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Publicado em: 20 de março de 2020

App ajuda mulheres vítimas de violência; casos podem crescer com isolamento

Quarentena por coronavírus elevou os números de casos de violência doméstica na China. Saiba como denunciar.

Imagem: Pinkypills/iStock

O estado de isolamento social é uma das formas de prevenir o aumento do número de infectados por coronavírus (Covid-19), e vem sendo implementado gradualmente no Brasil. Apesar da importância da medida, ativistas de direitos humanos afirmam que casos de violência contra mulheres quadruplicaram na China, primeiro país adotar a quarentena de forma drástica.

Ao redor do mundo, instituições já alertam para a possibilidade de aumento de casos de violência doméstica e feminicídio. Em Portugal, a associação FEM – Feministas Em Movimento emitiu um comunicado que afirma que as mulheres estão “numa situação de maior fragilidade e, ainda, maior insegurança e perigo”. Especialistas brasileiros consideram a possibilidade de o mesmo acontecer por aqui.

Leia também: Coronavírus: por que ‘distanciamento social’ é importante?

Violência contra mulher pode aumentar em isolamento social. (Imagem: cosmaa/iStock)

Como utilizar o aplicativo PenhaS para denunciar casos de violência doméstica

Disponível para Android e iPhone (iOS), o app PenhaS, desenvolvido pela ONG AzMina, é um dos mais completos aplicativos para auxiliar mulheres na identificação e denúncia de casos de violência. A plataforma também conta com notícias e dicas para que as usuárias aprendam mais sobre seus direitos.

Após fazer o download na Play Store ou na App Store, você deve preencher um formulário com suas informações pessoais – de acordo com os desenvolvedores, esses dados garantem um ambiente seguro e impede que homens tenham acesso.

Em seguida, o aplicativo fará uma breve introdução de seus recursos. São basicamente quatro seções, com algumas subdivisões.

App PenhaS tem recursos para denúncia e informações sobre o direito das mulheres. (Imagem: Reprodução/PenhaS)

Indo direto à área de denúncia

Caso você esteja em uma situação de risco, utilize o ícone de megafone, no canto superior direito, para ligar para a polícia. A recomendação é utilizar esse recurso caso o agressor possua uma arma de fogo ou esteja em posse de algum outro objeto que possa machucar.

Utilize o ícone de megafone para ligar para a polícia. (Imagem: Reprodução/PenhaS)

Utilizando as demais funções do app

No menu inferior, o ícone de casa te leva à “Home” do app. Por lá, você terá acesso a algumas notícias e dicas relacionadas a mulheres.

O segundo ícone do menu inferior dá acesso à seção “empoderaPenha”. Além de notícias, você pode responder a um Quiz para identificar casos de assédio.

empoderaQuiz permite identificar situações de assédio. (Imagem: Reprodução/PenhaS)

No terceiro ícone do menu inferior, o ícone com balões de conversa leva ao “defendeChat, no qual você pode trocar mensagens com a própria equipe do app ou outras usuárias, formando uma rede de apoio.

Por fim, no último ícone, com símbolo de um microfone, está a seção “gritaPenha” será possível cadastrar contatos de emergência. Estes serão seus guardiões – eles receberão um SMS com pedido de socorro caso você opte por esse recurso no futuro. Ainda nesta seção, o “gritaGravador” permite registrar áudios que podem servir como provas para denúncias.

gritaGuardiões permite adicionar contatos de emergência. (Reprodução/PenhaS)

Outros canais de denúncia de violência contra a mulher

Mulheres em situação de risco também podem recorrer diretamente a uma Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM). Porém, com a pandemia do novo coronavírus, algumas cidades estão optando por equipes reduzidas. No Rio de Janeiro, por exemplo, apenas situações emergenciais, como casos de violência doméstica, violência sexual e estupro, serão atendidas. Já em Londrina, a orientação é procurar ajuda primeiramente pelo telefone (43) 3322-1633.

Outro canal de denúncia é o telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que tem o objetivo de receber relatos de violência, encaminhando-as para os serviços necessários.

Ana Marques
Ana Marques
Jornalista formada pela UFRJ, Ana é entusiasta de tecnologia, dos dispositivos móveis e da inteligência artificial, mas também defensora das relações humanas e das conexões feitas por meio de encontros. Sua relação com a cobertura tecnológica teve início em 2016, no TechTudo, ainda como estagiária. Em 2018, passou a integrar a equipe de Conteúdo do comparador Zoom.com.br, onde foi editora de Mobile (Celulares, Tablets e Wearables) & Eletrônicos até agosto de 2020. Atualmente é autora no Tecnoblog.

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