pessoas com mais de 70 anos que participavam em sessões regulares de tai chi chuan reduziam o risco de quedas em mais de 47%. Isso se deve ao fato de o exercício estar baseado em séries contínuas, delicadas e circulares. O que desenvolve o alongamento do corpo e a ativação da circulação. Além de tornar flexíveis as articulações. 

Tal como na ioga, o tai chi chuan exige que se comece por aulas com um professor qualificado. Se os exercícios forem executados incorretamente, alguns dos movimentos utilizados no tai chi podem provocar lesões. Porém, quando executados corretamente e sob orientação adequada, esta forma de exercício é segura. E, também, contribui para combater o estresse. 

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