Atualmente é cada vez maior o número de pessoas com carência de vitamina D, especialmente os idosos. São vários os fatores que contribuem para essa “epidemia” de deficiência da vitamina D: vivemos menos ao ar livre, e portanto tomamos menos sol; alguns medicamentos interferem na produção da vitamina como alguns esteroides, que baixam o colesterol e bloqueiam os canais de cálcio.

No entanto, a “epidemia” pode ser mais grave do que os cientistas imaginavam. A deficiência de vitamina D é uma questão mundial. O estudo populacional NHANES mostra que 90% da população constituída por negros, hispânicos e asiáticos sofrem de insuficiência de vitamina D, assim como cerca de 60% da população branca.

No Brasil, um estudo realizado em 150 cidades com pessoas acima dos 40 anos provou que há um grande desequilíbrio nutricional na população brasileira. O estudo revelou que o brasileiro tem uma elevada ingestão de fósforo acompanhada de deficiente ingestão de cálcio e vitaminaD. Há ainda um outro estudo realizado no estado de São Paulo que identificou deficiência de vitamina D em 60% da população jovem saudável.

Mas afinal, se o Brasil é um país privilegiado em relação à incidência solar, por que a população brasileira apresenta deficiência de vitamina D e o que isso representa?

A resposta para a pergunta acima é bem simples: dieta desequilibrada.

Embora a síntese da vitamina D ocorra por meio da exposição solar, uma dieta equilibrada representa cerca de 20% da produção do nutriente. Portanto, se sua dieta não incluir vitamina D para ajudar na absorção do cálcio e do fósforo, o risco de fraqueza óssea e muscular aumenta. Além disso, a ciência demonstrou que a vitamina D tem efeitos significativos sobre o sistema imunológico que se estendem a quase todas as células do corpo. Há indícios que associam a esclerose múltipla (EM) à falta de luz solar e certos tipos de câncer são mais comuns em pessoas com baixos níveis de vitamina D.

Os benefícios da vitamina D são diversos para o nosso organismo. Confira abaixo algumas dicas de como garantir a sua dose e evitar problemas:

1. Tome sol

O tempo de exposição ao sol varia, dependendo do tipo de pele, local, horário/época do ano etc. Algumas instituições de saúde revelaram que passar alguns poucos minutos ao sol sem filtro solar pode lhe fornecer vitamina D suficiente sem o risco de queimaduras. Antes de tomar sol não esqueça de conferir nossas dicas de como evitar facilmente as queimaduras.

2. Coma peixes oleosos

Principalmente nos meses de inverno. Os melhores são salmão, sardinha, arenque, truta, atum e cavala.

3. Consuma ovos 

O ovo, tão utilizado na nossa dieta, também é uma fonte de vitamina D. Para ser mais preciso, é na gema do que o nutriente é encontrado. Por isso, pode ser bom investir em um consumo saudável e moderado nesse alimento.

4. Experimente alimentos fortificados

Algumas margarinas e cereais vêm com adição de vitamina D.

5. Suplemente

Tomar suplementos de vitamina D baixa os níveis de proteína C-reativa (ligada à inflamação no corpo), detém o desenvolvimento de EM, desativa células cancerosas em proliferação, evita infecções respiratórias, e por aí vai. Consulte seu médico para que ele lhe receite a dosagem mais adequada.

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