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Publicado em: 26 de fevereiro de 2020

Perca peso com os segredos destes 18 países, inclusive do nosso

Perder peso pode ser um adeus àquela barriguinha

Imagem: RyanKing999/iStock

No mundo todo há gente lutando para perder peso. Mas isso não quer dizer que a obesidade seja o nosso destino coletivo. Pois, quase todas as culturas têm algum costume capaz de manter a boa forma, algum hábito que pode ser a base de um plano internacional de emagrecimento.

Pronto para mandar a barriguinha fazer as malas? 

Leia também 11 dicas de como perder a barriga sem perder a cabeça.

Por Joe Kita

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    Para perder peso com saúde

    Por exemplo, nos restaurantes da Europa, o garçom costuma pôr na mesa uma garrafa de água mineral. Em muitos restaurantes dos Estados Unidos, é preciso pedir água e, por causa disso, muita gente prefere refrigerante ou outras bebidas mais calóricas. Basta pedir água mineral com a refeição para, com o tempo, fazer diferença no tamanho da barriga.

    Em 18 países, recolhemos dicas como esta, pedindo a nutricionistas e aos editores internacionais da Reader’s Digest que divulgassem costumes de suas culturas que pudessem nos ajudar a emagrecer. É uma verdadeira viagem de emagrecimento pelo mundo sem precisar sair de casa!


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    1. Tailândia — Mais pimenta

    A comida tailandesa é uma das mais apimentadas do mundo. A pimenta estimula o metabolismo, mas o verdadeiro benefício da comida picante é retardar a ingestão, como explica o Dr. James Hill, ex-presidente da Sociedade Americana de Nutrição. “Quando o corpo avisa que está satisfeito, a pessoa já comeu demais. Comer devagar é uma boa estratégia para emagrecer, e apimentar a comida é um jeito fácil de conseguir.”

    Leia também como fazer penne picante e outras receitas fáceis e apimentadas.


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    2. Reino Unido Reduza as porções

    Em Londres, ao entrar num McDonald’s, o atendente não pergunta se você quer aumentar a porção. Essa opção foi banida do Reino Unido porque constituía menos de 0,1% das vendas. Os britânicos preferem porções menores, talvez como vestígio da frugalidade imposta pelo racionamento da 2ª Guerra Mundial.

    A má publicidade também fez o McDonald’s desistir das superporções nos Estados Unidos. Mas uma Coca-Cola grande americana ainda contém 100 calorias a mais do que no Reino Unido, e na Grã-Bretanha não existe o “Quarterão com queijo”. Afinal, quem precisa comer 250 gramas de carne de uma só vez?


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    3. Brasil — Sirva com arroz e feijão

    Aquele sacolejo todo do Carnaval não é o único hábito carioca a fazer bem ao corpo; os brasileiros se mantêm magros com o prato tradicional de todas as refeições.

    Um estudo da revista Obesity Research descobriu que a alimentação composta principalmente de arroz e feijão reduz cerca de 14% o risco de engordar, se comparada ao cardápio ocidental mais típico, porque é pobre em gordura e rica em fibras, estabilizando o nível de glicose
    no sangue. Pode parecer estranho, mas comer feijão deixa o corpo pronto para a praia.


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    4. Indonésia — Tente jejuar de vez em quando

    O islamismo, religião principal desse país, encoraja o jejum periódico: não comer nem beber nada da aurora ao anoitecer. Outros, na Indonésia, praticam o mutih, que só permite água e arroz branco.

    Embora os especialistas não recomendem o jejum como tática para emagrecer, jejuar com moderação pode romper os padrões de quem come sem pensar, como explica o Dr. James Hill. “A maioria de nós nunca sente fome”, ressalta ele.

    “Comemos a refeição seguinte antes de digerirmos a anterior.” A abstinência estrita não é necessária para obter esses benefícios psicológicos; basta cortar as calorias pela metade durante um dia.


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    5. Polônia — Coma mais em casa do que na rua

    Os poloneses costumam gastar apenas 5% do orçamento comendo fora. Para economizar quilos e dinheiro, passe a anotar quantas vezes come fora, quanto gasta todo mês e vá reduzindo aos poucos.

