A astrologia rege a vida das pessoas atualmente.

Eu tenho uma coisa pra confessar pra vocês.

Sou Virgem.

Se essa frase fosse dita nos anos 90, teria uma baita repercussão entre meus coleguinhas imaturos da escola.

Hoje em dia, digo que sou Virgem e me perguntam: “E o ascendente?”

Pois é.

Porque aparentemente – ou sempre foi assim e eu não sabia – os astros sabem mais da gente do que a gente mesmo.

Por exemplo, quem diz como eu sou emocionalmente é a Lua.

Sim, a Lua.

Terapia pra quê, gente?

Vou demitir a Roberta agora e ir lá pra fora conversar com a Lua pra ver se ela me dá uns conselhos.

Segundo a astrologia, os planetas sabem como você é sexualmente, se você tem dificuldades em se relacionar, se é confuso, se gosta de tomate e o que fez no verão passado.

Só não dão o número da Sena porque não tá no contrato, né?

Se a astrologia fosse um ser humano, seria aquela tia fumante que vê a imagem de Nossa Senhora nas nuvens e tem um presságio.

Que fala que escova de dente virada pra baixo dá mal agouro.

Eu falo que não acredito porque prefiro crer que quando uma pessoa é ruim com você, é porque ela é assim, e não porque o ascendente dela é em áries.

Ou a Lua é em escorpião.

Sei lá quediabéisso.

Mas confesso que essa doença está me dominando aos poucos.

Recentemente, entoei a seguinte frase:

— Vê lá se eu vou dar moral pra esse cara, ele é pisciano com ASCENDENTE E LUA em gêmeos!!!

(me explicaram que uma pessoa assim é super confusa e eu falei essa frase como se eu fosse a entendida dos mapas astrais)

Que absurdo, né, linda?

E você é a rainha do equilíbrio, certo?

Equilibrista de circo.

Virginiana sensata.

Em breve, vou comprar um pacote pra uma astróloga fazer meu mapa astral.

É mapa, Tarôt e numerologia.

Vai ser um combo numa tacada só.

Vamos ver se essa brincadeira é real mesmo.

Mantenho vocês informados.

(Menos se eu for ficar rica)

Marina Estevão
Marina Estevão
Formada em Jornalismo pela PUC-RJ, sua paixão é escrever sobre o que vive, o que vê e o que sente. Afinal, toda história tem vários lados, o que muda é a forma de contá-la – sempre de bom humor.