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Publicado em: 1 de fevereiro de 2020

Brincando, Deus criou Copacabana

Copa tem rico, pobre, feio, bonito, idoso e cachorro. E ainda assim, é um convite à diversão.

Imagem: marchello74/iStock

Sempre, quando não estou muito inspirada, dou uma andada pelo meu bairro.

Meu bairro, vulgo Copacity, ou Copacabana, ou Princesinha.

Fato é que Copacabana tem de tudo.

O primeiro bairro que Deus criou foi Copacabana ou Madureira, com certeza.

Porque Copa e Madu são complementares, só que um tem praia e o outro, mercadão.

(Que também é maravilhoso, por sinal).

Porque Deus colocou em Copacabana todos os tipos de gente.

Ele brincou de The Sims com a gente.

Primeiro, ele colocou os idosos, porque eles compõem 90% do bairro.

Depois, colocou algumas garotas e alguns gringos, pra dar uma animada, né?

Ou devia ser equilibrada?

Não que idosos não sejam animados.

Mas os de Copa estão mais preocupados com as farmácias, que também estão em todas as esquinas.

Para botar um terror, Ele, então, resolveu inserir alguns doidos que falam sozinhos.

Uns malucos beleza, e outros nem tanto.

O cenário tinha que ser o mais bonito que ele conseguia criar na hora.

Porque convenhamos que a vista da praia de Botafogo é a mais perfeita do Rio de Janeiro.

Uma orla em formato de U com uma praia que nem todo mundo gosta, mas mesmo assim é uma das mais famosas do mundo.

Quem não gosta, prefere Ipanema ou Leblon, as primas ricas.

Em Copacabana, todo mundo te recebe com sorrisos, todo mundo te dá informação, mesmo o mineiro que está há 3 dias na cidade.

Aqui, todo mundo se conhece, mesmo de vista.

E, se você não está lembrado, sempre se referem a uma pessoa de uma rua específica.

“É o Felipinho, lá da Constante.”

“A Miriam, que mora lá na Barão.”

Os fins de tarde em Copa são especiais, principalmente se você consegue chegar mais cedo do trabalho e aproveitar o clima ameno para um mergulho.

Aliás, andar pela orla é ser convidado para sentar em algum quiosque com música ao vivo e apreciar uma bebida de sua preferência.
Não tem hora para uma cerveja nem para água-de-coco.

Aqui, todo mundo é feliz, pode chegar sem medo.

Pois é, tudo isso foi Deus que fez.

Brincando, eu diria.

E o trabalho ficou excepcional.

Marina Estevão
Marina Estevão
Formada em Jornalismo pela PUC-RJ, sua paixão é escrever sobre o que vive, o que vê e o que sente. Afinal, toda história tem vários lados, o que muda é a forma de contá-la – sempre de bom humor.

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