    “Quem não cozinha em casa tende a comer menos alimentos saudáveis e ser mais gordo do que quem cozinha”, diz o jornalista e ativista Michael Pollan. “Na verdade, o abandono da cozinha por uma sociedade acompanha o aumento da obesidade.”


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    6. Alemanha — Coma bem no café da manhã

    Impressionantes 75% dos alemães comem pela manhã todo dia. E o café da manhã também passa longe das lanchonetes; os alemães preferem frutas, flocos de cereais e pão integral.

    Há anos nutricionistas aconselham a não pular o café da manhã e há estudos que dão uma imagem melhor da sua importância. Num deles, pesquisadores britânicos descobriram que, se não comemos direito pela manhã, o centro de recompensa do cérebro se acende com mais intensidade quando vemos um alimento muito calórico, tornando o excesso mais provável. Eis uma explicação científica para aquela vontade irresistível de mergulhar na vitrine de doces da padaria.


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    7. Países Baixos — Troque o pedal do acelerador pelo da bicicleta

    Nos Países Baixos, as bicicletas (18 milhões) são mais numerosas que os habitantes (16,5 milhões). E 54% dos holandeses que têm bicicleta usam-na em atividades cotidianas, como fazer compras e ir ao trabalho.

    Em média, os holandeses pedalam 870 km por ano. Há lugares em Amsterdã onde os sinais de trânsito são sincronizados de acordo com a velocidade das bicicletas. Tente usar todo dia a sua bicicleta para ir trabalhar ou para as tarefas perto de casa. Pessoas de peso mediano que pedalam em ritmo moderado conseguem queimar umas 550 calorias por hora.


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    Coma mais arenque

    Os holandeses consomem cerca de 85 milhões desses peixes por ano, crus. São uns cinco para cada habitante do país. São preparados em conserva e servidos simples como petiscos ou no almoço, com pãezinhos, cebola e picles de pepino. Peixes gordurosos como o arenque emagrecem por várias razões, diz o Dr. Pescatore, autor de A dieta dos Hamptons. Eles contêm muito ácido graxo ômega-3, que reduz o nível de cortisol, o hormônio do estresse; sabe-se que o cortisol aumenta a quantidade de gordura depositada no abdome. Além disso, quem almoça arenque ou sardinha em lata ingere muito menos calorias do que quem almoça hambúrguer ou peixe empanado. Só não esqueça as balinhas de hortelã para o hálito…


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    8. Suíça — Que tal um prato de müsli?

    O müsli é um mingau ou farofa de cereais, feito com aveia, frutas e nozes combinadas para promover a saúde e controlar o peso. Foi desenvolvido há mais de cem anos por um médico suíço para alimentar pacientes hospitalizados, mas os suíços comem este alimento no café da manhã ou no lanche da noite. As fibras do müsli tornam a sua digestão lenta e mantêm por mais tempo a sensação de saciedade. Mas leia o rótulo com atenção: o teor de açúcar varia de 2 a 14 gramas por porção.


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    9. Rússia — Uma horta nos fundos

    As dachas, ou casas de campo, onde 51% dos moradores urbanos passam as férias e os fins de semana de verão, quase sempre têm uma horta. Os russos plantam suas hortaliças e frutas e fazem conservas ou enlatam o que produzem. Isso torna a sua alimentação mais nutritiva. E “não há muita coisa engordativa que se possa plantar numa horta”, observa James Hill.


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    10. Malásia — Força na cúrcuma

    Esse tempero é nativo das selvas da Malásia. Um dos seus principais componentes é uma substância chamada curcumina, que parece ser poderosa no combate à gordura. Um estudo da Universidade Tufts verificou que camundongos alimentados com uma dieta rica em gordura contendo pequena quantidade de curcumina engordaram menos do que os outros, que fizeram refeições semelhantes só que sem essa substância. Os pesquisadores acham que o ingrediente impede o crescimento do tecido adiposo e aumenta a queima de gordura.


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    11. África do Sul — Tome chá de rooibos

    Apreciado no país inteiro, o chá de rooibos é mais forte que o chá-verde e, por ser naturalmente doce, não precisa de açúcar. Trocar o capuccino por uma xícara de rooibos pode economizar milhares de calorias por mês. “Culturas que tomam chá costumam ter nível menor de obesidade”, diz o Dr. Pescatore. “Isso pode ser consequência de substâncias especiais, como as catequinas, presentes em alguns chás, ou talvez achemos que sentimos fome quando, na verdade, estamos desidratados.”


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    12. Hungria — Coma mais picles

    Os húngaros gostam de picles; não só de pepinos, mas também de pimentão, repolho e tomate. Essas guloseimas ácidas podem ajudar a emagrecer, talvez por causa do vinagre. Cada vez mais indícios mostram que o ácido acético, o principal componente do vinagre, ajuda a reduzir a pressão arterial, a glicemia e a formação de gordura.


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    13. Noruega — Faça um passeio de domingo com a família

    Esse é um hábito norueguês muito arraigado: no domingo, todo mundo – das crianças pequenas aos avós – sai para caminhar (no verão) ou esquiar (no inverno). Adote uma tradição nórdica na sua casa. No fim da tarde, enxote todo mundo para um passeio ao ar livre pela vizinhança.


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    14. Índia — Contorça-se

    A maioria de nós respeita o poder da ioga de acabar com o estresse e aumentar a flexibilidade, mas poucos percebem que ela facilita o emagrecimento. Na verdade, um estudo recente verificou que os adeptos da ioga têm índice de massa corporal (IMC) mais baixo do que os praticantes de outros exercícios. Provavelmente, as razões são muitas. É melhor praticar ioga de estômago vazio, e a prática pode aumentar a musculatura (dependendo das posturas preferidas), o que estimula o metabolismo. Além disso, encoraja a atenção, o que inclui manter-se atento à hora em que ficamos saciados à mesa.


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    15. Japão — Tire um bom cochilo

    Nesse país tão ativo, muita gente arranja tempo para um cochilo diário de 20 a 30 minutos, diz James Mas, pesquisador do sono da Universidade Cornell. Há cada vez mais indícios de que a falta crônica de sono aumenta o risco de engordar. James culpa dois hormônios: a leptina, que ajuda
    o cérebro a sentir que já está satisfeito, e a grelina, que desperta o apetite. Quanto menos se dorme, menor o nível de leptina e maior o de grelina. “Muita gente acha que está com fome quando, na verdade, está com sono”, diz ele.


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    16. México — Faça a principal refeição no meio do dia

    Em vez de ingerir o grosso das calorias à noite, como fazem muitos de nós, os mexicanos, tradicionalmente, fazem a maior refeição entre as duas e as quatro da tarde. Quem come menos à noite acorda com mais fome e faz um lauto café da manhã, o que facilita o controle do peso. Como regra geral para combater a gordura, tente ingerir a maior parte das calorias no café e no almoço.


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    17. França — Demore mais, converse muito

    O forte dos franceses é a refeição tranquila em família. Em média, 92% das famílias francesas jantam juntas toda noite. “Para os franceses, comer é o grande acontecimento do dia”, diz o Dr. Fred Pescatore, presidente das Associações Americana e Internacional de Nutricionistas Clínicos. “Para a maioria de nós, no entanto, é algo que se faz antes de sair ou de outra atividade.” Na verdade, as refeições prolongadas encorajam a comer menos: a conversa retarda o garfo, e assim temos tempo de perceber que estamos satisfeitos.


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    18. Finlândia — Adote a caminhada nórdica 

    Essa é uma das atividades ao ar livre favoritas dos finlandeses. Não é tão exótica quanto parece: só é preciso um par de bastões leves e baratos para caminhada. Levá-los nas mãos para se apoiar ajuda o equilíbrio, o que é ótimo para quem é mais velho ou anda em terreno escorregadio. Melhor ainda: como obrigam a usar os músculos dos ombros, braços e tórax, os bastões transformam a caminhada num exercício para o corpo inteiro, que queima 20% mais calorias, de acordo com um estudo do Instituto Cooper, em Dallas. Seja inverno ou verão, é um modo simples de queimar mais gordura do que a caminhada cotidiana.


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